Cartão amarelo para nós

Em 08.06.2016   Arquivado em Bloco de Notas

 

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“Todo mundo é inocente até que se prove o contrário”. Não sei quem disse essa frase primeiro, mas sei que em tempos de redes sociais, ânimos acalorados, analfabetismo funcional, intolerância, falta de diálogo e operações com nomes caricatos com coberturas televisivas, todo mundo é culpado até provar sua inocência. E esse julgamento não é exclusivo de A ou B, bolacha ou biscoito, homem ou mulher, esquerda ou direita, amigos ou desconhecidos, cara ou coroa. No fundo, todo mundo tem absoluta certeza de algo sobre o qual não sabe absolutamente nada, e muitos fazem questão de expressar sua opinião, sem humildade para respeitar versões contrárias, desapego para mudá-la ou mesmo amor para defendê-la sem ataques pessoais.

No fundo, o brega da vez é não opinar, o demodê é, além de usar a palavra demodê, não querer convencer os outros sobre algo que faz sentido para si, e a moda é bater o martelo antes mesmo de qualquer anúncio de sentença.

E a tendência? Ah, como toda boa otimista, a tendência é que ser juiz seja profissão e não acessório obrigatório, e que estar em paz e se encher de paciência, respeito e inspiração seja mais importante do que ter sempre razão. Discorde quem quiser, estamos aí pra isso. Mas sobretudo, não queira discutir esse textão à toa. Sejamos felizes, “cadum cadum”, com menos “justifique sua escolha” e mais escolha, viva e pense antes de justificar.

Por menos nós entre a gente.

[Imagem: Pexels]

Vida de host: entrevista com Ana

Em 30.05.2016   Arquivado em Vida de host
María Lorena (de óculos) e Ana Paula (de gorrinho)

María Lorena (de óculos) e Ana Paula (de gorrinho)

Desde o ano passado as publicações sobre Vida de Host estão paradas no blog, já que não recebemos uma nova trainee em casa. Mas eis que a Ana, uma amiga da faculdade, foi host de uma menina super querida nas últimas semanas, então resolvemos compartilhar por aqui como foi a experiência.

Assim como eu, a Ana também se inscreveu no site da AIESEC para hospedar uma intercambista. O projeto é voluntário, e apesar de não envolver remuneração, rende muito aprendizado, novas experiências e amizades para a vida toda. <3 (mais…)

100Em1Dia Blumenau: 5 intervenções urbanas para inspirar

Em 24.05.2016   Arquivado em Arte, Consumo consciente, Projetos

O 100Em1Dia é um movimento que começou em Bogotá e hoje acontece em vários lugares do mundo. Consiste em reunir, em um só dia, cem – ou mais – intervenções espalhadas pela cidade, feitas por grupos que se uniram para promover ações positivas e transformar a comunidade em que vivem.

Em Blumenau, o 100Em1Dia teve sua primeira edição no ano passado, com mais de 140 intervenções urbanas. Neste ano, o evento acontecerá no dia 11 de junho, e tende a ser maior ainda, e o mais bacana: será ainda mais espalhado pelos bairros, principalmente se você fizer parte com a sua comunidade!

Como participar?

Para fazer parte do 100Em1Dia Blumenau é bem fácil. É só planejar uma intervenção com seus amigos, familiares ou vizinhos, inscrevê-la de forma gratuita no site do movimento, aguardar o retorno da equipe e prontinho, já pode juntar a galera e fazer acontecer!

Outra opção é pesquisar as intervenções já inscritas e se voluntariar para fazer parte delas. Para isso, você acessa o site, clica na ação escolhida e entra em contato com o responsável, ou mesmo procura uma página ou evento do Facebook que esteja relacionada àquela atividade.

Como montar uma intervenção?

O 100Em1Dia acredita que a criatividade é um caminho para a transformação das cidades, por isso, há diversas maneiras de contribuir. O ponto de partida para pensar no que fazer é mapear os problemas e potenciais que a cidade tem e pensar em maneiras de resolvê-los.

Para quem deseja participar do movimento, mas ainda está pensando na intervenção, resolvi dar uma mãozinha e compartilhar aqui no blog ideias que podem gerar novas ideias. Afinal, que bem faz se alimentar de inspirações!

