Vida de host: o que aprendi sobre a Bélgica com uma belga em minha casa

Em 26.08.2016   Arquivado em Vida de host
Na imagem: Rafa (namorado), o serumaninho que vos escreve, Amira (belga) e Julia (prima).

Na imagem: Rafa (namorado), o serumaninho que vos escreve, Amira (belga) e Julia (prima).

Nem dá pra acreditar que já faz quase um ano que recebemos a Amira em nossa casa. Foram semanas muito diferentes e gratificantes com ela, conforme já contei no blog (pfvr, leia os posts aqui).

Para dar continuidade aos meus relatos sobre a experiência como host, decidi listar algumas coisas que aprendi sobre a Bélgica, ao receber uma belga aqui em casa. Os motivos:

  • Incentivar você a querer conhecer o país;
  • Trazer curiosidades para essa categoria do blog;
  • Mostrar que, mesmo não tendo condições de viajar, é possível conhecer vários aspectos sobre o mundo sem sair de casa. Não é maravilhoso?

Islamismo em Bruxelas

A família paterna da Amira é marroquina e segue as tradições do islamismo. Nem todos são religiosos, mas a cultura é algo que procuram preservar. Mas isso não é exclusividade da família dela. Praticamente metade de Bruxelas, a capital da Bélgica, é habitada por islâmicos que chegaram predominantemente do Marrocos na metade do século XX para trabalhar no país. Ou seja: a cultura ocidental e as tradições islâmicas se encontram todos os dias lá. Multiculturalismo, aliás, é a palavra-chave.

Férias no exterior

Essa frase soa “chique” no Brasil, mas é muito comum na Bélgica. Como o país é habitado por pessoas de origens diferentes (transporte acessível e distância pequena contam também), muitos nativos preferem passar as férias na França, Alemanha ou outro endereço vizinho que apreciam mais, enquanto nós queremos ir justamente para lá para conhecer as maravilhas do país belga.

Solidão na terceira idade

A expectativa de vida na Europa, dada a crescente qualidade de alimentação e saúde, é cada vez maior. Mesmo com a população vivendo mais, a Amira considera os belgas e vizinhos estrangeiros pouco atenciosos com os idosos. Como o trabalho é muito valorizado, eles não se dedicam tanto a visitar os pais e avós, que geralmente moram sozinhos.

Currículo trilíngue

Outra curiosidade sobre a Bélgica é que, por ser um centro de negócios europeu, as oportunidades de emprego mais específicas exigem o conhecimento de pelo menos três idiomas: francês, inglês e neerlandês são os mais comumente requisitados.  Nas universidades também são apreciados os acadêmicos que entendem outras línguas, já que nem todas as disciplinas são lecionadas em francês.

A mágica do Sol

Chove MUITO na Bélgica, o que faz com que os habitantes valorizem muito um dia de sol. Mesmo com a correria do dia a dia, você percebe um astral diferente no metrô, na universidade e em outros lugares públicos. A Amira infelizmente veio para Blumenau em uma época de chuva, o que a impediu de conhecer alguns locais turísticos. Mas quando o sol batia na sacada… Ela não contava até 3 para por um shorts, pegar um bronze e tirar muitas fotos da paisagem. “Spécial!”, ela repetia.

Chocolate? Com cerveja!

Quem aprecia uma boa cerveja já deve ter experimentado alguma garrafa com uma das opções belgas. São mais de mil e quinhentos tipos diferentes de cerveja produzidos em território belga, além dos populares chocolates, classificados entre melhores do mundo. Minha irmã belga não consome álcool, mas quanto aos chocolates, não só adora como também nos trouxe alguns. <3

Conclusão: um post só é pouco para contar tudo o que aprendemos sobre a Bélgica! Rs
Foram momentos descontraídos de conversas, presentinhos típicos e muitas experiências que enriqueceram não só o nosso conhecimento, mas também nossa forma de se relacionar com as pessoas.

Hospedar alguém expande nossas ideias de uma forma incrível! Minha mãe e Amira, por exemplo, compartilharam muitos ensinamentos e aprendizados sem ao menos falar o mesmo idioma.

Se você também aprendeu algumas curiosidades sobre a Bélgica, tem uma impressão diferente sobre algum dos tópicos, ou pensa em hospedar alguém de qualquer lugar do mundo e ter por algumas semanas uma “vida de host”, deixe seu comentário!

Em breve, compartilharei algumas curiosidades que aprendi sobre a Colômbia também. Acompanhe!

Adoráveis links [7]: lar, doce lar

Em 19.08.2016   Arquivado em Adoráveis links

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Mais que o dilema “casar ou comprar uma bicicleta”, a dúvida sobre ter um imóvel ou continuar morando com a família (pai/mãe/vó) talvez seja uma das mais comuns entre os jovens.

