Vida de host [2]: sexta semana

Em 19.07.2016   Arquivado em Sem categoria

Como meus resumos partem sempre da terça-feira, ontem encerramos a sexta e última semana completa como vida de host! :( Quinta-feira (21) nossa caçula da Colômbia vai conhecer Foz do Iguaçu com as amigas, e voltará para Blumenau somente na próxima segunda-feira (25), já em clima de despedida, pois partirá no dia seguinte para ir ao Rio de Janeiro antes de pegar o vôo de volta para seu país. Ou seja: serão oficialmente sete semanas, porém nesta última não passaremos muitos dias juntas.

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A semana passada foi bem divertida. Começou com a passagem da tocha olímpica pela cidade, que as meninas foram prestigiar. Acompanharam a caminhada pela Rua XV de Novembro e assistiram à cerimônia de recepção, na Vila Germânica, o principal local de eventos de Blumenau.

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No dia seguinte, resolvemos nos entupir de doces. Eu e minha amiga Bruna convidamos Paulina, Daniela e Camila, as amigas colombianas, para conhecer o Café Du Centre. É um ambiente bem charmosinho aqui da cidade com decoração parisiense e doces para comer com a boca e os olhos. Nem preciso falar que todas aprovaram! Saímos de lá rindo à toa, como se o excesso de açúcar tivesse deixado todo mundo ~borracha~.

Quinta-feira a Pauli acompanhou o “Mozão” em um congresso, pois ele se apresentaria com sua banda. Ela chegou tarde em casa e dormiu pouco, como todos os outros dias da semana, o que levou minha mãe a concluir que ela é uma vampira. As meninas acharam engraçada essa comparação, e agora uma chama a outra assim, rs.

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Sexta-feira de madrugada lá estava minha hermanita de pé para ir a Curitiba. Ela e as amigas planejaram um bate-volta para conhecer a cidade, e como fizeram um city tour com o ônibus turístico, conseguiram aproveitar bem o pouco tempo. O único porém do dia foi o atraso do ônibus para voltar a Blumenau, mas no fim deu tudo certo e chegaram bem em casa.

Sábado não passamos o dia juntas, mas à noite fomos à casa da host de Daniela para uma festa de despedida que sua família ofereceu. Conhecemos gente nova, comemos um delicioso entrevero preparado pelo “hostpai”, aprendemos alguns ritmos latinos e apresentamos axé, samba e outros ritmos brasileiros. A host de Daniela e sua amiga, que fazem aulas de dança, ainda mostraram uma super coreografia que só quem tem muito swag consegue aprender, rs.

Nossa noite continuou na Factory, que coincidentemente tinha festa latina. Tocou reggaeton, Carlos Vives, Shakira e várias outras músicas e cantores famosos. Eis que, além da empolgação das meninas, presenciei um fato que não vai se repetir tão cedo: a DJ soltou “Estoy Aquí” e a Esperanza, uma menina do México, cantou o misterioso refrão depois de “ahogándome”. Felizmente consegui registrar esse momento no Snapchat (@movidaporideias) e lá no Instagram (@thaysaapereira).

Pausa para um desafio: com a letra aqui embaixo, veja se consegue acompanhar o refrão.

“Estoy aquí queriéndote
Ahogándome
Entre fotos y cuadernos
Entre cosas y recuerdos
Que no puedo comprender

Estoy enloqueciéndome
Cambiándome un pie por la cara mía
Esta noche por el día
Que nada le puedo yo hacer”


Se todo mundo já se recuperou do trava-línguas, sigamos para o dia seguinte, domingo. Tivemos nosso último almoço em família com a presença da Pauli, ao lado do meu irmão, Dai e as crianças. De tarde minha tia e a Julia – que era “arroz de festa” aqui no blog quando fui host pela primeira vez, vieram nos visitar, e aproveitamos a presença para brincar de Just Dance.

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Depois, fizemos um tour com a Paulina por alguns pontos da cidade. Uma pena que os museus fecham às quatro horas e estávamos desinformados, mas foi possível mostrar um pouco da história da cidade e conferir a vista do Museu da Água, único ambiente aberto no dia.

Finalizamos o passeio na Dona Fulana, outra doceria da cidade com muitas opções de dar água na boca.