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Roda Livro – Transportando Conhecimento

Quem anda de ônibus em Foz do Iguaçu, no Paraná, agora tem uma nova maneira de passar o tempo. O projeto Roda Livro, mantido pela Fundação Cultural e parceiros, começou neste mês a disponibilizar vários títulos para os usuários do transporte coletivo. E em nossa cidade, já pensou em um lugar que poderia oferecer um convite à leitura?

Jardins Subversivos

Lá em Moroca, no interior de São Paulo, o Guilherme se inspirou em um projeto criado em Nova York para construir sua própria intervenção urbana: com esforço coletivo, ele revitaliza regiões degradadas para transformá-las em locais de convívio e hortas comunitárias.

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Ateliê Azu

O artista Elcio Torres uniu cor, arte e educação em seu projeto Ateliê Azu. Vendo que as casas azulejadas da comunidade Vila Santa Inês poderiam se transformar em obras de arte, resolveu ensinar crianças e adolescentes a desenvolver práticas artísticas nos azulejos de várias paredes dos bairros.

Cestas de Basquete em Vila Madalena

Quantas vezes você já viu alguém, ao lado de uma lixeira, jogando embalagem de bala ou cigarro no chão?

Presenciando essa cena todo dia, uma empresa de limpeza pública de Vila Madalena aproveitou a agitação do Carnaval para desenvolver uma ação educativa e divertida: transformou lixeiras urbanas em cestas de basquete para chamar a atenção dos foliões.

Toalha Social

Quando se fala em intervenções urbanas, muita gente tende a pensar em ações muito grandiosas, que exigem grandes recursos e mão-de-obra. Mas se pararmos de pensar em coisas e focarmos nas pessoas, sabia que até uma toalha pode se tornar uma ação?

Lá em Pelotas, Rio Grande do Sul, a agência Mark+ montou uma “rede social” para adicionar amigos sem precisar ficar on-line. Para incentivar a conversa entre desconhecidos, disponibilizou uma estrutura com algumas toalhas grandes, estilo piquenique, que as pessoas pegavam e se sentavam, deixando espaço para novos amigos.

Essas ideias te motivaram a pensar no espaço em que vive e propor algo novo para a cidade? Monte já sua intervenção e ocupe a cidade com boas ações!

O desgaste da mesmice e o medo da mudança

Em 13.05.2016   Arquivado em Bloco de Notas

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Tem rotina que às vezes pesa tanto, que à noitinha, ao lado de uma xícara de chá, você se pergunta se o seu dia após dia tem sido mesmo a versão concreta daquelas resoluções escritas no final do ano passado.

O soneca começa o dia cantarolante e repetitivo. O café da manhã tem um horário limite para acontecer. Na rua, o frio do inicio da manhã é um contraste com o aconchego da cama, minutos antes. Não é um choque térmico, mas é choque de realidade.

A monotonia, o desgaste e a fadiga acompanham aquela sensação de que os dias são sempre iguais, e de que faz tempo que não se aprende algo novo. Em um dia, a zona de conforto parece até reconfortante, mas em outro, dá vontade de jogar tudo pro alto e ganhar a vida vendendo brigadeiros.

O problema – ou solução – é quando essa vontade de mudar passa a sobrepor o sentimento de “deixa assim”, e você se pega fazendo planos coloridos para o futuro enquanto almoça seu prato saudável em um cenário preto e branco.

Milhões de listas feitas, dinheiro planejado para os planos B, C, D e E, falas ensaiadas para os momentos decisivos.

-E agora, o que tem do outro lado dessa “Ponte para Terabitia” que eu mesma quis construir?

Esse dilema entre querer mudar e ter medo do novo deve pegar muita gente de surpresa. Ainda que a realização seja certa, o receio diante da mudança parece até uma autossabotagem secreta para que as conquistas esperem um pouco mais e você fique inerte, bem aqui, fazendo os bate-voltas que, mesmo tediosos, soam seguros.

É que a gente dá um tom grave para tudo quanto é obstáculo. Subestima nosso potencial, acha errado admitir qualidades e, por outro lado, supervaloriza tudo o que pode dar errado, em vez de enxergar o leque de possibilidades como algo divertido e desafiador que faz parte da vida. E o pior: mesmo com um mar de gente fina, a gente prefere visualizar tudo como se fosse uma gota só no mundo.

No fim das contas, a gente não tem tanto medo de quebrar a cara, nem de se sentir extremamente feliz. O que incomodam são as expectativas para saber logo o que acontece entre uma e outra hipótese. Como se, dois meses depois de largar um emprego, ou mudar de cidade, ou terminar um relacionamento, existisse um resultado como resposta certa.