Mesmo quem tem muita vontade de ter o seu próprio cantinho se depara com receio e vários momentos reflexivos, já que essa decisão tende a custar anos e anos de orçamento mensal comprometido com parcelas de financiamento ou aluguel.

Para clarear as ideias (ou confundir ainda mais a cuca), selecionei alguns links bacanudos de quem tem dicas sobre moradia. Olha só:

A Fran do blog Morando Sozinha compartilha muitas dicas e experiências pessoais sobre, como o nome do blog diz, morar só. Em um dos posts, ela falou sobre itens a considerar ao elaborar o seu orçamento doméstico. Afinal, as despesas não se resumem ao pagamento do imóvel, né?!

No blog do Trello, o Talles recomendou ferramentas para organizar a busca por apartamentos online e outras atitudes para encontrar o apê ideal sem dor de cabeça.

A Bruna, do Comprando Meu Apê, dividiu com a gente todas as etapas da aquisição do apartamento novo, e continua produzindo conteúdos legais sobre o tema. Se você pensa em financiar um imóvel, veja 4 dicas para economizar nessa empreitada. Já se você é da turma que vê vantagem em alugar, pode concordar com a Bruna que, em algumas situações, essa pode ser a melhor opção.

E se você prefere casar com um parceiro viajante e/ou comprar uma bicicleta a se estabelecer em um lugar fixo, os Nômades Digitais te apoiam e contam por que ficar em casa pode sair mais caro do que viajar o mundo. Será?

Eu ainda não sou casada, nem tenho bicicleta, e por enquanto sem imóvel próprio também. Mas já penso no futuro e espero que os adoráveis links de hoje possam ajudar quem está passando por um desses passos! :)

Lembrou de um conteúdo interessante ou tem alguma dica legal sobre o tema? Compartilha cozamigo aqui nos comentários.

Tag: 31 perguntas para quebrar um silêncio constrangedor

Em 12.08.2016   Arquivado em TAG

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A sexta-feira está linda e me bateu um momento de inspiração para escrever no blog. Trouxe conteúdo informativo? Não. Vim contar sobre um passeio improvisado? Também não. Hoje é dia de TAG!!!

Rápida explicaçãozinha: TAG é um jeito diferente de se divertir com o que a gente chamava de “caderno de perguntas” na infância.

Como a sexta é recheada de aleatoriedades, vi algumas perguntas divertidas e aleatórias no grupo Se organizar todo mundo bloga, retiradas do blog Pe-dri-nha, e resolvi respondê-las aqui. A ideia da brincadeira é quebrar o silêncio constrangedor com perguntas à toas. Bem minha cara, já que não consigo ficar muito tempo quieta.

    1. Você gosta de coentro ou acha que tem gosto de sabonete?
      Gosto de coentro e não acho que tenha gosto de sabonete. Mas se fizerem um sabonete com cheiro de coentro, quero sentir o cheiro!
    2. O que você acha de áudios do WhatsApp?
      Não são divertidos, mas às vezes se fazem necessários, especialmente pra contar um causo.
    3. Você também comia o chocolate da Turma da Mônica pelas bordinhas?
      Nem me lembro de comer esse chocolate. (?)
    4. Qual é a melhor consoante do alfabeto?
      T porque eu sou clichê e é a primeira letra do meu nome.
    5. Qual é a primeira rede social que você vê de manhã?
      A que tiver notificações esperando por mim.
    6. Você acha que existe alguma bala melhor que 7 Belo?}
      Existe sim. Amo/sou balinhas de gelatina, e na categoria da 7 Belo eu prefiro a Yogurte 100.
    7. Que cor você acha menos confiável?
      Verde azulado ou azul esverdeado. São sempre misteriosas quanto a real identidade.
    8. Qual foi o último filme que você viu e odiou?
      Gente Grande 2. Adam Sandler é sempre meio problemático no seu humor, mas nesse ele se superou.
    9. Qual animal parece mais simpático, um pato ou um golfinho?
      Pato. Golfinho me parecia simpático até ler algumas reportagens que não serão comentadas aqui para não desiludir quem votou em golfinho.
    10. Toddy ou Nescau?
      Nescau. Mas viveria sem os dois, numa boa.
    11. Você acha que bebês conversam uns com os outros?
      Conversar não, mas eles se entendem às vezes.

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      1. Sabia que todo mundo é feito de poeira de estrelas?
        Sei não, me ensinaram diferente.
      2. Ouro Branco ou Sonho de Valsa?
        Ouro branco >>> Sonho de Valsa.
      3. Qual era seu desenho favorito na infância?
        Mogli, o Menino Lobo, Rei Leão e Franklin.
      4. Que série você jamais reveria?
        Acho que reveria qualquer uma.
      5. Qual personagem do Harry Potter você menos gosta?
        Eu me irritava com o Snape nos primeiros filmes, agora que quebrei a cara já não sou capaz de opinar.

