Movida por aí: São Paulo

Em 03.05.2016   Arquivado em Movida por aí

A cidade mais populosa do Brasil foi o nosso destino da vez em fevereiro deste ano. Com cerca de 20 milhões de habitantes (muito mais do que o estado de Santa Catarina todinho), São Paulo despertou nossa curiosidade em um dia em que as passagens estavam em promoção.

O Rafa já tinha ido à SP para shows e outros eventos pontuais, e eu ainda não conhecia a cidade, por isso aproveitamos os descontinhos no ano passado e programamos uma daquelas viagens vapt-vupt para sair da rotina.

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O primeiro destino do passeio foi o Museu de Arte de São Paulo, sexta-feira de manhã. Como ficamos em um hotel na República, foi tranquilo chegar até lá de ônibus, e seria possível até mesmo ir à pé.

No MASP, prestigiamos as exposições “Entre ditaduras”, de Leon Ferrari, “Histórias Feministas”, de Carla Zaccagnini (disponível em áudio) e a galeria de imagens do Foto Cine Clube Bandeirantes, com registros de 1939 em diante.

O 2º andar foi a melhor parte da visita, em nossa opinião. Para quem não conhece, ele conta com um acervo enorme de grandes obras de arte, tanto de pintores bem famosos como Picasso e Portinari (imagem da direita: “Os Retirantes”, de 1944), quando de artistas pouco citados na história, mas igualmente talentosos.

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Seguimos o passeio com intenção de almoçar algum lanche de rua e conhecer a sobremesa do Paris 6 (esquerda) – cujos doces são os maiores motivos para a visita. Como não encontramos as barracas indicadas pelo Foursquare, seguimos pela Augusta até encontrar o restaurante dos famosos, e combinamos de comer uma entradinha e partir logo para a doçura.

De entrada pedimos a porção de pasteizinhos rubro-negro à Ivo Meirelles. Apesar de gostosinhos, vieram somente seis unidades, por um preço bem salgado.

A sobremesa, como era esperado, compensou a experiência. Dividimos o “Juliana Paiva”, um grand gateau de chocolate com pedaços de Ouro Branco, picolé de vanilla com casquinha de chocolate e banhado em ganache de chocolate branco, cobertura de chocolate branco e preto, pedacinhos de morangos e bombons Ouro Branco.

Nota 1.: Claro que consultei o cardápio pra relembrar em detalhes. Pra mim era tudo chocolate.

Nota 2.: Leia a minha dica, mas escolha a sobremesa com seu coração. Qualquer opção vai ser uma belezura, tenho certeza.

Choveu em SP, por isso voltamos para o hotel depois desse lanchinho e descansamos até anoitecer, quando seguimos o roteiro gastronômico e fomos conhecer a rua Avanhandava, e mais precisamente o Restaurante Mancini (direita).

Lugar lindo, com um cardápio enorme e show de jazz, que convenhamos, faz o jantar ser ainda mais especial. O couvert é de R$ 18, o que gerou críticas do Foursquare e no Trip Advisor, mas convenhamos que para quem paga R$ 10 em barzinhos ás vezes com músicos bem desanimados, o preço é bem justo. Enfim, vai do valor que cada um dá para esse tipo de apresentação.

Pedimos massas e estava tudo ótimo. Só não finalizamos com uma sobremesa porque não sobrou espaço e a sobremesa Ju Paiva preencheu a cota de doces pelo dia todo, mas saí de lá pensando como seria ter pedido um pudim de leite em um futuro paralelo, rs.

Sábado foi dia de 25 de Março. Meu objetivo era comprar uma mala de bordo, e mesmo com aquela muvuca, logo encontramos o que eu queria. O tempo estava curto, mas recomendo fortemente que você vá com paciência e um pouco de grana em espécie para aproveitar os preços. Tem de tudo mesmo.

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Seguindo a programação, fomos para o Allianz Parque comprar ingressos para o jogo do Palmeiras contra o Santos, que terminou em 0x0, mas não diminuiu a experiência que foi assistir ao time ao vivo, pela segunda vez, agora jogando em casa. E que casa!

No período entre a compra de ingressos e o jogo, visitamos o Bourbon Shopping, que fica na mesma rua, e mesmo cansada entrei em algumas lojas para ver novidades, já que aqui em SC as lojas de shopping são sempre as mesmas. Não que lá todas fossem inéditas, mas MAC, Forever 21, Havana e várias outras opções ainda não chegaram no lado de cá.

Após o jogo, visitamos o Memorial da América Latina, projetado por Niemeyer, e em seguida entramos na estação Palmeiras-Barra Funda para voltar para o hotel. Houve uma pequena confusão para achar o metrô certo, mas depois de “idas e fridas”, chegamos bem.

À noite, batemos um rango no Rock Burguer da Augusta, o que nos deixou bacontentes.

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Domingo a gente foi à famosa feirinha da Liberdade e conhecemos a região. O bairro é legal para quem deseja conhecer comidinhas orientais, como doces, verduras e outros itens que não costumamos ver por aqui, mas confesso que em relação a turismo, tinha uma ideia diferente de lá. Achei que veria mais praças e construções orientais. Será que não fomos aos lugares certos?

Com os pés doendo de tanto andar, tivemos a brilhante ideia de passar o resto do dia turistando no shopping mesmo, nos julguem. A gente se empolgou em ver um filme no Imax e pelas indicações o Rafa escolheu o Dead Pool, como um “filme de anti-herói de comédia escrachada”.

Só tinha um pequeno detalhe: esse filme da Marvel, tão aclamado pela crítica, tem sangue, sangue mesmo, pra valer, e algumas facas, pessoas se estraçalhando, afogamento, sufocação, etc. “São só algumas partes, Thaysa!”. Eu sei, gente, mas não consigo lidar com essas coisas. Tarantino já me fez ver um filme todo, mas a Marvel, deu ruim.

Resultado: fiquei malzona com as cenas de sofrimento e tive que sair na metade do filme. Agradecimentos especiais ao namorado que quis sair comigo.

Terminamos a viagem buscando nossas malas no hotel e tomando um pequeno chá de cadeiras no aeroporto, mas o vôo foi pontual e tranquilo, e enfim voltamos pra casa.


Algumas considerações:

● Uber saiu mais barato que táxi. Pagamos quase metade do valor pela mesma distância;

● É interessante levar uma grana em espécie;

● Pra quem não quer gastar, o metrô é uma opção bem fácil e rápida. A gente só se perdeu um pouquinho sábado à noite por não olhar bem o mapa;

● A região não é amigável, mas para quem quer ficar perto do Centro, recomendo o hotel Calstar, que tem um bom custo-benefício;

● Leve um par de tênis confortável, por favor. Você vai precisar andar pra caramba.