Ontem (18), Camila e Daniela vieram tomar um café da tarde conosco, o último da temporada. Aproveitamos a oportunidade para dar a elas um caneco de chope com tirante, para que se lembrem de Blumenau, da nossa família, e de voltar para a Oktoberfest! Dezoito dias de folia serão pouco para essas ~rumberas~.

Não quero dar um tom de despedida a esse texto. Estamos nos preparando para dizer tchau, mas prefiro deixar essa parte para a próxima semana, para não me emocionar antes da hora. Apenas me limito a dizer que tem sido uma experiência super legal. Fizemos amizades, trocamos conhecimento e certamente aumentamos ainda mais nossa família, que já se tornou maior quando Amira esteve conosco, ano passado.

Bueeeeeno, no siendo más! Yo deseo una buena semana a todos!

Vida de host [2]: quinta semana

Em 18.07.2016   Arquivado em Vida de host

Olha eu aqui, antes tarde do que mais tarde, deixando os relatos da Vida de Host ~quase~ em dia!

Para que possam se situar, hoje vou contar um pouquinho sobre a semana de 05 a 11/07 com a Paulina, a irmã colombiana que recebi em junho.

Vamos começar pela missão principal do intercâmbio: o projeto dela na Associação Assistencial Lar Betânia ganhou ainda mais forma na quinta semana com uma grande campanha para arrecadação de caixas de leite. Além de publicações e eventos nas redes sociais, ela e Daniela – outra amiga da Colômbia e voluntária na mesma instituição, se dedicaram a pedir espaços em alguns mercados da cidade para montar um estande e divulgar pessoalmente a necessidade de doações.

Enquanto isso, nas horas livres, teve Forró Danado na quarta-feira (06), e quinta (07) rolou uma festa latina com outros trainees e membros da AIESEC, e as meninas comandaram a playlist com reggaeton e outros ritmos típicos. Daniela esteve aqui em casa antes e depois da festinha, e finalmente conheceu a minha mãe, que modéstia parte, é uma host super empenhada em deixar todo mundo à vontade.quintasemana

Sábado foi o grande dia da campanha “Doe leite, doe felicidade”. Durante quase o dia inteiro, Paulina e Daniela abordaram pessoas no Hipermercado BIG e arrecadaram cento e cinquenta caixinhas! Foi lindo como se empenharam em tomar a iniciativa de conversar com as pessoas e pedir doações. Eu acompanhei de longe essa atividade, pois estava em Porto Alegre, mas fiquei muito orgulhosa do resultado!

A propósito, doações ainda são bem-vindas. Se tiver interesse, fale comigo ou entre em contato com a página do Lar Betânia!

Domingo o despertador foi a carreata em celebração a São Cristóvão, padroeiro dos motoristas. Pauli é católica, mas não conhecia a festividade. Comentou que na Colômbia não costumam fazer festas para padroeiros, apesar de haver muitos feriados religiosos.

À tarde, minha mãe fez um tur com a Pauli pelo bairro Progresso. Apresentou o Recanto Silvestre, em um dia em que a água do rio estava especialmente limpinha, mostrou a igreja Santa Isabel e a levou à festa de São Cristóvão para comprar bolo e churros.

De noite, o Jonathan da AIESEC, que sai muito com a Paulina (vulgo “mozão”), finalmente conheceu nossa casa e pode conversar com a mãe sobre o propósito da organização, as atividades que desenvolvem e como é gratificante ver pessoas tão jovens fazendo a diferença no mundo.

Na segunda-feira (11) eu e Rafa, aniversariante do dia, chegamos de viagem e fomos recebidos com uma deliciosa lasanha da Dona Zilma! Paulina, sem saber, deu de presente o chocolate preferido dele: chocolate branco com cookies (fica a dica prozamigo!).

Amanhã sai o último resumão da “temporada”, porque o post seguinte já será de despedida, então, lencinhos em mãos!

Vida de host [2]: terceira e quarta semanas

Em 12.07.2016   Arquivado em Vida de host

– Cadê a Paulina?

Essa provavelmente foi a pergunta que mais ouvi nas semanas 3 e 4 como host dela. É que a minha hermanita, além de adaptada à cidade, está super envolvida em várias atividades para aproveitar bem o período de intercâmbio.

De segunda à quinta, conforme já mencionei, ela passa o dia na Associação Assistencial Lar Betânia desenvolvendo seu projeto pela AIESEC. Além desse compromisso, os trainees têm aula de português e meeting para conversar sobre o desenvolvimento de suas atividades.