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      1. Qual é sua opinião sobre barrinhas de cereal?
        Caras e quase todas vêm com chocolate ruim.
      2. Com quem você dividiria um Bis?
        Com o Rafa. Ele não tiraria o olho até eu dividir.
      3. O que você faria se achasse R$ 50 na rua?
        Olharia para os lados pra ver se ninguém está procurando R$ 50 na rua, e se não achasse o dono, faria cara de paisagem mas comemoraria por dentro.
      4. Quanto tempo uma comida precisa estar na geladeira para você considerar ela velha?Ué, depende! Nada fica guardado tempo suficiente pra eu dar apelido, né, Dona Sadia?
      5. Qual é seu número preferido?
        Dezoito.
      6. Qual é o aplicativo mais inútil do seu celular?
        Todos os “Plays” que o Android não me deixa desinstalar.
      7. Quem você tiraria do elenco de “Friends” se fosse obrigado?
        O migo que trabalha na cafeteria. Vale coadjuvante né?!
      8. Você é contra ou a favor de comer macarrão com arroz?
        Não gosto, mas não sou contra. Aqui na região tem misturas mais questionáveis, tipo Mumu com presunto.
      9. Qual foi a última vez que você precisou usar a Fórmula de Bhaskara?
        Provavelmente no vestibular, há seis anos.
      10. Você acha que dá para morrer de overdose de rúcula?
        Acho que não, mas se dá, com certeza não corro esse risco.
      11. Quanto tempo você levou para entender como funciona o Snapchat?
        Nem sei se já entendi todas as funcionalidades.
      12. Qual é sua opção favorita no restaurante por quilo?
        Banana empanada.
      13. Você gosta de “Sorry” do Justin Bieber?
        Uuuuh uuuuh!

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      1. Você prefere passar muito frio ou muito calor?
        Não consigo decidir. Calor só é bom quando dá pra se refrescar e frio só é bom com mantinha e casacos.
      2. Você está dormindo e sobe uma barata na sua cara. Você prefere continuar dormindo e nunca saber ou acordar e fazer alguma coisa?
        Prefiro acordar. Vai ter chilique, mas pelo menos o tempo de contato com a minha cara será menor do que se eu ficasse paradinha.

Agora é a vez de vocês me responderem essas perguntas nonsense pra gente relembrar a procrastinação nos tempos de escola (Desculpe pelo stop de palavras, Profe Adriana!).

Alguns bloggers estão respondendo essa tag para o BEDA. Vale a pena jogar no Google se você se divertiu com as perguntas.

Vida de freela: 4 apps favoritos do momento

Em 10.08.2016   Arquivado em Tecnologia, Vida de freela

Um dos grandes desafios de ter autonomia sobre a própria rotina é conseguir administrar bem o tempo, elencar as prioridades e, dessa forma, ser produtiva sem me exceder na carga horária do dia. Não que eu tenha um número fixo para seguir, mas uma das minhas certezas quando decidi mudar foi que não gostaria de ocupar todo meu tempo acordada em frente ao computador.

Pois bem, a teoria é bem bonita. Mas quem tem o próprio negócio e/ou trabalha em vários projetos sabe que mesmo um trabalho flexível precisa de uma pitada de rotina, e que a rotina precisa de organização. É aí que entram alguns recursos bacanudos que podem ajudar, como as dezenas de aplicativos disponíveis gratuitamente e ao alcance dos nossos dedinhos. Yay!

Organização é uma palavra que traz a ideia de alinhamento, mas nem por isso tem regras universais. Pelo contrário, para que seu trabalho flua de uma forma legal é preciso se autoconhecer e entender quais as melhores ferramentas para você, que não necessariamente precisam funcionar para o seu amigo, que trabalha em uma área completamente diferente e tem hábitos distintos também. Aqui no meu QG, por exemplo, nada substitui a agenda física. Já o Rafa – meu namorado, que aparece aqui no blog de vez em quando, não se adapta muito bem às anotações manuais, no entanto tem app até pra ajudar nas compras de mercado, com itens classificados por localização, inclusive. Genial, né?!

Para a minha rotina, escolhi quatro aplicativos que mais têm ajudado no momento:

Qipu

qipu

Bendita seja a equipe que pensou nesse aplicativo, que é bem simplão e intuitivo, e ao mesmo tempo possui várias utilidades. Gosto assim!

