Vida de host [2]: segunda semana

Em 23.06.2016   Arquivado em Sem categoria

Uma das coisas mais surpreendentes e legais de receber uma intercambista é ver como alguém que você não conhece e fala outro idioma, em pouco tempo, se torna parte da família de forma tão natural.

A segunda semana foi exatamente assim com a Pauli (apelido) aqui em casa. De segunda à sexta, ela seguiu desenvolvendo seu projeto na Associação Assistencial Lar Betânia durante o dia, e aproveitou o restante do tempo para conhecer o Parque Ramiro Ruediger, o The Basement English Pub, e as lojas da Rua XV de Novembro, onde já havia comprado meiões, cachecóis e luvas para se agasalhar na friaca de Blumenau. Em um desses passeios, ela e as amigas colombianas provaram a famosa coxinha, que ganhou a aprovação de todas.

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Outra novidade culinária foi a tapioca, que preparei para nós um dia de manhã. Fiz com recheio de banana e ela super aprovou. Lá na ONG, as comidas diferentes que ela provou até agora foram chuchu e batata doce.

Sexta é o dia livre dos trainees e as meninas foram prestigiar a tarde de X-Salada no Lar Betânia. Depois, provaram algumas cervejas na Das Bier, juntamente com a intercambista mexicana, que chegou quarta-feira passada.

Fotos do Celular - à esquerda, com todas ~azamigas~; à direita, com as intercambistas.

Fotos do Celular – à esquerda, com todas ~azamigas~; à direita, com as intercambistas.

Mais tarde, fomos ao The Basement comemorar meu aniversário (18/06) e o aniversário de uma amiga da facul (13/06) e as meninas nos encontraram lá com alguns de seus amigos da AIESEC. A mesa estava cheia e a noite foi super divertida. Comemos nachos, churros e fritas e elas provaram caipirinhas, cervejas e outros drinks novos. À meia noite, cantaram “Parabéns”, “Cumpleaños Feliz” e “Las mañanitas”.

Eu e o boy encerramos a noite lá, mas parte da turma ainda foi para o Winchester aproveitar as últimas horas da balada.

O dia seguinte era oficialmente meu aniversário. Frio, chuva, e o programa escolhido foi prestigiar a Feijoada do Exército na Vila Germânica. A Pauli também prestigiou, mas de outra forma. Dormiu até de tarde e almoçou um potão que trouxe para ela e a mãe, rs.

À noite meu irmão, cunhada e sobrinhos vieram aqui para comer uma pizza e a Paulina, claro, jantou conosco. Depois, enquanto ficamos na mantinha, ela foi conhecer o Ahoy com os amigos da AIESEC.

Domingo tivemos a visita da Camila, que já esteve aqui semana passada, e da Julia, minha prima que no primeiro Vida de Host foi muito citada aqui. Brincamos no Just Dance e ficamos de preguicinha o restante do dia.

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As meninas estavam nos contando sobre os planos dos próximos finais de semana e ficamos até surpresos: já está tudo combinado para aproveitarem ao máximo os dias livres para conhecer lugares diferentes em Santa Catarina e no Paraná.

Quem acompanhou nossa experiência com a Amira viu que passeamos muito com ela, mas ao mesmo tempo em que não participarei de todos os programas planejados, fico feliz que a quantidade de trainees, o tempo e a animação deles possibilite essa independência da galera.

Seguimos então a nossa experiência como hosts. Volto na próxima semana com a continuação do relato!

Adoráveis links [5]: favoritos da semana in English

Em 17.06.2016   Arquivado em Adoráveis links

Hoje é dia de indicações de links aqui no blog! Resolvi compartilhar algumas aleatoriedades legais que encontrei no lado gringo das internê. Espero que gostem!

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Na semana em que descobri que na Colômbia fazem sestas na maioria das empresas, um infográfico maravilhoso falando sobre o poder de uma soneca, empresas que aderiram à sesta e outros fatos para reforçar a importância desse momentinho de descanso.

Especialmente para quem trabalha em casa, é difícil se policiar para não estender o expediente ou se envolver em várias tarefas ao mesmo tempo. Por isso, me identifiquei com essas três regrinhas que a Emily do blog Cupcakes and Cashmere adotou para sua rotina no home office.