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Nas imagens: Valentina, Daniela, Paulina, Camila (Colômbia) e Michael (Alemanha) no Beto Carrero; Mafe, Paulina e Camila (Colômbia) na festa junina.

Já na sexta, a Pauli e outros intercambistas aproveitaram o day off para conhecer o Parque Beto Carrero World, em Penha, Santa Catarina. O tempo estava ótimo, e como chegaram cedo, eles conseguiram aproveitar o dia inteiro para se divertir com os brinquedos e shows.

À noite, Paulina ainda teve fôlego para voltar ao Ahoy, um bar/casa de show bacana aqui da cidade.

Sábado foi dia de acordar mais tarde, limpar a casa e lavar algumas roupas. Mais tarde, os trainees participaram de uma festa junina com a equipe da AIESEC. Não acompanhei a Paulina desta vez, mas tive participação nos preparativos, pois a caracterização de caipira e a festa de São João são tradições bem brasileiras e pouco conhecidas lá fora.

Domingo não foi um dia com tempo muito bonito, mas a Paulina não deixou de turistar, rs. Aproveitando que um amigo da AIESEC levaria um garoto até o aeroporto de Joinville, pegou carona para conhecer a Cidade das Flores. Infelizmente não teve muito tempo para passear por lá, mas pelo menos esteve em uma cidade diferente, não é mesmo?

Já na quarta semana, além das atividades relacionadas ao intercâmbio, Pauli conheceu Florianópolis com outros amigos na sexta-feira de folga, e aproveitou uma feijoada realizada pelos membros da AIESEC em Balneário Camboriú no dia seguinte. Eles não passearam muito em BC, mas gostaram da nossa capital, visitada no dia anterior. Conheceram a Lagoa da Conceição, as Dunas da Joaquina e outros lugares bonitos da cidade.

Bom, por esse resumão já deu pra entender por que me fizeram a pergunta do início, né?! Fizemos rolês diferentes nos últimos dias, mas tudo certo, o importante é que ela realmente aproveite essas oportunidades toda e se divirta com a experiência.

No domingo da quarta semana, passamos a tarde juntas e Camila veio para tomar um café conosco. À noite, fomos ao cinema assistir ao filme “Procurando Dory”, que elas conseguiram compreender, mesmo sendo dublado, e todos nos emocionamos um pouquinho. <3

Ufa! Semanas produtivas essas, hein?!

Como moramos juntas, entre um passeio e outro foi possível conversar bastante sobre nossas diferenças culturais, cenários políticos, comidas, costumes, etc. De forma de comemorar o aniversário de quinze anos, até um pouco da história sobre a origem das guerrilhas, não falta assunto quando você decide ser host!

(Imagens: Perfis da Mafe e da Daniela no Facebook)

Vida de host [2]: segunda semana

Em 23.06.2016   Arquivado em Sem categoria

Uma das coisas mais surpreendentes e legais de receber uma intercambista é ver como alguém que você não conhece e fala outro idioma, em pouco tempo, se torna parte da família de forma tão natural.

A segunda semana foi exatamente assim com a Pauli (apelido) aqui em casa. De segunda à sexta, ela seguiu desenvolvendo seu projeto na Associação Assistencial Lar Betânia durante o dia, e aproveitou o restante do tempo para conhecer o Parque Ramiro Ruediger, o The Basement English Pub, e as lojas da Rua XV de Novembro, onde já havia comprado meiões, cachecóis e luvas para se agasalhar na friaca de Blumenau. Em um desses passeios, ela e as amigas colombianas provaram a famosa coxinha, que ganhou a aprovação de todas.

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Outra novidade culinária foi a tapioca, que preparei para nós um dia de manhã. Fiz com recheio de banana e ela super aprovou. Lá na ONG, as comidas diferentes que ela provou até agora foram chuchu e batata doce.

Sexta é o dia livre dos trainees e as meninas foram prestigiar a tarde de X-Salada no Lar Betânia. Depois, provaram algumas cervejas na Das Bier, juntamente com a intercambista mexicana, que chegou quarta-feira passada.

Fotos do Celular - à esquerda, com todas ~azamigas~; à direita, com as intercambistas.

Fotos do Celular – à esquerda, com todas ~azamigas~; à direita, com as intercambistas.