O Qipu é um app desenvolvido em parceria com o SEBRAE para facilitar a vida do microempreendedor individual. Nele, é possível cadastrar dados básicos dos clientes, lançar os valores recebidos, acompanhar o crescimento por meio de relatórios de resultados mensais, se lembrar de pagar o DAS – o imposto mensal do MEI, além de construir a declaração anual de uma forma bem mais ágil e precisa.

O aplicativo ainda oferece suporte do SEBRAE, mostra a agenda de workshops e cursos, os benefícios para quem se formaliza como MEI e as vantagens exclusivas para quem usa o app, como facilidades nas compras realizadas pelo Buscapé.

Disponível gratuitamente para Android e iOS.

Mobills

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Apesar de usar o Qipu para controlar o fluxo de caixa, o Mobills é oficialmente meu aplicativo para controlar as finanças de uma forma geral. Nele consigo anotar as receitas e onde elas estão guardadas (banco, carteira), lançar despesas fixas e eventuais dividindo-as em categorias, registrar transferências, definir metas e orçamentos e ainda fazer uma lista de sonhos para ter sempre aquela dose de motivação para continuar cuidando da saúde financeira.

O Mobills também ajuda a controlar os lançamentos no cartão de crédito (eu não uso, mas muita gente tem) e exibe em gráficos o balanço mensal das minhas finanças pessoais. Ele ainda permite agendar lançamentos futuros, o que dá aquela ajudinha básica para não atrasar pagamentos que não estejam programados como débito automático.

Disponível gratuitamente para Android e iOS.

Todoist

todoist

Quando baixei esse app foi amor à primeira vista, depois acabei deixando ele de lado, mas percebi diferença na organização da minha rotina e me rendi novamente. O Todoist é um gerenciador de tarefas com interface simples e bem intuitiva para usar, principalmente porque sua usabilidade é padrão em todas as plataformas.

Trocando em miúdos, os recursos são iguaizinhos no meu smartphone e no notebook, mostrando a preocupação dos desenvolvedores, já que alguns apps mudam completamente conforme o sistema operacional.

O Todoist cria listas de tarefas que podem ser categorizadas em grupos e detalhadas com nível de prioridade e data final para entrega. Costumo deixar essas informações sincronizadas em meus dispositivos e dessa forma consigo não só organizar meu fluxo de trabalho como também mensurar minha produtividade. Além disso, uso o app para listas de compras, de itens para levar em viagens, de tarefas pessoais e etc. Já citei aqui: adoro uma lista mesmo.

O ponto negativo é que algumas funções infelizmente são pagas, mas consigo me virar muito bem com a versão free.

O aplicativo é gratuito e está disponível para Android, Windows e iOS.

Pinterest

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Por último, mas não menos importante, o Pinterest é minha dose de inspiração e ideias desalinhadas em meio a tantos aplicativos com interfaces limpas e funções bem voltadas à gestão. Nele, pesquiso sobre absolutamente qualquer coisa: tattoos, templates, decoração, infográficos, destinos, looks, maquiagem, ilustrações, culinária, tendências e até pintura facial, pra vocês terem uma ideia do meu pensamento nada linear.

O Pinterest é provavelmente o mais conhecido de todos os aplicativos, porque se trata de uma rede social. Se alguém quiser acompanhar meus pins, meu user lá é thaysapereira. Só não repara a bagunça!

Disponível gratuitamente para AndroidiOS e no site Pinterest.com.

Agora que contei um pouco sobre aplicativos que melhoram a minha vida de freela, conte pra mim quais são os seus favoritos!

Movida por aí: 5 coisas para fazer em Porto Alegre

Em 03.08.2016   Arquivado em Movida por aí

Voltei com o “Movida por aí”! Estou empolgada para compartilhar alguns dos lugares que curti visitar e coisas que gostei de fazer na última viagem improvisada com o boy, no segundo final de semana de julho.

Para entenderem o nível do improviso, essa viagem aqui foi realizada porque o Rafa tinha milhas para gastar, um prazo curto para isso, e Porto Alegre era a única cidade que se encaixava no limite.

Assim que chegamos à capital do Rio Grande do Sul e fizemos aquela tradicional caminhada que chamamos de “reconhecimento de território”, já sentimos que esse passeio renderia pra caramba, pois a tal pernadinha pelo quarteirão rendeu um dia inteiro de atividades fora do hotel.poa-thaysa2

City Tour

Foi oficialmente a primeira vez que eu e Rafa investimos em um city tour, e certamente pesquisaremos sobre esse tipo de passeio em outras cidades que viermos a conhecer. Logo no primeiro dia em Porto Alegre, descobrimos a Linha Turismo, que apresenta de uma forma especial alguns pontos turísticos da cidade, em um ônibus com o segundo andar aberto e informações históricas e curiosidades a todo o momento enquanto apreciamos os atrativos gaúchos.