NIFTY é uma página de Facebook recheada de passo a passos em vídeo pra gente soltar a criatividade e mandar bem nos projetinhos “faça você mesma”.

A Keiko Lynn não me conhece, mas é aquela migs que dá uns toques de beleza muito úteis. Agora que estou de cabelo curto, por exemplo, vou me arriscar a enrolar as madeixas como esse tutorial como inspiração.

E por fim, winter is coming! E como minha vontade de comer doce é inversamente proporcional a queda de temperaturas, visitei o Buzzfeed e catei essa lista com 15 receitas de chocolate para fazer em 15 minutos e quero dizer que vou me esforçar para escolher só algumas delas. SEM OR!

Vida de host [2]: primeira semana

Em 15.06.2016   Arquivado em Vida de host

Ontem fez uma semana que recebemos a Paulina, da Colômbia, e começamos uma nova experiência como hosts pela AIESEC. Apesar da friaca que está fazendo em Blumenau, minha nova hermana está se adaptado super bem à rotina, ao projeto e à cidade. Hoje vim contar um pouquinho sobre a nossa primeira semana.

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Fotos do celular

Ser host pela segunda vez é mais leve. É claro que ficamos ansiosas para conhecer pessoalmente a menina que moraria conosco nas próximas semanas, mas dessa vez sem aquela preocupação toda, já que ano passado desconstruímos vários receios relacionados à hospedagem, como contei aqui.

A Paulina chegou no dia 7 de junho com outras duas amigas que estudam com ela na universidade, em Manizales. No primeiro momento a comunicação foi trilíngue, porque eu falo portunhol, ela fala espanguês e ambas falamos inglês. O que não conseguíamos compreender em nossas línguas nativas, improvisávamos com o terceiro idioma. Mas antes mesmo de chegar em casa (eu fui buscá-la na rodoviária) já estávamos conversando de forma bem natural.

No mesmo dia em que chegou, ela já conheceu o restante da minha família, já que meu irmão era o aniversariante do dia. Minha sobrinha, Mariah, se empolgou com a chegada da nova amiga e desatou a falar super rápido. Resultado: Pauli não entendia nada, mas como lhe deu atenção, para a pequena estava tudo certo.

No dia seguinte, quarta, Paulina já começou seu projeto social na ONG Lar Betânia, e teve seu primeiro contato com o transporte público da cidade. Como ano passado passamos por um sufoco na primeira semana, dessa vez fiz um mapinha à mão com várias informações sobre os ônibus, e deu super certo. Depois do expediente, Paulina já voltou pra casa sozinha e sem dificuldade alguma.

À noite, fomos a um bar super bonitinho da cidade chamado Baader, com decoração germânica, várias opções de cervejas e cafés e muitos lanches diferentes no cardápio, comparando ao que é servido na Colômbia. Paulina conheceu algumas das minhas amigas e mostrou que não tem dificuldades para se entrosar.

Quinta-feira ela teve o primeiro encontro com os outros intercambistas que estão na cidade, e isso com certeza deu um gás em sua experiência. Felizmente o grupo de trainees é bem grande, sendo seis ou sete meninas da Colômbia (quase todas estudam juntas), e outras pessoas da Alemanha, Itália, França e México.

Sexta é o dia de folga dos trainees em seus projetos, então eles aproveitaram para passear pelo centro de Blumenau e visitar o Zoo de Pomerode, a cidade vizinha. Também conheceram a famosa confeitaria Torten Paradies, parada quase obrigatória para quem decide turistar por lá.

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Sábado participamos do Global Village, evento promovido pela AIESEC para que o pessoal compartilhe um pouco da cultura de seu país. O encontro foi em frente a um dos setores da Vila Germânica, importante ponto turístico, e ocorreu durante o dia inteiro. Para quem ainda não prestigiou, vale a pena conhecer, especialmente se pensa em fazer um intercâmbio social ou hospedar alguém.

À noite, os trainees se reuniram para ver o jogo da Colômbia contra a Costa Rica, e depois nos encontramos no Factory. Foi bem divertido conhecer alguns membros da AIESEC, dançar e cantar com o povo todo e apresentar a famosa caipirinha. O frio quase nos manteve debaixo das cobertas, mas valeu a pena sair com eles! No fim das contas, fizemos uma montanha de casacos e todos curtiram muito.