Mais tarde, fomos ao The Basement comemorar meu aniversário (18/06) e o aniversário de uma amiga da facul (13/06) e as meninas nos encontraram lá com alguns de seus amigos da AIESEC. A mesa estava cheia e a noite foi super divertida. Comemos nachos, churros e fritas e elas provaram caipirinhas, cervejas e outros drinks novos. À meia noite, cantaram “Parabéns”, “Cumpleaños Feliz” e “Las mañanitas”.

Eu e o boy encerramos a noite lá, mas parte da turma ainda foi para o Winchester aproveitar as últimas horas da balada.

O dia seguinte era oficialmente meu aniversário. Frio, chuva, e o programa escolhido foi prestigiar a Feijoada do Exército na Vila Germânica. A Pauli também prestigiou, mas de outra forma. Dormiu até de tarde e almoçou um potão que trouxe para ela e a mãe, rs.

À noite meu irmão, cunhada e sobrinhos vieram aqui para comer uma pizza e a Paulina, claro, jantou conosco. Depois, enquanto ficamos na mantinha, ela foi conhecer o Ahoy com os amigos da AIESEC.

Domingo tivemos a visita da Camila, que já esteve aqui semana passada, e da Julia, minha prima que no primeiro Vida de Host foi muito citada aqui. Brincamos no Just Dance e ficamos de preguicinha o restante do dia.

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As meninas estavam nos contando sobre os planos dos próximos finais de semana e ficamos até surpresos: já está tudo combinado para aproveitarem ao máximo os dias livres para conhecer lugares diferentes em Santa Catarina e no Paraná.

Quem acompanhou nossa experiência com a Amira viu que passeamos muito com ela, mas ao mesmo tempo em que não participarei de todos os programas planejados, fico feliz que a quantidade de trainees, o tempo e a animação deles possibilite essa independência da galera.

Seguimos então a nossa experiência como hosts. Volto na próxima semana com a continuação do relato!

Adoráveis links [5]: favoritos da semana in English

Em 17.06.2016   Arquivado em Adoráveis links

Hoje é dia de indicações de links aqui no blog! Resolvi compartilhar algumas aleatoriedades legais que encontrei no lado gringo das internê. Espero que gostem!

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Na semana em que descobri que na Colômbia fazem sestas na maioria das empresas, um infográfico maravilhoso falando sobre o poder de uma soneca, empresas que aderiram à sesta e outros fatos para reforçar a importância desse momentinho de descanso.

Especialmente para quem trabalha em casa, é difícil se policiar para não estender o expediente ou se envolver em várias tarefas ao mesmo tempo. Por isso, me identifiquei com essas três regrinhas que a Emily do blog Cupcakes and Cashmere adotou para sua rotina no home office.

NIFTY é uma página de Facebook recheada de passo a passos em vídeo pra gente soltar a criatividade e mandar bem nos projetinhos “faça você mesma”.

A Keiko Lynn não me conhece, mas é aquela migs que dá uns toques de beleza muito úteis. Agora que estou de cabelo curto, por exemplo, vou me arriscar a enrolar as madeixas como esse tutorial como inspiração.

E por fim, winter is coming! E como minha vontade de comer doce é inversamente proporcional a queda de temperaturas, visitei o Buzzfeed e catei essa lista com 15 receitas de chocolate para fazer em 15 minutos e quero dizer que vou me esforçar para escolher só algumas delas. SEM OR!

Vida de host [2]: primeira semana

Em 15.06.2016   Arquivado em Vida de host

Ontem fez uma semana que recebemos a Paulina, da Colômbia, e começamos uma nova experiência como hosts pela AIESEC. Apesar da friaca que está fazendo em Blumenau, minha nova hermana está se adaptado super bem à rotina, ao projeto e à cidade. Hoje vim contar um pouquinho sobre a nossa primeira semana.

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Fotos do celular

Ser host pela segunda vez é mais leve. É claro que ficamos ansiosas para conhecer pessoalmente a menina que moraria conosco nas próximas semanas, mas dessa vez sem aquela preocupação toda, já que ano passado desconstruímos vários receios relacionados à hospedagem, como contei aqui.