A empresa conta com duas opções de roteiros, sendo o tour Centro Histórico o nosso escolhido. Embarcamos em frente ao Shopping Barra Sul e conhecemos o Parque da Redenção (Farroupilha), o Parque Moinhos de Vento (Parcão), o Mercado Público, a Usina do Gasômetro e a Fundação Iberê Camargo. Durante o passeio, ainda conhecemos outros pontos turísticos como o Estádio Beira-Rio.

O tour custa R$ 25 durante a semana e oferece opção de embarque e desembarque em alguns pontos durante o trajeto, o que nos interessou muito, já que muitos ônibus de turismo não dão esse espaço para parar, entrar nos lugares, fotografar de pertinho, etc.

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Pernada pelo Centro Histórico

É certo que no primeiro dia do passeio, o city tour nos possibilitou conhecer vários pontos historicamente importantes para a cidade, mas nada como uma caminhada para explorar o local. Recomendo fortemente uma boa pernada pelo Mercado Público (vale conferir os estandes), a Praça da Matriz, a Praça da Alfândega e a Rua dos Andradas, onde se encontram monumentos como a Catedral de Porto Alegre, a estátua de mais de vinte metros de altura feita em homenagem à Júlio de Castilhos e outros pontos turísticos.

Imagem: Destemperados.

Imagem: Destemperados.

Dirty Old Man

Quase não encontramos o local, mesmo recorrendo ao mapa, mas que grata surpresa para um sábado à noite! O Dirty Old Man, localizado na Cidade Baixa, é um daqueles barzinhos super aconchegantes com uma variedade de drinks, cervejas e, pra ganhar de vez meu coração, lanches gostosos saindo da cozinha. Inspirado em Bukowski, o bar homenageia o escritor até mesmo no cardápio, coloquial e sem rodeios.

Destaque também para a música ambiente, que após “Every breath you take” voltou a ter meus elogios com bom e velho rock, volume bom para conversar e repertório variado.

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Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS

Mesmo que tenhamos chego tarde demais para explorar todo o museu e que o celular do Rafa tenha dificultado ainda mais a visita por resolver mergulhar em uma valeta, sigo recomendando que conheça o Museu da PUC se for à Porto Alegre.

Diferente de um lugar totalmente expositivo e recheado com placas de “não toque” e “entrada restrita”, o espaço tem muitas atrações interativas que permitem tocar, visualizar, ouvir viver situações diferentes. De espaços sobre astronomia, até curiosidades sobre o corpo humano, há muito que visitar no museu. Esperamos voltar com pelo menos três horas para passear antes que as atividades se encerrem.

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Casa de Cultura Mário Quintana

Lá na Rua dos Andradas, citada como dica de destino durante a pernada pelo Centro Histórico, está o antigo Hotel Majestic, onde se hospedou por muitos anos Mário Quintana. Desativado desde 1980, o hotel se tornou um espaço cultural, onde várias obras do poeta estão expostas, assim como a reprodução do quarto por onde viveu mais de dez anos. O local ainda tem um acervo dos discos da brilhante Elis Regina.

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Bônus: A surpresa especial foi o café no sétimo andar da Casa de Cultura Mário Quintana, chamado Santo da Casa. Além da vista linda do Guaíba e da decoração diferenciada com homenagem às diversas manifestações de fé, o lugar tem um cardápio com opções bem gostosinhas para almoço, café e happy-hour. Nossa escolha foi o prato “São Matheus”, com carne ao molho de vinho com champignon e bacon, e um purê de mandioquinha bem cremoso. Para beber, escolhi um drink sem álcool com tônica, maçã e outros ingredientes que não me recordo, mas a misturinha ficou delícia!

E você, que lugares gostou de conhecer em POA? Conte pra mim nos comentários! Quem sabe a gente inclui outras opções quando voltar para terras gaúchas.

Primeiro aniversário do blog

Em 01.08.2016   Arquivado em BEDA

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Já faz um ano que escrevi O primeiro post a gente nunca esquece. No dia primeiro de agosto de 2015 nascia finalmente o blog Movida por Ideias. Ainda sem muitas cores e traços, pequeno, porém já amado, assim como um recém-nascido com carinha de joelho.

Hoje comemoro o primeiro aniversário desse cafofo virtual que criei sem muitas expectativas. Quando ele finalmente saiu do papel, minha intenção era compartilhar e desenvolver conteúdos que me interessassem, mas não sabia que passeios improvisados do movida por aí, a vida de host e a vida de freela se tornariam boas partes dessa história, que flui de forma tão natural e espontânea, assim como o crescimento das ideias.

