Eu voltei!

Em 02.01.2016   Arquivado em Cartinhas

[…] E agora é pra ficar! – comigo! – porque aqui, aqui é meu lugar. Eu voltei pras coisas que eu deixei! Eu voltei!

Já dei uma varrida nas asinhas de cupim, deixei tudo cheiroso, e agora finalmente vim estrear os posts desse ano maravilhoso no blog, que abandonei temporariamente, sempre comentando que em breve apareceria mais vezes por aqui.

Não queria dar spoilers, mas o fato é que buscarei me dedicar mais ao blog neste ano, e se tudo der certo terei mais tempo para isso, ou melhor, investirei mais tempo nisso. Sim, porque cada um é responsável pela gestão do próprio tempo, e a gente sempre arruma espaço na rotina para o que considera prioridade. Então por que não priorizar fazer algo que goste e que traga respiro às obrigações do dia a dia?

Por falar em gestão do próprio tempo, 2016 será um ano novo em muitos sentidos. Muitas mudanças ocorrerão e já estão acontecendo, mas isso é papo para outra hora.

Feliz 2016 a quem veio me visitar aqui!

A vida é uma roda gigante

Em 11.12.2015   Arquivado em Cartinhas

Já devo ter comentado aqui que, muito antes de ter o blog, eu escrevia alguns textos. Pois bem, o post de hoje é sobre algo que escrevi em 2013 e senti que deveria compartilhar por aqui, agora que oficialmente tenho um cantinho meu nas internê. Espero que goste!

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Já ouviu falar sobre como funciona uma roda-gigante? Essa é uma curiosidade que eu sempre tive, até perguntar a um professor de física que me deu explicações técnicas sobre o brinquedo. O objeto é formado por duas rodas paralelas que giram em torno de um mesmo eixo e sustentam banquinhos que balançam no decorrer do passeio. Até poderia entrar em detalhes, mas é sobre outra explicação que recebi que venho tratar: dia desses uma amiga minha, assim como aquele professor, também me explicou sobre roda gigante, mas dessa vez ela falava de mim. Quando estou feliz, a felicidade é imensa, mas quando estou triste, também entristeço pra valer, e sempre tive a sensação de que a tristeza nunca passaria. Bobagem.

Tenho cada banquinho da roda gigante como um sentimento diferente. Se hoje a tristeza está lá em cima, uma hora ela terá que descer pra deixar a alegria subir. Se hoje o dia está um saco, ele precisará terminar pra que amanhã o dia seja melhor. Se hoje há um problema gigante lá em cima, com certeza essa tal roda é maior, e ele não terá outra escolha senão “despencar” e deixar subir uma solução. Você pode até rir hoje desse texto piegas, mas um dia talvez precise se lembrar dele pra impulsionar seu ânimo.

Nada é estático. A vida é mesmo uma rotação constante que só termina quando a gente termina junto. E até lá, a responsabilidade por mantê-la em movimento é só minha, e se isso servir de conselho, só sua.

[Imagem: The Siren’s Tale]

 

Manda Goods

Em 02.12.2015   Arquivado em Sem categoria

Do jeitinho que for, sobre você, suas novidades, a vida… Como canta “Nenhum de Nós”, por favor, me traga uma notícia boa!

Final de ano está aí e, como se já não fosse um mês de pendências, as “ites” me atacaram e o pique que eu precisaria ter para colocar os jobs em dia ficou um pouco de lado, embora continue cumprindo minhas obrigações.

Mas esse post não é só sobre mim, é sobre o poder contagiante e maravilindo de um assunto leve e positivo. Sabe quando o dia está cinza e você recebe uma notícia que deixa tudo mais colorido? Quando o semblante de uma pessoa querida já te faz ver a vida de outro ângulo? Quando tudo caminha bem na sua rotina e logo vem um desejo de gratidão e realização pessoal? Pois é, são as delícias da vida.

Se esse texto fosse sobre mim, ou ainda mais específico, sobre o eu, o aqui e o agora, traria algumas lamentações, mas eis que decidi há algum tempo compartilhar somente ou principalmente boas novas, e é por isso que resolvi fazer uma lista de 5 “goods do mês”, inspirada no projeto Rotina & Rabisco.

