Posts de Thaysa

O que vivemos no Rio de Janeiro (dia 1)

Em 03.08.2015   Arquivado em Movida por aí

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Como é bom sair da rotina às vezes, né?! Eu adoro improvisar passeios nos finais de semana. Subir um morro diferente da cidade para curtir e fotografar a vista (se tem uma coisa pra visitar em Blumenau é morro!), prestigiar um lugar legal das cidades vizinhas, ir para a praia, descobrir uma padaria ou restaurante novo… Enfim, espairecer e poder viver experiências um pouco diferentes das atividades do dia a dia.

Eis que num desses momentos de pensar em algo novo para fazer, eu e meu namorado Rafa decidimos conhecer o Rio de Janeiro. Um pouco mais longe do que costumamos ir, mas como temos um amigo que mora lá, a decisão e a compra de passagens foram bem rápidas. Vou contar um pouco de como foi a viagem, dividindo os posts por dias e lugares, porque são muitas informações. Foram quatro dias na Cidade Maravilhosa.

Curitiba, garoa, quatro e meia da manhã. Como chegamos na noite anterior à cidade, dormimos pouquíssimas horas. O voo estava marcado para 6:38, mas como não tínhamos feito o checkin pela internet, preferimos chegar cedo ao aeroporto para evitar contratempos. No fim das contas esperamos bastante e nem precisamos enfrentar a filona para despachar a minha mala – tinha quase certeza de que haveria necessidade – o que tornou o início do passeio bem tranquilo.

Entramos no avião e até então eu estava de boa. Ah, para enriquecer esse relato, era meu primeiro voo! Quando o piloto se apresentou e anunciou a partida, deslizando aquele transporte enorme pela pista grande do Afonso Pena, meu único sentimento era de ansiedade. E assim foi ao longo de todo o percurso. Exceto no momento da decolagem, quando senti um frio na barriga e uma pressão contra o banco assim que as rodas saíram do chão, tudo correu melhor do que esperava.

Pousamos na Cidade Maravilhosa com chuva. Brinquei que parecia não ter saído de Curitiba. Até chegar à casa do amigo que nos hospedaria, que a gente chama de Carioca, passamos por trânsito intenso, muitas sirenes, ruas parcialmente alagadas e cariocas visivelmente desconfortáveis com aquele dia incomum. Aqui no Sul a gente já se acostumou a ver neblina, chuva, sol, calor e frio, tudo misturado em um dia só. Mas lá as pessoas estavam encasacadas como num dia de frio intenso de julho e sem sombrinhas.

Chuva sem tréguas do lado de fora, resolvemos tirar uma sonequinha, já sofrendo por antecipação caso chovesse durante todo o feriado. Poucas horas depois, superamos a decepção inicial ao perceber que o dia estava parcialmente nublado e decidimos turistar pelo centro da cidade. Mais uma primeira vez para a conta: nunca tinha andado de metrô.

O centro do Rio de Janeiro tem um movimento intenso de pessoas. As avenidas são largas e estavam em obras, e as transversais são bem estreitas, o que nos fez lembrar que a cidade está entre as mais antigas do país. O mesmo ocorre com as construções: existem prédios com aspectos antigos e muito luxuosos dividindo espaço com outros mais novos com linhas retas e estruturas bem simples.

O primeiro ponto turístico foi a Cafeteria Colombo. Depois de muita confusão entre o Google Maps e indicações de ambulantes, conseguimos chegar ao estabelecimento, que estava cheio de turistas. Enquanto a fachada é modesta, o interior da cafeteria é deslumbrante. Cristaleiras enormes, iluminação quente, espelhos emoldurados e móveis com traços complexos e teatrais nos recepcionaram. Para completar o ambiente, um acervo de fotos, embalagens e louças que contam os mais de cem anos de história do estabelecimento.
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Ambiente fotografado, vamos à comida: pedimos o “pastel da Lapa”, um delicioso pastel de Belém com carne seca e abóbora (mas assim, 18 dinheiros!); sanduíches de rosbife e cerveja Boehmia, sugerida no cardápio para harmonização com o pastel. O lanche estava gostoso, mas os preços são bem salgados, o que nos levou a desistir dos doces. Apesar de termos dispensado a etapa da sobremesa, ainda recomendo a experiência, pelo menos para conhecer o local.