A vida não é uma questão com uma alternativa correta e três ou quatro pegadinhas, e sim uma enorme pergunta de múltipla escolha. E cabe ainda lembrar que é possível assinalar “Nenhuma das alternativas anteriores” e traçar um novo caminho.

Se der certo ou errado, é consequência, nem sempre é caos. Quando se está em paz com a escolha, tem sempre um jeito de aprender com os erros, celebrar pequenos acertos e seguir aprendendo.

Parece um desafio construir uma rotina leve. É que tem rotina que às vezes pesa tanto, que a gente esquece que até receita de bolo pode ser diferente para cada um.

E se você puser um pouquinho mais de baunilha no seu preparo de hoje?

[Imagem: Pexels]

Carta para o aniversariante do dia

Em 12.05.2016   Arquivado em Bloco de Notas

Davi

Querido Davi,

Você foi muito esperado e amado por mim desde quando estava sendo encomendado. Quando já estava na barriga da mamãe, que sofreu e vibrou com cada agulhinha do amor, nossa ansiedade aumentava a cada semana para sua chegada.

Quando a mana nasceu, eu ainda era adolescente e descobri cedo como é sentir um amor tão grande por um ser tão pequenino que nem saiu do meu ventre. Ela foi o meu primeiro amor de tia. Rosinha, risonha e desde sempre cheia de atitude.

Anos depois, chegava você. E como se não bastasse meu amor de tia se multiplicar com tamanho presente, papai e mamãe confiaram a mim a honra e a responsabilidade de ser uma de suas madrinhas. Você foi o meu primeiro amor de dinda. Nasceu grandão, sério e desde sempre cheio de dengos.

Enquanto a Mariah se mostrou extrovertida, independente e criativa para o lado de cantar e interpretar, você se revelou serelepe aos poucos, é mais carinhoso e manhoso e se concentra com os desenhos como nunca vi criança de sua idade fazer.

Você continua grandão. É uma criança forte que adora comer e erguer objetos que vão além do seu tamanho. Por isso, carinhosamente te chamamos de Bam-bam ou Selvinha. Ao mesmo tempo, seu olhar tem sutileza, seu sorriso é meigo e você adora fazer e receber um cafuné.

Força e fofura coexistem em você, assim como o zelo por sua mana, o desejo de colo dos papais e o puxa-saquismo especial pelas dodós e dodôs. A mana é a prova de que atitude não é só coisa de homem, e você é a prova de que meninos também têm sensibilidade.

Hoje é seu segundo aniversário, Manolo. Diferente do primeiro, agora você já está sorrindo à toa e provavelmente não vai dormir durante o “Parabéns”. Aliás, vai ser um desafio desligar suas anteninhas.

Nesta data querida, tenho mais a agradecer do que pedir. Você tem saúde, é muito esperto e está rodeado de pessoas que o amam. Meu desejo é apenas que tudo continue assim nos próximos aniversários. Que você cresça em estatura, mas também em conhecimento, caráter e fé, e que continue saudável e cercado de gente boa.

Ah, e ficarei muito grata também se puder ler esse texto daqui a uns anos. Talvez eu já tenha filhos, seja menor que você e não consiga mais te dar um colo de pé – o que não vai demorar. Mas saiba que meu colinho do sofá sempre estará reservado para você, e que para o que precisar estarei aqui.

Vamos sempre comemorar. Viva o Manolo!

Com amor,

Dinda Ysa.

TEDx Blumenau 2016: Sinergia e Catarse

Em 11.05.2016   Arquivado em Projetos

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No primeiro domingo de abril aconteceu em Blumenau o TEDx 2016. Oficialmente, foi a segunda edição o evento aqui na cidade, e felizmente tive a oportunidade e a honra de ser convidada como atende, algo que me deixou muito empolgada de início, mas só teve a real dimensão depois que todos os speakers passaram pelo famoso tapete redondo.

Já tinham avisado que seria difícil expressar em palavras o que foi esse TEDx, e de fato sei nem por onde começar. Decidi então fazer um resumão no maior estilo “o que teve?”, e ainda assim me perdi no caminho com a minha catarse. Mas fica a dica, o Uma boa dose já tem um post muito bom sobre o evento.