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  1. O ano está terminando, e por mais que a gente não queira que o tempo passe rápido, essa sensação de encerrar um ciclo e começar outro dá um novo ânimo.
  2. Férias! Pode ser na praia, na piscina ou mesmo na frente de um ventilador que já fez muitos aniversários, refrescar a cuca e descansar o corpo são bons motivos para esperar com alegria as próximas semanas.
  3. Vem chegando o verão… O calor no coração! ♫ Relevando os dias em que é difícil segurar o forninho, não só para a Giovana, só de pensar em passar pelo menos um dia com sombra, pés na areia e mar azulão, já fico felizinha. E você?
  4. Então é Natal! Com ou sem frutas cristalizadas sem, por favor! essa data tem um significado especial, que difere de acordo com a fé de cada família, mas é unânime ao celebrar o amor e a união.
  5. Virada do ano. Não sei você, mas meu único ritual para esperar o ano novo é fazer um balanço das resoluções dos últimos meses e traçar novas metas. Ter uma lista do que quero fazer me dá direção, foco, e me ajuda a lembrar o porquê de muitas decisões tomadas no dia a dia.

Com essa mini lista, a vontade é pular algumas semanas e viver cada tópico desses, mas a beleza da vida é que a gente não pode acelerar os dias. Do contrário, mesmo reclamando que o tempo passa rápido, quem sabe o ajudaríamos em alguns momentos e lamentaríamos depois.

Que a gente possa viver cada dia de dezembro numa nice, compartilhar muitos goods por aí e lembrar que, apesar da ansiedade para todas essas comemorações de final de ano, os números do calendário não dizem nada. Nós somos os protagonistas do ano que vai nascer!

Sonzinho do dia e meu voto de silêncio

Em 20.11.2015   Arquivado em Música

Final de ano é sempre corrido, a gente quer deixar tudo redondinho nessa reta final e poder entrar em férias sem a sensação de que algo está pendente. É por isso (e por uma amigdalite insistente e a cabeça fumaçando de tanto usar a criatividade no trabalho) que o blog está meio paradão.

Aí resolvi passar aqui só para que, caso me visite, você não achar que eu tenha feito um voto de silêncio nas últimas semanas.

Aos poucos volto a atualizar o blog e em breve terei mais tempo para escrever (mudanças à vista).

Para você que, assim como eu, está atolado de coisas para fazer, sentindo uma certa sobrecarga de informações nos últimos dias e querendo um pouco de paz, as dicas são evitar gastar energia demais em coisas pequenas, focar nas suas prioridades, se cobrar menos e ouvir essa musiquinha aqui embaixo, com dois dos meus cantores brasileiros preferidos. Ah! Cantá-la é uma dica bônus. Não sei vocês, mas eu me sinto aliviada depois de soltar o gogó.

Adoráveis links [3] – Dia do Design

Em 05.11.2015   Arquivado em Design

Já faz mais de dois meses que não apareço com links por aqui, mas hoje resolvi fuçar minhas pastas de Favoritos e compartilhar conteúdos bacanudos por um motivo especial: é Dia do Design!

 

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[Imagem: Design Furb]

Escolhi essa área de formação de um jeito bem intuitivo, acho até que ela me escolheu. Nunca pesquisei muito sobre as graduações disponíveis no mercado e suas áreas de atuação, simplesmente foquei no que mais tinha a ver com criatividade, desafios e co-criação e “plim”, apareceu meu quase vizinho contando sobre o curso. Daí em diante, eu e o Design fomos nos conhecendo melhor, tivemos algumas crises, mas hoje não me arrependo em nenhum momento do curso que escolhi e do leque de possibilidades que ele me abriu.

Então tá, vamos compartilhar amô:

A Camila do blog Meninices da Vida falou esses dias sobre a facul dela, na Universidade Feevale. Eu fiz a graduação na FURB, mas as disciplinas foram bem parecidas, então fica a dica pra quem quer saber mais sobre essa escolha acadêmica.

Thalita surgiu na minha vida semana passada, quando descobri o canal Amarelo Criativo. Ela fala sobre vida de freelancer, entrevista profissionais do universo criativístico e chora as pitangas sobre o dia a dia do designer daquele jeito que você assiste e pensa “só vi verdades”.

Eu visito o Follow the Colours todos os dias para ter doses de inspiração e fofuras. O blog publica, entre outros assuntos, muitos projetos de designers em diferentes fases da carreira profissional.