Domingo foi dia de domingar, claro. Acordamos tarde e ficamos lagarteando no sol. A Camila, também da Colômbia, veio dormir aqui em casa e aproveitou o domingo com a gente. Antes de deixá-la na casa de sua host, mostramos a elas a vista do Portal da Saxônia ao entardecer, de onde se pode ver boa parte da região central da cidade e alguns bairros próximos.

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A nova semana começou sem grandes novidades, mas com a certeza de que como hosts vamos aproveitar muito essa nova experiência, assim como a Paulina está empenhada em fazer do seu tempo no Brasil o mais incrível e produtivo que puder.

Continue me visitando para acompanhar os resumos!

Cartão amarelo para nós

Em 08.06.2016   Arquivado em Bloco de Notas

 

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“Todo mundo é inocente até que se prove o contrário”. Não sei quem disse essa frase primeiro, mas sei que em tempos de redes sociais, ânimos acalorados, analfabetismo funcional, intolerância, falta de diálogo e operações com nomes caricatos com coberturas televisivas, todo mundo é culpado até provar sua inocência. E esse julgamento não é exclusivo de A ou B, bolacha ou biscoito, homem ou mulher, esquerda ou direita, amigos ou desconhecidos, cara ou coroa. No fundo, todo mundo tem absoluta certeza de algo sobre o qual não sabe absolutamente nada, e muitos fazem questão de expressar sua opinião, sem humildade para respeitar versões contrárias, desapego para mudá-la ou mesmo amor para defendê-la sem ataques pessoais.

No fundo, o brega da vez é não opinar, o demodê é, além de usar a palavra demodê, não querer convencer os outros sobre algo que faz sentido para si, e a moda é bater o martelo antes mesmo de qualquer anúncio de sentença.

E a tendência? Ah, como toda boa otimista, a tendência é que ser juiz seja profissão e não acessório obrigatório, e que estar em paz e se encher de paciência, respeito e inspiração seja mais importante do que ter sempre razão. Discorde quem quiser, estamos aí pra isso. Mas sobretudo, não queira discutir esse textão à toa. Sejamos felizes, “cadum cadum”, com menos “justifique sua escolha” e mais escolha, viva e pense antes de justificar.

Por menos nós entre a gente.

[Imagem: Pexels]

Vida de host: entrevista com Ana

Em 30.05.2016   Arquivado em Vida de host
María Lorena (de óculos) e Ana Paula (de gorrinho)

María Lorena (de óculos) e Ana Paula (de gorrinho)

Desde o ano passado as publicações sobre Vida de Host estão paradas no blog, já que não recebemos uma nova trainee em casa. Mas eis que a Ana, uma amiga da faculdade, foi host de uma menina super querida nas últimas semanas, então resolvemos compartilhar por aqui como foi a experiência.

Assim como eu, a Ana também se inscreveu no site da AIESEC para hospedar uma intercambista. O projeto é voluntário, e apesar de não envolver remuneração, rende muito aprendizado, novas experiências e amizades para a vida toda. <3 (mais…)

100Em1Dia Blumenau: 5 intervenções urbanas para inspirar

Em 24.05.2016   Arquivado em Arte, Consumo consciente, Projetos

O 100Em1Dia é um movimento que começou em Bogotá e hoje acontece em vários lugares do mundo. Consiste em reunir, em um só dia, cem – ou mais – intervenções espalhadas pela cidade, feitas por grupos que se uniram para promover ações positivas e transformar a comunidade em que vivem.

Em Blumenau, o 100Em1Dia teve sua primeira edição no ano passado, com mais de 140 intervenções urbanas. Neste ano, o evento acontecerá no dia 11 de junho, e tende a ser maior ainda, e o mais bacana: será ainda mais espalhado pelos bairros, principalmente se você fizer parte com a sua comunidade!

Como participar?

Para fazer parte do 100Em1Dia Blumenau é bem fácil. É só planejar uma intervenção com seus amigos, familiares ou vizinhos, inscrevê-la de forma gratuita no site do movimento, aguardar o retorno da equipe e prontinho, já pode juntar a galera e fazer acontecer!