Faça-se o favor então, assista aí aos talks que recebemos de presente:

Incríveis, né?! Você ainda pode conferir outros TED Talks se inscrevendo no canal do Youtube.

E que venha a próxima edição por aqui!

Resenha: “Feliz por nada”, de Martha Medeiros

Em 06.05.2016   Arquivado em Leitura

Para estrear a categoria de resenhas do blog, quero dizer que a de hoje, como podem notar, não é pra quem lê somente literaturas densas ou livros técnicos. Ler o que a Martha Medeiros escreve, para mim, é ter um momento levinho e se sentir em uma mesa de café ouvindo uma amiga contar as histórias comuns da vida.

Agora sim, vamos ao livro.

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Tem gente que encara a bad ouvindo playlists tristes. Outras pessoas fazem a linha Bridget Jones e afogam as lágrimas em um pote de sorvete. Há ainda aquele tipo que precisa falar, falar, falar e falar mais um pouco sobre a bad até que o motivo da tristeza pareça pequeno diante de um grande desabafo com uma pessoa querida. Seja lá qual for o método, todo mundo tem um jeito de curtir a fossa e superá-la, não é mesmo?!

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Em 2012, depois de curtir uma pequena bad, minha saída para me distrair foi ocupar meus pensamentos com leituras despretensiosas. E lá estava “Feliz por nada” em uma prateleira da livraria, com sua capa genérica, que soou bem convidativa na época.

O livro reúne várias crônicas da escritora em pouco mais de duzentas páginas, e como disse no início do texto, é fácil de ler porque carrega uma escrita que é a cara de um bate-papo sobre o cotidiano. Como não sou uma exímia conhecedora de Martha, não sei se todos os livros dela seguem a mesma linha, mas os que li, têm esse quê informal que particularmente gosto muito.

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Não tive um texto para chamar de favorito, mas a crônica “Feliz por nada”, que dá nome ao livro, me chamou muito a atenção, afinal estava me sentindo estranhamente otimista e tranquila depois de chorar minhas pitangas pelo que acontecera nas últimas semanas.

“Marthinha, mas por que eu estou feliz se até pouco tempo me questionava tanto?”

“Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa? Como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.”

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E foi assim que uma escritora que nem me conhece, ofereceu bons conselhos, devaneios e até conversinhas sem propósito para me distrair e, ao mesmo tempo, me ajudar a focar. Me jogou uns verdes para eu, depois de refletir, colher os maduros e internalizar muitas de suas sacadas.

“Feliz por nada” é um livro com frases bem superficiais ou mensagens profundas, depende do momento, dos gostos e da personalidade de quem o lê. E eu ainda me pego, de vez em quando, lendo uma ou duas crônicas para me sentir mais feliz, não porque elas me lembram algum motivo, mas porque relembram que parar de analisar tanto e ser feliz por nada talvez seja a autêntica forma de felicidade.

Movida por aí: São Paulo

Em 03.05.2016   Arquivado em Movida por aí

A cidade mais populosa do Brasil foi o nosso destino da vez em fevereiro deste ano. Com cerca de 20 milhões de habitantes (muito mais do que o estado de Santa Catarina todinho), São Paulo despertou nossa curiosidade em um dia em que as passagens estavam em promoção.

O Rafa já tinha ido à SP para shows e outros eventos pontuais, e eu ainda não conhecia a cidade, por isso aproveitamos os descontinhos no ano passado e programamos uma daquelas viagens vapt-vupt para sair da rotina.

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O primeiro destino do passeio foi o Museu de Arte de São Paulo, sexta-feira de manhã. Como ficamos em um hotel na República, foi tranquilo chegar até lá de ônibus, e seria possível até mesmo ir à pé.

No MASP, prestigiamos as exposições “Entre ditaduras”, de Leon Ferrari, “Histórias Feministas”, de Carla Zaccagnini (disponível em áudio) e a galeria de imagens do Foto Cine Clube Bandeirantes, com registros de 1939 em diante.

(mais…)

Adoráveis links [4] – freelas, MEI e marketing pessoal

Em 28.04.2016   Arquivado em Adoráveis links, Vida de freela

Depois de muito tempo, de volta com os links maneiros reunindo utilidades, lindezas e pesquisas do dia a dia. Hoje compartilho aqui alguns conteúdos que me ajudaram muito a me situar na vida de freela. Espero que contribuam para você também!