Ainda com pouca frequência de publicações, mas aos poucos tomando forma e ganhando variedade de assuntos, o Movida por Ideias tem crescido em um ritmo leve, porém gratificante pra mim, pois números nunca foram minha preocupação. O que eu queria mesmo era me expressar e ser lida por quem realmente se sentisse parte desse espaço. Aqui não tem cronograma, pauta, campanha e estudo de mercado. É um blog pessoal, então mais se parece com um diário, só que com chavezinhas para todo mundo que quiser ler.

Neste novo ciclo que se inicia para o Movida, espero que ele possa inspirar, divertir e ensinar mais, e que acima de tudo eu possa aprender e compartilhar ideias com quem para alguns minutinhos pra me visitar aqui.

Hoje não vai ter bolo, mas fica o convite pra você que também é movido por ideias: faça parte do segundo ano do blog comigo! Essa história vai ser linda se você estiver por aqui, acompanhando os próximos passos.

 

Vida de host [2]: hasta luego!

Em 26.07.2016   Arquivado em Vida de host

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O dia começou apressado aqui em casa. Pauli correu contra o tempo para terminar de fazer as malas, e por volta das sete horas já nos encaminhamos para a garagem de onde o ônibus parte até o aeroporto.

Desde ontem, o tom de nossas conversas foi de despedida. Comemos arepas e licor de café colombiano, conversamos sobre alguns momentos das últimas semanas e, de certa forma, tentamos distrai-la para que não ficasse tão triste.

Mas nunca é fácil dizer tchau. Ainda que saibamos desde o início que a experiência de intercâmbio tem apenas algumas semanas, é inexplicável como criamos laços e compartilhamos sentimentos e histórias. Parece pouco tempo quando é hora de se despedir, mas são dias suficientes para sentir que sua família aumentou.

Ser host é assim mesmo: ser um pedacinho da família de alguém em outro país. Oferecer o básico em termos de hospitalidade e conforto, e em troca conhecer uma nova cultura e, acima de tudo, uma nova pessoa, com expectativas, receios, qualidades, muitas coisas a ensinar e vontade de fazer do intercâmbio voluntário a melhor experiência possível.

Já sentimos saudades da Paulina, de suas amigas Dani e Camila, e de todos os momentos de diversão e aprendizado que tivemos. De uma coisa, porém, temos certeza: elas se desenvolveram bastante como pessoas e aproveitaram muito o tempo em que estiveram em Blumenau.

Bueno, no siendo más! Agora nossas meninas colombianas estão a caminho da última etapa da aventura: vão para o Rio de Janeiro. Serão três dias de passeio para conhecer os principais pontos turísticos e se despedir do Brasil com samba, sol e simpatia.

Com as portas e o coração sempre abertos para vê-las novamente, que nossa despedida seja um “hasta luego”, e que possa tomar muitos cafés colombianos ao lado dessas rumberas que aprendi a amar tanto.

Como dijo Mickey Mouse? Todo el mundo pa su house!

Vida de host [2]: sexta semana

Em 19.07.2016   Arquivado em Sem categoria

Como meus resumos partem sempre da terça-feira, ontem encerramos a sexta e última semana completa como vida de host! :( Quinta-feira (21) nossa caçula da Colômbia vai conhecer Foz do Iguaçu com as amigas, e voltará para Blumenau somente na próxima segunda-feira (25), já em clima de despedida, pois partirá no dia seguinte para ir ao Rio de Janeiro antes de pegar o vôo de volta para seu país. Ou seja: serão oficialmente sete semanas, porém nesta última não passaremos muitos dias juntas.

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A semana passada foi bem divertida. Começou com a passagem da tocha olímpica pela cidade, que as meninas foram prestigiar. Acompanharam a caminhada pela Rua XV de Novembro e assistiram à cerimônia de recepção, na Vila Germânica, o principal local de eventos de Blumenau.

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No dia seguinte, resolvemos nos entupir de doces. Eu e minha amiga Bruna convidamos Paulina, Daniela e Camila, as amigas colombianas, para conhecer o Café Du Centre. É um ambiente bem charmosinho aqui da cidade com decoração parisiense e doces para comer com a boca e os olhos. Nem preciso falar que todas aprovaram! Saímos de lá rindo à toa, como se o excesso de açúcar tivesse deixado todo mundo ~borracha~.

Quinta-feira a Pauli acompanhou o “Mozão” em um congresso, pois ele se apresentaria com sua banda. Ela chegou tarde em casa e dormiu pouco, como todos os outros dias da semana, o que levou minha mãe a concluir que ela é uma vampira. As meninas acharam engraçada essa comparação, e agora uma chama a outra assim, rs.

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Sexta-feira de madrugada lá estava minha hermanita de pé para ir a Curitiba. Ela e as amigas planejaram um bate-volta para conhecer a cidade, e como fizeram um city tour com o ônibus turístico, conseguiram aproveitar bem o pouco tempo. O único porém do dia foi o atraso do ônibus para voltar a Blumenau, mas no fim deu tudo certo e chegaram bem em casa.