Outra opção é pesquisar as intervenções já inscritas e se voluntariar para fazer parte delas. Para isso, você acessa o site, clica na ação escolhida e entra em contato com o responsável, ou mesmo procura uma página ou evento do Facebook que esteja relacionada àquela atividade.

Como montar uma intervenção?

O 100Em1Dia acredita que a criatividade é um caminho para a transformação das cidades, por isso, há diversas maneiras de contribuir. O ponto de partida para pensar no que fazer é mapear os problemas e potenciais que a cidade tem e pensar em maneiras de resolvê-los.

Para quem deseja participar do movimento, mas ainda está pensando na intervenção, resolvi dar uma mãozinha e compartilhar aqui no blog ideias que podem gerar novas ideias. Afinal, que bem faz se alimentar de inspirações!

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Roda Livro – Transportando Conhecimento

Quem anda de ônibus em Foz do Iguaçu, no Paraná, agora tem uma nova maneira de passar o tempo. O projeto Roda Livro, mantido pela Fundação Cultural e parceiros, começou neste mês a disponibilizar vários títulos para os usuários do transporte coletivo. E em nossa cidade, já pensou em um lugar que poderia oferecer um convite à leitura?

Jardins Subversivos

Lá em Moroca, no interior de São Paulo, o Guilherme se inspirou em um projeto criado em Nova York para construir sua própria intervenção urbana: com esforço coletivo, ele revitaliza regiões degradadas para transformá-las em locais de convívio e hortas comunitárias.

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Ateliê Azu

O artista Elcio Torres uniu cor, arte e educação em seu projeto Ateliê Azu. Vendo que as casas azulejadas da comunidade Vila Santa Inês poderiam se transformar em obras de arte, resolveu ensinar crianças e adolescentes a desenvolver práticas artísticas nos azulejos de várias paredes dos bairros.

Cestas de Basquete em Vila Madalena

Quantas vezes você já viu alguém, ao lado de uma lixeira, jogando embalagem de bala ou cigarro no chão?

Presenciando essa cena todo dia, uma empresa de limpeza pública de Vila Madalena aproveitou a agitação do Carnaval para desenvolver uma ação educativa e divertida: transformou lixeiras urbanas em cestas de basquete para chamar a atenção dos foliões.

Toalha Social

Quando se fala em intervenções urbanas, muita gente tende a pensar em ações muito grandiosas, que exigem grandes recursos e mão-de-obra. Mas se pararmos de pensar em coisas e focarmos nas pessoas, sabia que até uma toalha pode se tornar uma ação?

Lá em Pelotas, Rio Grande do Sul, a agência Mark+ montou uma “rede social” para adicionar amigos sem precisar ficar on-line. Para incentivar a conversa entre desconhecidos, disponibilizou uma estrutura com algumas toalhas grandes, estilo piquenique, que as pessoas pegavam e se sentavam, deixando espaço para novos amigos.

Essas ideias te motivaram a pensar no espaço em que vive e propor algo novo para a cidade? Monte já sua intervenção e ocupe a cidade com boas ações!

O desgaste da mesmice e o medo da mudança

Em 13.05.2016   Arquivado em Bloco de Notas

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Tem rotina que às vezes pesa tanto, que à noitinha, ao lado de uma xícara de chá, você se pergunta se o seu dia após dia tem sido mesmo a versão concreta daquelas resoluções escritas no final do ano passado.

O soneca começa o dia cantarolante e repetitivo. O café da manhã tem um horário limite para acontecer. Na rua, o frio do inicio da manhã é um contraste com o aconchego da cama, minutos antes. Não é um choque térmico, mas é choque de realidade.

A monotonia, o desgaste e a fadiga acompanham aquela sensação de que os dias são sempre iguais, e de que faz tempo que não se aprende algo novo. Em um dia, a zona de conforto parece até reconfortante, mas em outro, dá vontade de jogar tudo pro alto e ganhar a vida vendendo brigadeiros.

O problema – ou solução – é quando essa vontade de mudar passa a sobrepor o sentimento de “deixa assim”, e você se pega fazendo planos coloridos para o futuro enquanto almoça seu prato saudável em um cenário preto e branco.