A Paulina chegou no dia 7 de junho com outras duas amigas que estudam com ela na universidade, em Manizales. No primeiro momento a comunicação foi trilíngue, porque eu falo portunhol, ela fala espanguês e ambas falamos inglês. O que não conseguíamos compreender em nossas línguas nativas, improvisávamos com o terceiro idioma. Mas antes mesmo de chegar em casa (eu fui buscá-la na rodoviária) já estávamos conversando de forma bem natural.

No mesmo dia em que chegou, ela já conheceu o restante da minha família, já que meu irmão era o aniversariante do dia. Minha sobrinha, Mariah, se empolgou com a chegada da nova amiga e desatou a falar super rápido. Resultado: Pauli não entendia nada, mas como lhe deu atenção, para a pequena estava tudo certo.

No dia seguinte, quarta, Paulina já começou seu projeto social na ONG Lar Betânia, e teve seu primeiro contato com o transporte público da cidade. Como ano passado passamos por um sufoco na primeira semana, dessa vez fiz um mapinha à mão com várias informações sobre os ônibus, e deu super certo. Depois do expediente, Paulina já voltou pra casa sozinha e sem dificuldade alguma.

À noite, fomos a um bar super bonitinho da cidade chamado Baader, com decoração germânica, várias opções de cervejas e cafés e muitos lanches diferentes no cardápio, comparando ao que é servido na Colômbia. Paulina conheceu algumas das minhas amigas e mostrou que não tem dificuldades para se entrosar.

Quinta-feira ela teve o primeiro encontro com os outros intercambistas que estão na cidade, e isso com certeza deu um gás em sua experiência. Felizmente o grupo de trainees é bem grande, sendo seis ou sete meninas da Colômbia (quase todas estudam juntas), e outras pessoas da Alemanha, Itália, França e México.

Sexta é o dia de folga dos trainees em seus projetos, então eles aproveitaram para passear pelo centro de Blumenau e visitar o Zoo de Pomerode, a cidade vizinha. Também conheceram a famosa confeitaria Torten Paradies, parada quase obrigatória para quem decide turistar por lá.

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Sábado participamos do Global Village, evento promovido pela AIESEC para que o pessoal compartilhe um pouco da cultura de seu país. O encontro foi em frente a um dos setores da Vila Germânica, importante ponto turístico, e ocorreu durante o dia inteiro. Para quem ainda não prestigiou, vale a pena conhecer, especialmente se pensa em fazer um intercâmbio social ou hospedar alguém.

À noite, os trainees se reuniram para ver o jogo da Colômbia contra a Costa Rica, e depois nos encontramos no Factory. Foi bem divertido conhecer alguns membros da AIESEC, dançar e cantar com o povo todo e apresentar a famosa caipirinha. O frio quase nos manteve debaixo das cobertas, mas valeu a pena sair com eles! No fim das contas, fizemos uma montanha de casacos e todos curtiram muito.

Domingo foi dia de domingar, claro. Acordamos tarde e ficamos lagarteando no sol. A Camila, também da Colômbia, veio dormir aqui em casa e aproveitou o domingo com a gente. Antes de deixá-la na casa de sua host, mostramos a elas a vista do Portal da Saxônia ao entardecer, de onde se pode ver boa parte da região central da cidade e alguns bairros próximos.

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A nova semana começou sem grandes novidades, mas com a certeza de que como hosts vamos aproveitar muito essa nova experiência, assim como a Paulina está empenhada em fazer do seu tempo no Brasil o mais incrível e produtivo que puder.

Continue me visitando para acompanhar os resumos!

Cartão amarelo para nós

Em 08.06.2016   Arquivado em Bloco de Notas

 

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“Todo mundo é inocente até que se prove o contrário”. Não sei quem disse essa frase primeiro, mas sei que em tempos de redes sociais, ânimos acalorados, analfabetismo funcional, intolerância, falta de diálogo e operações com nomes caricatos com coberturas televisivas, todo mundo é culpado até provar sua inocência. E esse julgamento não é exclusivo de A ou B, bolacha ou biscoito, homem ou mulher, esquerda ou direita, amigos ou desconhecidos, cara ou coroa. No fundo, todo mundo tem absoluta certeza de algo sobre o qual não sabe absolutamente nada, e muitos fazem questão de expressar sua opinião, sem humildade para respeitar versões contrárias, desapego para mudá-la ou mesmo amor para defendê-la sem ataques pessoais.