E pra quem deseja conhecer de pertinho a vida do designer, seja por vontade de seguir a profissão, afinidade com a área criativa ou simplesmente curiosidade, semana que vem acontece a Designaholic na FURB, aqui em Blumenau. O centro acadêmico do curso está me deixando mais orgulhosa a cada dia, é sensacional acompanhar o empenho deles. Não sei se conseguirei ir todos os dias, mas a programação de palestras e workshops está linda de ver. Dá uma olhadinha na página do Facebook do evento.

Ainda quero falar sobre a regulamentação da profissão de designer aqui, mas resolvi deixar de fora da seleção de links porque o tema é polêmico, mais do que mamilos.

Feliz Dia do Design – e do designer – a todos que estudam incansavelmente sobre Gestalt, Teoria da Cor, Semiótica, Antropologia e tantos outros conceitos que vão muito além de fazer um desenho bonito. Que a nossa profissão seja valorizada, e isso começa pelo respeito que temos uns com os outros e pela forma como apresentamos nossos projetos e destacamos a importância do Design para a sociedade.

Uni-vos, migos!

Vida de Host: sexta semana

Em 03.11.2015   Arquivado em Vida de host

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Chegamos ao último resumão da “Vida de Host” da Amira! Vim contar um pouquinho sobre a sexta semana, e vou tentar ser o mais leve e animada possível, porque ó, saudadinha não está fácil.

A semana das meninas começou com uma trégua no tempo, para nossa alegria. A Hind e a Amira aproveitaram a terça-feira sem chuva para visitar o bairro Nova Rússia, uma região de Blumenau com cachoeiras e mata preservada. A Mirella, que é prima do Rafa (namorado), fez companhia a elas. Obrigada, Mi!

Nos dias seguintes, as meninas compraram brinquedos para as crianças do Lar Bethel, instituição para a qual trabalharam voluntariamente durante o intercâmbio da AIESEC. Apesar das saídas para comprinhas, a Amira passou bastante tempo comigo e com minha mãe. Conversamos muito!

Sexta-feira, ela tirou o dia para descansar, e já mostrava sinais de desânimo por ter que se despedir da gente. À noite, enquanto foi ao shopping com a Hind e a Julia (prima), eu e a mãe saímos para comprar um presentinho. Escolhemos um par de chinelos Havaianas bem bonito, com estampa inspirada nas praias brasileiras, e decoramos com pingentes da bandeira do Brasil.

Assim que chegamos em casa, a mãe já quis dar o presente – ela é dessas que fica ansiosa para presentear logo. A Amira amou, nos abraçou, beijou e agradeceu muitas vezes. (Também demos algumas lingeries, e a reação foi “Oh-la-laaa!”)

Mais tarde, eu e o Rafa conversamos com ela sobre o intercâmbio. Para nossa surpresa, ela disse que foi a melhor experiência da vida. Contou pra gente um pouquinho de como é sua rotina da Bélgica, e confessou estar angustiada por sua volta. Acho que é como a Michelle do Cabide Colorido contou uma vez por vídeo: quando você mora em outro país, ainda que por pouco tempo, tem a sensação de uma vida paralela.

Sábado levamos a Hind e a Amira para conhecer o Molhes da Barra, na cidade de Itajaí. É um lugar bem interessante: o molhe é um divisor entre o Rio Itajaí Açú e o mar, então de um lado a água estava laranja e barrenta, do outro, verde escura.

O passeio teria sido muito divertido, se não tivesse escapado por pouco de ter sido assaltada. Acho que a câmera chamou a atenção, e uns caras começaram a seguir a gente até o estacionamento. Felizmente, nos abrigamos em uma barraca de caldo de cana até que pararam de olhar e foram embora. Ps.: Não comentei absolutamente nada com as meninas, e elas também não questionaram, mas acho que entenderam a situação.

Domingo foi dia de almoço de família, e a Hind estava lá em casa com a gente. A Amira aprendeu com meu irmão a preparar salmão e fazer molho de manga e gengibre, que ficou uma delícia! Enquanto ele colocou a mão na massa, lá estava ela com as anotações, pra lá e pra cá. O cardápio da família dela em Bruxelas vai ganhar um “up” pelo tanto de receitas que quis aprender aqui!

Fim de tarde, eis que a choradeira começou. A Hind precisou se despedir da minha família, e chorou muito quando chegou a vez da mãe. :/

Mais tarde, chegou a vez da Julinha ir embora, e a choradeira parte 2 foi entre ela e a Amira.