Milhões de listas feitas, dinheiro planejado para os planos B, C, D e E, falas ensaiadas para os momentos decisivos.

-E agora, o que tem do outro lado dessa “Ponte para Terabitia” que eu mesma quis construir?

Esse dilema entre querer mudar e ter medo do novo deve pegar muita gente de surpresa. Ainda que a realização seja certa, o receio diante da mudança parece até uma autossabotagem secreta para que as conquistas esperem um pouco mais e você fique inerte, bem aqui, fazendo os bate-voltas que, mesmo tediosos, soam seguros.

É que a gente dá um tom grave para tudo quanto é obstáculo. Subestima nosso potencial, acha errado admitir qualidades e, por outro lado, supervaloriza tudo o que pode dar errado, em vez de enxergar o leque de possibilidades como algo divertido e desafiador que faz parte da vida. E o pior: mesmo com um mar de gente fina, a gente prefere visualizar tudo como se fosse uma gota só no mundo.

No fim das contas, a gente não tem tanto medo de quebrar a cara, nem de se sentir extremamente feliz. O que incomodam são as expectativas para saber logo o que acontece entre uma e outra hipótese. Como se, dois meses depois de largar um emprego, ou mudar de cidade, ou terminar um relacionamento, existisse um resultado como resposta certa.

A vida não é uma questão com uma alternativa correta e três ou quatro pegadinhas, e sim uma enorme pergunta de múltipla escolha. E cabe ainda lembrar que é possível assinalar “Nenhuma das alternativas anteriores” e traçar um novo caminho.

Se der certo ou errado, é consequência, nem sempre é caos. Quando se está em paz com a escolha, tem sempre um jeito de aprender com os erros, celebrar pequenos acertos e seguir aprendendo.

Parece um desafio construir uma rotina leve. É que tem rotina que às vezes pesa tanto, que a gente esquece que até receita de bolo pode ser diferente para cada um.

E se você puser um pouquinho mais de baunilha no seu preparo de hoje?

[Imagem: Pexels]

Carta para o aniversariante do dia

Em 12.05.2016   Arquivado em Bloco de Notas

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Querido Davi,

Você foi muito esperado e amado por mim desde quando estava sendo encomendado. Quando já estava na barriga da mamãe, que sofreu e vibrou com cada agulhinha do amor, nossa ansiedade aumentava a cada semana para sua chegada.

Quando a mana nasceu, eu ainda era adolescente e descobri cedo como é sentir um amor tão grande por um ser tão pequenino que nem saiu do meu ventre. Ela foi o meu primeiro amor de tia. Rosinha, risonha e desde sempre cheia de atitude.

Anos depois, chegava você. E como se não bastasse meu amor de tia se multiplicar com tamanho presente, papai e mamãe confiaram a mim a honra e a responsabilidade de ser uma de suas madrinhas. Você foi o meu primeiro amor de dinda. Nasceu grandão, sério e desde sempre cheio de dengos.

Enquanto a Mariah se mostrou extrovertida, independente e criativa para o lado de cantar e interpretar, você se revelou serelepe aos poucos, é mais carinhoso e manhoso e se concentra com os desenhos como nunca vi criança de sua idade fazer.

Você continua grandão. É uma criança forte que adora comer e erguer objetos que vão além do seu tamanho. Por isso, carinhosamente te chamamos de Bam-bam ou Selvinha. Ao mesmo tempo, seu olhar tem sutileza, seu sorriso é meigo e você adora fazer e receber um cafuné.

Força e fofura coexistem em você, assim como o zelo por sua mana, o desejo de colo dos papais e o puxa-saquismo especial pelas dodós e dodôs. A mana é a prova de que atitude não é só coisa de homem, e você é a prova de que meninos também têm sensibilidade.

Hoje é seu segundo aniversário, Manolo. Diferente do primeiro, agora você já está sorrindo à toa e provavelmente não vai dormir durante o “Parabéns”. Aliás, vai ser um desafio desligar suas anteninhas.

Nesta data querida, tenho mais a agradecer do que pedir. Você tem saúde, é muito esperto e está rodeado de pessoas que o amam. Meu desejo é apenas que tudo continue assim nos próximos aniversários. Que você cresça em estatura, mas também em conhecimento, caráter e fé, e que continue saudável e cercado de gente boa.