No fundo, o brega da vez é não opinar, o demodê é, além de usar a palavra demodê, não querer convencer os outros sobre algo que faz sentido para si, e a moda é bater o martelo antes mesmo de qualquer anúncio de sentença.

E a tendência? Ah, como toda boa otimista, a tendência é que ser juiz seja profissão e não acessório obrigatório, e que estar em paz e se encher de paciência, respeito e inspiração seja mais importante do que ter sempre razão. Discorde quem quiser, estamos aí pra isso. Mas sobretudo, não queira discutir esse textão à toa. Sejamos felizes, “cadum cadum”, com menos “justifique sua escolha” e mais escolha, viva e pense antes de justificar.

Por menos nós entre a gente.

[Imagem: Pexels]

Vida de host: entrevista com Ana

Em 30.05.2016   Arquivado em Vida de host
María Lorena (de óculos) e Ana Paula (de gorrinho)

María Lorena (de óculos) e Ana Paula (de gorrinho)

Desde o ano passado as publicações sobre Vida de Host estão paradas no blog, já que não recebemos uma nova trainee em casa. Mas eis que a Ana, uma amiga da faculdade, foi host de uma menina super querida nas últimas semanas, então resolvemos compartilhar por aqui como foi a experiência.

Assim como eu, a Ana também se inscreveu no site da AIESEC para hospedar uma intercambista. O projeto é voluntário, e apesar de não envolver remuneração, rende muito aprendizado, novas experiências e amizades para a vida toda. <3 (mais…)

100Em1Dia Blumenau: 5 intervenções urbanas para inspirar

Em 24.05.2016   Arquivado em Arte, Consumo consciente, Projetos

O 100Em1Dia é um movimento que começou em Bogotá e hoje acontece em vários lugares do mundo. Consiste em reunir, em um só dia, cem – ou mais – intervenções espalhadas pela cidade, feitas por grupos que se uniram para promover ações positivas e transformar a comunidade em que vivem.

Em Blumenau, o 100Em1Dia teve sua primeira edição no ano passado, com mais de 140 intervenções urbanas. Neste ano, o evento acontecerá no dia 11 de junho, e tende a ser maior ainda, e o mais bacana: será ainda mais espalhado pelos bairros, principalmente se você fizer parte com a sua comunidade!

Como participar?

Para fazer parte do 100Em1Dia Blumenau é bem fácil. É só planejar uma intervenção com seus amigos, familiares ou vizinhos, inscrevê-la de forma gratuita no site do movimento, aguardar o retorno da equipe e prontinho, já pode juntar a galera e fazer acontecer!

Outra opção é pesquisar as intervenções já inscritas e se voluntariar para fazer parte delas. Para isso, você acessa o site, clica na ação escolhida e entra em contato com o responsável, ou mesmo procura uma página ou evento do Facebook que esteja relacionada àquela atividade.

Como montar uma intervenção?

O 100Em1Dia acredita que a criatividade é um caminho para a transformação das cidades, por isso, há diversas maneiras de contribuir. O ponto de partida para pensar no que fazer é mapear os problemas e potenciais que a cidade tem e pensar em maneiras de resolvê-los.

Para quem deseja participar do movimento, mas ainda está pensando na intervenção, resolvi dar uma mãozinha e compartilhar aqui no blog ideias que podem gerar novas ideias. Afinal, que bem faz se alimentar de inspirações!

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Roda Livro – Transportando Conhecimento

Quem anda de ônibus em Foz do Iguaçu, no Paraná, agora tem uma nova maneira de passar o tempo. O projeto Roda Livro, mantido pela Fundação Cultural e parceiros, começou neste mês a disponibilizar vários títulos para os usuários do transporte coletivo. E em nossa cidade, já pensou em um lugar que poderia oferecer um convite à leitura?

Jardins Subversivos

Lá em Moroca, no interior de São Paulo, o Guilherme se inspirou em um projeto criado em Nova York para construir sua própria intervenção urbana: com esforço coletivo, ele revitaliza regiões degradadas para transformá-las em locais de convívio e hortas comunitárias.

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Ateliê Azu

O artista Elcio Torres uniu cor, arte e educação em seu projeto Ateliê Azu. Vendo que as casas azulejadas da comunidade Vila Santa Inês poderiam se transformar em obras de arte, resolveu ensinar crianças e adolescentes a desenvolver práticas artísticas nos azulejos de várias paredes dos bairros.