Sábado não passamos o dia juntas, mas à noite fomos à casa da host de Daniela para uma festa de despedida que sua família ofereceu. Conhecemos gente nova, comemos um delicioso entrevero preparado pelo “hostpai”, aprendemos alguns ritmos latinos e apresentamos axé, samba e outros ritmos brasileiros. A host de Daniela e sua amiga, que fazem aulas de dança, ainda mostraram uma super coreografia que só quem tem muito swag consegue aprender, rs.

Nossa noite continuou na Factory, que coincidentemente tinha festa latina. Tocou reggaeton, Carlos Vives, Shakira e várias outras músicas e cantores famosos. Eis que, além da empolgação das meninas, presenciei um fato que não vai se repetir tão cedo: a DJ soltou “Estoy Aquí” e a Esperanza, uma menina do México, cantou o misterioso refrão depois de “ahogándome”. Felizmente consegui registrar esse momento no Snapchat (@movidaporideias) e lá no Instagram (@thaysaapereira).

Pausa para um desafio: com a letra aqui embaixo, veja se consegue acompanhar o refrão.

“Estoy aquí queriéndote
Ahogándome
Entre fotos y cuadernos
Entre cosas y recuerdos
Que no puedo comprender

Estoy enloqueciéndome
Cambiándome un pie por la cara mía
Esta noche por el día
Que nada le puedo yo hacer”


Se todo mundo já se recuperou do trava-línguas, sigamos para o dia seguinte, domingo. Tivemos nosso último almoço em família com a presença da Pauli, ao lado do meu irmão, Dai e as crianças. De tarde minha tia e a Julia – que era “arroz de festa” aqui no blog quando fui host pela primeira vez, vieram nos visitar, e aproveitamos a presença para brincar de Just Dance.

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Depois, fizemos um tour com a Paulina por alguns pontos da cidade. Uma pena que os museus fecham às quatro horas e estávamos desinformados, mas foi possível mostrar um pouco da história da cidade e conferir a vista do Museu da Água, único ambiente aberto no dia.

Finalizamos o passeio na Dona Fulana, outra doceria da cidade com muitas opções de dar água na boca.

Ontem (18), Camila e Daniela vieram tomar um café da tarde conosco, o último da temporada. Aproveitamos a oportunidade para dar a elas um caneco de chope com tirante, para que se lembrem de Blumenau, da nossa família, e de voltar para a Oktoberfest! Dezoito dias de folia serão pouco para essas ~rumberas~.

Não quero dar um tom de despedida a esse texto. Estamos nos preparando para dizer tchau, mas prefiro deixar essa parte para a próxima semana, para não me emocionar antes da hora. Apenas me limito a dizer que tem sido uma experiência super legal. Fizemos amizades, trocamos conhecimento e certamente aumentamos ainda mais nossa família, que já se tornou maior quando Amira esteve conosco, ano passado.

Bueeeeeno, no siendo más! Yo deseo una buena semana a todos!

Vida de host [2]: quinta semana

Em 18.07.2016   Arquivado em Vida de host

Olha eu aqui, antes tarde do que mais tarde, deixando os relatos da Vida de Host ~quase~ em dia!

Para que possam se situar, hoje vou contar um pouquinho sobre a semana de 05 a 11/07 com a Paulina, a irmã colombiana que recebi em junho.

Vamos começar pela missão principal do intercâmbio: o projeto dela na Associação Assistencial Lar Betânia ganhou ainda mais forma na quinta semana com uma grande campanha para arrecadação de caixas de leite. Além de publicações e eventos nas redes sociais, ela e Daniela – outra amiga da Colômbia e voluntária na mesma instituição, se dedicaram a pedir espaços em alguns mercados da cidade para montar um estande e divulgar pessoalmente a necessidade de doações.

Enquanto isso, nas horas livres, teve Forró Danado na quarta-feira (06), e quinta (07) rolou uma festa latina com outros trainees e membros da AIESEC, e as meninas comandaram a playlist com reggaeton e outros ritmos típicos. Daniela esteve aqui em casa antes e depois da festinha, e finalmente conheceu a minha mãe, que modéstia parte, é uma host super empenhada em deixar todo mundo à vontade.quintasemana

Sábado foi o grande dia da campanha “Doe leite, doe felicidade”. Durante quase o dia inteiro, Paulina e Daniela abordaram pessoas no Hipermercado BIG e arrecadaram cento e cinquenta caixinhas! Foi lindo como se empenharam em tomar a iniciativa de conversar com as pessoas e pedir doações. Eu acompanhei de longe essa atividade, pois estava em Porto Alegre, mas fiquei muito orgulhosa do resultado!