A parte doce do lanche foi transferida para uma bebida no Starbucks, que não é destaque do Rio, mas ainda não tem franquia no sul. O ambiente é super aconchegante e os cafés deliciosos.

Ao entardecer, visitamos a praça em frente à Candelária e decidimos tirar umas fotos rápidas – talvez tenhamos nos empolgado um pouco. Em busca de outro ângulo, nos distanciamos do ponto inicial, por onde passaram alguns garotos que, segundos depois, fizeram um arrastão. Sorte do dia: eles não nos viram com a câmera nova dando sopa.
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Um pouco assustados para continuar andando na rua, aproveitamos a localização para visitar o Centro Cultural Banco do Brasil, outra construção enorme e belíssima do Rio de Janeiro. Lá tem sempre peças de teatro com vários horários disponíveis, exposições de arte, livraria e cafeteria. Nunca fui ao teatro com o Rafa, mas lá nos sentimos cultos e assíduos de peças teatrais por um momento (que não durou muito, rs), o que nos fez assistir ao musical Contra o Vento, com o único famoso que vimos no Rio: Izak Dahora, que interpretou o Saci Pererê no “Sítio do Picapau Amarelo”. Lembram dele? Eu reconheci de cara.

Nota: sabemos que não há uma celebridade em cada esquina do Rio, mas quem é de fora e já viu novelas da Globo sempre acha que vai encontrar alguém muito famoso com cara de “gente como a gente” pelo centrão, ou jogando um futevôlei na praia.
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Musical assistido (não até o final, shame on us), e depois de uma viagem curta de táxi – que lá é bem mais barato do que aqui, encerramos nosso primeiro dia, na expectativa de que a sexta-feira seria ensolarada.

O primeiro post a gente nunca esquece

Em 01.08.2015   Arquivado em Sem categoria

gride
A ideia de ter um blog já existia faz tempo, meus amigos é que sabem. Entre os tantos projetos que não saem do papel estava ele, que já tinha planner, uma lista grande de temas a abordar, board com inspirações de identidade visual e base de layout responsivo baixada. O que faltava então? Tempo, dedicação, coragem para perder a timidez e o receio de postar, confiança para não se preocupar demais com o que os outros pensariam e [insira aqui outras desculpas].

Quando finalmente quis riscar esse plano da lista e superar todas as desculpas, me deparei com um dilema: o nome do meu cantinho. Sempre achei que pensar em como chamar um blog seria mais fácil do que decidir nome do animalzinho de estimação, por exemplo, mas me enganei. Todas as possibilidades que passavam pela minha cabeça soavam ruins dois minutos depois. Eu queria que tivesse a ver comigo, com sair da caixa, mudar, se permitir novas experiências, compartilhar conhecimento, dividir assuntos que gosto… Mas nada parecia traduzir a minha casinha online.

Até que, depois de muito brainstorm sem sucesso, “Movida por Ideias” surgiu quase do nada. Digo quase porque quem trabalha com criação sabe que a ideia nunca aparece de um buraco negro. Nossas experiências, pesquisas, gostos pessoais e referências sempre ficam guardadas até o momento em que, plim, surge o estalo.

Movida por ideias foi criado com muito carinho para que eu possa escrever, algo que faz parte do meu trabalho e também é um dos meus hobbies. Por aqui, quero compartilhar conteúdos legais sobre tudo que gosto: design, ilustração, internet, cozinha para quem não é chef, beleza, música, seriados, cotidiano e várias aleatoriedades. O objetivo é inspirar, alimentar a procrastinação, dividir conhecimento e instigar a criatividade de quem, como eu, é movido por ideias.

Se você é novo por aqui, leia sobre mim na lateral direita do blog ou na guia “sobre” (ainda em desenvolvimento) e sinta-se à vontade para sugerir assuntos, dicas e para fazer críticas que não sejam ácidas.

É, segure nas ideias e lá vamos nós!

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