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A Camila do blog Meninices da Vida, que já apareceu como indicação aqui, falou sobre sua transição de colaboradora à freela lá em seu blog, mostrando suas primeiras impressões e dando dicas de uma forma bem pessoal. Vale a leitura!

No Des1gn’On pesquei muitas inspirações lá em 2014, quando começava a profissionalizar meus jobs. Neste link o site fala um pouco sobre como construir um portfólio online de forma simples e atraente, focando no Wix. Eu uso o Behance (uso uma vírgula, preciso atualizar pra ontem meu portfólio), mas vale a dica!

Quem não gosta de coisas gratuitas e sensacionais? Lá no Medium favoritei uma lista com trezentos recursos free de Design, Marketing e muito mais. Tem de tudo!

E por fim, lá no canal Amarelo Criativo, que também já citei no blog, tem uma série chamada “Eu freelancer” que vale muito assistir. Esta pessoa colorida e maravilhosa chamada Thalita fala de MEI, o quanto cobrar, de que forma cobrar, apresentação ao cliente e vários outros assuntos válidos pra quem está começando agora, ou mesmo pra quem já é freela e quer melhorar seus critérios.

O primeiro vídeo da série foi esse aqui, sobre como se preparar para um cliente:

[Imagem do Pexels, mais uma ferramenta gratuita pra você favoritar aí]

 

Licença, Alzheimer: esta história é sobre a Luci

Em 22.04.2016   Arquivado em Bloco de Notas

Ela agora é neta. Dos mais de oitenta e poucos anos vividos, entre casamento, filhos e tantas vivências, o que mais aflora são suas lembranças profundas, de quando ainda era criança. “Quero trazer a mãe aqui um dia, ela que vai gostar desse monte de verde”, me contou, se referindo à paisagem de Terra Nova. Nem preciso dizer que a mãe dela se foi, mas só em nosso universo. Nas histórias que ela constrói com seus pedacinhos de memórias, está viva, e a ajudou a fazer a lição esses dias, como mencionou no andar da nossa conversa.

Ela é neta e ainda mãe. Sete filhos adultos que a amam tanto, por quem ela tem amor também. Desses ela se lembra em alguns momentos. Mas tem ainda um bebê: o boneco que carrega com tanto afeto. Troca fralda, limpa o “pisadinho” da cabeça, nina e beija muito. “Coisa mais feliz foi quando deram ele pra mim”, me disse enquanto o embalava.

– Como ele chegou pra você, vó?
– Ah, isso eu já não lembro, tens que perguntar pra essa moça ali.

O boneco, na verdade, já acompanhou a netinha durante a infância. E agora é da avó, que brinca com ele o dia inteiro. E já que entrei nessa brincadeira, aproveitei para contar um fato:

– Eu sou a Thaysa, sua neta!

Poderia ser uma cena triste, e foi, em partes. Ela obviamente já não lembra mais de mim, não disse que estou uma “baita”. Nem sempre se lembra da neta dona do boneco, que mora com ela, imagine dos netos que pouco vê. Mas não houve constrangimento. Ao saber que é minha avó, caiu na gargalhada, arqueando as sobrancelhas com a novidade.

Foi assim que eu conheci minha nova avó Luci. Alegre, doce, passeadeira e esquecida. Assim também ela me conheceu de novo, por uns trinta segundinhos, imagino. Não acreditei, depois da visita, que passei tanto tempo sem vê-la. Da última vez, mesmo atrapalhada, ela ainda sabia que era avó. Agora, mais de um ano depois, está mais para a esperteza e fofura de uma neta.

Que crueldade desse Alzheimer, levar tantas memórias embora! Nem as novelas podem fazer parte do lazer agora, que realidade e imaginação caminham lado a lado. Assim também se acabaram as comidinhas de forno à lenha, as histórias e manhãs com cheirinho de café, vó sentada na ponta da mesa e TV ligada.

Já que não posso doar um pouco dos meus “arquivos” a ela, queira Deus que consiga conservar todas as lembranças que tenho da vó Luci, tanto antes, quanto agora. E que em meio às pecinhas do seu quebra-cabeça, ela seja feliz em sua nova infância.

Ela agora é neta. Eu também sou. Não existe muita lembrança pra quem tem Alzheimer, mas há tantas possibilidades, que a gente pode ser netas, avós, vizinhas e amigas, ao mesmo tempo, em uma conversa só. E que essa conversa aconteça mais vezes; fica de lição pra mim.

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