Ah, e ficarei muito grata também se puder ler esse texto daqui a uns anos. Talvez eu já tenha filhos, seja menor que você e não consiga mais te dar um colo de pé – o que não vai demorar. Mas saiba que meu colinho do sofá sempre estará reservado para você, e que para o que precisar estarei aqui.

Vamos sempre comemorar. Viva o Manolo!

Com amor,

Dinda Ysa.

TEDx Blumenau 2016: Sinergia e Catarse

Em 11.05.2016   Arquivado em Projetos

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No primeiro domingo de abril aconteceu em Blumenau o TEDx 2016. Oficialmente, foi a segunda edição o evento aqui na cidade, e felizmente tive a oportunidade e a honra de ser convidada como atende, algo que me deixou muito empolgada de início, mas só teve a real dimensão depois que todos os speakers passaram pelo famoso tapete redondo.

Já tinham avisado que seria difícil expressar em palavras o que foi esse TEDx, e de fato sei nem por onde começar. Decidi então fazer um resumão no maior estilo “o que teve?”, e ainda assim me perdi no caminho com a minha catarse. Mas fica a dica, o Uma boa dose já tem um post muito bom sobre o evento.

Faça-se o favor então, assista aí aos talks que recebemos de presente:

Incríveis, né?! Você ainda pode conferir outros TED Talks se inscrevendo no canal do Youtube.

E que venha a próxima edição por aqui!

Resenha: “Feliz por nada”, de Martha Medeiros

Em 06.05.2016   Arquivado em Leitura

Para estrear a categoria de resenhas do blog, quero dizer que a de hoje, como podem notar, não é pra quem lê somente literaturas densas ou livros técnicos. Ler o que a Martha Medeiros escreve, para mim, é ter um momento levinho e se sentir em uma mesa de café ouvindo uma amiga contar as histórias comuns da vida.

Agora sim, vamos ao livro.

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Tem gente que encara a bad ouvindo playlists tristes. Outras pessoas fazem a linha Bridget Jones e afogam as lágrimas em um pote de sorvete. Há ainda aquele tipo que precisa falar, falar, falar e falar mais um pouco sobre a bad até que o motivo da tristeza pareça pequeno diante de um grande desabafo com uma pessoa querida. Seja lá qual for o método, todo mundo tem um jeito de curtir a fossa e superá-la, não é mesmo?!

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Em 2012, depois de curtir uma pequena bad, minha saída para me distrair foi ocupar meus pensamentos com leituras despretensiosas. E lá estava “Feliz por nada” em uma prateleira da livraria, com sua capa genérica, que soou bem convidativa na época.

O livro reúne várias crônicas da escritora em pouco mais de duzentas páginas, e como disse no início do texto, é fácil de ler porque carrega uma escrita que é a cara de um bate-papo sobre o cotidiano. Como não sou uma exímia conhecedora de Martha, não sei se todos os livros dela seguem a mesma linha, mas os que li, têm esse quê informal que particularmente gosto muito.

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Não tive um texto para chamar de favorito, mas a crônica “Feliz por nada”, que dá nome ao livro, me chamou muito a atenção, afinal estava me sentindo estranhamente otimista e tranquila depois de chorar minhas pitangas pelo que acontecera nas últimas semanas.

“Marthinha, mas por que eu estou feliz se até pouco tempo me questionava tanto?”

“Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa? Como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.”

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E foi assim que uma escritora que nem me conhece, ofereceu bons conselhos, devaneios e até conversinhas sem propósito para me distrair e, ao mesmo tempo, me ajudar a focar. Me jogou uns verdes para eu, depois de refletir, colher os maduros e internalizar muitas de suas sacadas.

“Feliz por nada” é um livro com frases bem superficiais ou mensagens profundas, depende do momento, dos gostos e da personalidade de quem o lê. E eu ainda me pego, de vez em quando, lendo uma ou duas crônicas para me sentir mais feliz, não porque elas me lembram algum motivo, mas porque relembram que parar de analisar tanto e ser feliz por nada talvez seja a autêntica forma de felicidade.

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