Cestas de Basquete em Vila Madalena

Quantas vezes você já viu alguém, ao lado de uma lixeira, jogando embalagem de bala ou cigarro no chão?

Presenciando essa cena todo dia, uma empresa de limpeza pública de Vila Madalena aproveitou a agitação do Carnaval para desenvolver uma ação educativa e divertida: transformou lixeiras urbanas em cestas de basquete para chamar a atenção dos foliões.

Toalha Social

Quando se fala em intervenções urbanas, muita gente tende a pensar em ações muito grandiosas, que exigem grandes recursos e mão-de-obra. Mas se pararmos de pensar em coisas e focarmos nas pessoas, sabia que até uma toalha pode se tornar uma ação?

Lá em Pelotas, Rio Grande do Sul, a agência Mark+ montou uma “rede social” para adicionar amigos sem precisar ficar on-line. Para incentivar a conversa entre desconhecidos, disponibilizou uma estrutura com algumas toalhas grandes, estilo piquenique, que as pessoas pegavam e se sentavam, deixando espaço para novos amigos.

Essas ideias te motivaram a pensar no espaço em que vive e propor algo novo para a cidade? Monte já sua intervenção e ocupe a cidade com boas ações!

O desgaste da mesmice e o medo da mudança

Em 13.05.2016   Arquivado em Bloco de Notas

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Tem rotina que às vezes pesa tanto, que à noitinha, ao lado de uma xícara de chá, você se pergunta se o seu dia após dia tem sido mesmo a versão concreta daquelas resoluções escritas no final do ano passado.

O soneca começa o dia cantarolante e repetitivo. O café da manhã tem um horário limite para acontecer. Na rua, o frio do inicio da manhã é um contraste com o aconchego da cama, minutos antes. Não é um choque térmico, mas é choque de realidade.

A monotonia, o desgaste e a fadiga acompanham aquela sensação de que os dias são sempre iguais, e de que faz tempo que não se aprende algo novo. Em um dia, a zona de conforto parece até reconfortante, mas em outro, dá vontade de jogar tudo pro alto e ganhar a vida vendendo brigadeiros.

O problema – ou solução – é quando essa vontade de mudar passa a sobrepor o sentimento de “deixa assim”, e você se pega fazendo planos coloridos para o futuro enquanto almoça seu prato saudável em um cenário preto e branco.

Milhões de listas feitas, dinheiro planejado para os planos B, C, D e E, falas ensaiadas para os momentos decisivos.

-E agora, o que tem do outro lado dessa “Ponte para Terabitia” que eu mesma quis construir?

Esse dilema entre querer mudar e ter medo do novo deve pegar muita gente de surpresa. Ainda que a realização seja certa, o receio diante da mudança parece até uma autossabotagem secreta para que as conquistas esperem um pouco mais e você fique inerte, bem aqui, fazendo os bate-voltas que, mesmo tediosos, soam seguros.

É que a gente dá um tom grave para tudo quanto é obstáculo. Subestima nosso potencial, acha errado admitir qualidades e, por outro lado, supervaloriza tudo o que pode dar errado, em vez de enxergar o leque de possibilidades como algo divertido e desafiador que faz parte da vida. E o pior: mesmo com um mar de gente fina, a gente prefere visualizar tudo como se fosse uma gota só no mundo.

No fim das contas, a gente não tem tanto medo de quebrar a cara, nem de se sentir extremamente feliz. O que incomodam são as expectativas para saber logo o que acontece entre uma e outra hipótese. Como se, dois meses depois de largar um emprego, ou mudar de cidade, ou terminar um relacionamento, existisse um resultado como resposta certa.

A vida não é uma questão com uma alternativa correta e três ou quatro pegadinhas, e sim uma enorme pergunta de múltipla escolha. E cabe ainda lembrar que é possível assinalar “Nenhuma das alternativas anteriores” e traçar um novo caminho.

Se der certo ou errado, é consequência, nem sempre é caos. Quando se está em paz com a escolha, tem sempre um jeito de aprender com os erros, celebrar pequenos acertos e seguir aprendendo.

Parece um desafio construir uma rotina leve. É que tem rotina que às vezes pesa tanto, que a gente esquece que até receita de bolo pode ser diferente para cada um.

E se você puser um pouquinho mais de baunilha no seu preparo de hoje?

[Imagem: Pexels]

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