A propósito, doações ainda são bem-vindas. Se tiver interesse, fale comigo ou entre em contato com a página do Lar Betânia!

Domingo o despertador foi a carreata em celebração a São Cristóvão, padroeiro dos motoristas. Pauli é católica, mas não conhecia a festividade. Comentou que na Colômbia não costumam fazer festas para padroeiros, apesar de haver muitos feriados religiosos.

À tarde, minha mãe fez um tur com a Pauli pelo bairro Progresso. Apresentou o Recanto Silvestre, em um dia em que a água do rio estava especialmente limpinha, mostrou a igreja Santa Isabel e a levou à festa de São Cristóvão para comprar bolo e churros.

De noite, o Jonathan da AIESEC, que sai muito com a Paulina (vulgo “mozão”), finalmente conheceu nossa casa e pode conversar com a mãe sobre o propósito da organização, as atividades que desenvolvem e como é gratificante ver pessoas tão jovens fazendo a diferença no mundo.

Na segunda-feira (11) eu e Rafa, aniversariante do dia, chegamos de viagem e fomos recebidos com uma deliciosa lasanha da Dona Zilma! Paulina, sem saber, deu de presente o chocolate preferido dele: chocolate branco com cookies (fica a dica prozamigo!).

Amanhã sai o último resumão da “temporada”, porque o post seguinte já será de despedida, então, lencinhos em mãos!

Vida de host [2]: terceira e quarta semanas

Em 12.07.2016   Arquivado em Vida de host

– Cadê a Paulina?

Essa provavelmente foi a pergunta que mais ouvi nas semanas 3 e 4 como host dela. É que a minha hermanita, além de adaptada à cidade, está super envolvida em várias atividades para aproveitar bem o período de intercâmbio.

De segunda à quinta, conforme já mencionei, ela passa o dia na Associação Assistencial Lar Betânia desenvolvendo seu projeto pela AIESEC. Além desse compromisso, os trainees têm aula de português e meeting para conversar sobre o desenvolvimento de suas atividades.

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Nas imagens: Valentina, Daniela, Paulina, Camila (Colômbia) e Michael (Alemanha) no Beto Carrero; Mafe, Paulina e Camila (Colômbia) na festa junina.

Já na sexta, a Pauli e outros intercambistas aproveitaram o day off para conhecer o Parque Beto Carrero World, em Penha, Santa Catarina. O tempo estava ótimo, e como chegaram cedo, eles conseguiram aproveitar o dia inteiro para se divertir com os brinquedos e shows.

À noite, Paulina ainda teve fôlego para voltar ao Ahoy, um bar/casa de show bacana aqui da cidade.

Sábado foi dia de acordar mais tarde, limpar a casa e lavar algumas roupas. Mais tarde, os trainees participaram de uma festa junina com a equipe da AIESEC. Não acompanhei a Paulina desta vez, mas tive participação nos preparativos, pois a caracterização de caipira e a festa de São João são tradições bem brasileiras e pouco conhecidas lá fora.

Domingo não foi um dia com tempo muito bonito, mas a Paulina não deixou de turistar, rs. Aproveitando que um amigo da AIESEC levaria um garoto até o aeroporto de Joinville, pegou carona para conhecer a Cidade das Flores. Infelizmente não teve muito tempo para passear por lá, mas pelo menos esteve em uma cidade diferente, não é mesmo?

Já na quarta semana, além das atividades relacionadas ao intercâmbio, Pauli conheceu Florianópolis com outros amigos na sexta-feira de folga, e aproveitou uma feijoada realizada pelos membros da AIESEC em Balneário Camboriú no dia seguinte. Eles não passearam muito em BC, mas gostaram da nossa capital, visitada no dia anterior. Conheceram a Lagoa da Conceição, as Dunas da Joaquina e outros lugares bonitos da cidade.

Bom, por esse resumão já deu pra entender por que me fizeram a pergunta do início, né?! Fizemos rolês diferentes nos últimos dias, mas tudo certo, o importante é que ela realmente aproveite essas oportunidades toda e se divirta com a experiência.

No domingo da quarta semana, passamos a tarde juntas e Camila veio para tomar um café conosco. À noite, fomos ao cinema assistir ao filme “Procurando Dory”, que elas conseguiram compreender, mesmo sendo dublado, e todos nos emocionamos um pouquinho. <3

Ufa! Semanas produtivas essas, hein?!

Como moramos juntas, entre um passeio e outro foi possível conversar bastante sobre nossas diferenças culturais, cenários políticos, comidas, costumes, etc. De forma de comemorar o aniversário de quinze anos, até um pouco da história sobre a origem das guerrilhas, não falta assunto quando você decide ser host!

(Imagens: Perfis da Mafe e da Daniela no Facebook)

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