O auge da noite foi um momento emocionante entre eu, Amira, Rafa e mãe. Ela apareceu na sala com uma carta escrita em português e leu pra gente, com a voz embargada. Acho que, de todo o processo de despedida, esse foi o momento mais doloroso.

No dia seguinte, logo cedo, a Amira se despediu da minha mãe, e mais uma vez disse que foi a melhor experiência que teve. No caminho até a estação de embarque, fomos conversando – sem lágrimas – sobre toda a experiência. Aproveitei o assunto para ensinar a palavra “saudade”, que não tem tradução.

Deixei a Amira e a Hind na estação de ônibus e me despedi rapidamente delas, dessa vez um pouco mais serena. Eu e Amira nos abraçamos muito e a agradeci por tudo. Logo chegou o momento de guardar a bagagem e partir, foi quando segui meu caminho para o trabalho, agora sim, produzindo água para a Cantareira.

Contando assim parece que a despedida não compensa todo o restante da “Vida de Host”, mas nem de longe quero passar essa impressão. Na verdade, tivemos uma conexão que jamais imaginaríamos. A experiência foi realmente transformadora, mesmo em âmbitos da nossa vida que nem compartilhamos com a Amira.

Foram só seis semanas de uma amizade que não terá fim com o aumento da distância. Skype, Facebook e outros recursos estão aí para que a gente mantenha contato, e a possibilidade de ir visitá-la ou recebê-la de novo um dia é bem grande. \o/

Vida de host: quinta semana

Em 26.10.2015   Arquivado em Vida de host

Ê, saudade! Deixei a Amira e a Hind na estação de embarque hoje de manhã. A despedida da Amira ontem e hoje foi uma choradeira só. Mas vamos voltar um pouquinho a fita: fiz um resumão da quinta e penúltima semana de “Vida de Host”. Teve chuva, planejamento de viagem, momentos em família, Oktober e a clássica pergunta: “caso ou compro uma bicicleta?”.

A semana começou com o feriado de 12 de outubro. Nós aproveitamos o dia para descansar, já que fomos para a Oktoberfest domingo e o tempo estava chuvoso, como nas últimas semanas.

A Hind passou o dia conosco também, e conversamos muito durante a tarde. Ela nos apresentou o Hammam, que em árabe quer dizer algo como “banho”. Trata-se de uma tradição que envolve sauna, massagem, esfoliação e relaxamento. Algo como um dia no spa, só que por um preço muito inferior ao praticado no Brasil e em um lugar lindo, calmo e com decoração típica.

O Hammam surgiu para providenciar momentos de higiene e saúde. Ao fazer o tratamento, primeiramente você fica em uma sala com vapor, para abrir os poros. Depois, uma série de procedimentos são realizados, e variam de acordo com o local. Na maioria dos casos, faz-se uma esfoliação com sabão preto e outros sais, massagem e limpeza. Depois, você ainda migra para outra sala e fica um tempo relaxando antes de sair.

Nos Hammams tradicionais, muitas pessoas ficam juntas no mesmo ambiente, o que para nós soou bem estranho, porque estão todos nus ou seminus. É claro que homens e mulheres são separados, mas ainda assim a cena não parece muito confortável, pelo menos para mim e para o Rafa.

A boa notícia é que existem opções mais intimistas. Alguns Hammams modernos do Marrocos permitem que você faça o tratamento sozinho ou com poucas pessoas, reservando com antecedência. Bacana, né?!

A Hind faz o Hammam todo mês, já é uma espécie de necessidadea ela, e o melhor: paga no máximo o equivalente a 30 reais aqui. Quando é minha vez de fazer isso aí mesmo?!

A semana seguiu com a Amira mais abrasileirada do que nunca, anotando freneticamente as receitas da minha mãe, conversando sobre vários assuntos conosco e, como sempre, de olho na previsão do tempo.

Sexta-feira é o day off delas no trabalho voluntário, então resolveram ir para Bombinhas com a Maria, membro da AIESEC. O tempo estava cinza e com cara de chuva, mas elas são tão otimistas que saíram de casa de biquíni e vestido. A Amira só pegou casaco porque a “Host mãe” (ela chama a mãe assim, às vezes) avisou. Bendita foi essa jaqueta!

As meninas ficaram sexta e sábado em Bombinhas e tiveram que recorrer aos pijamas para não passar frio. O tempo tem trollado muito, não dá pra confiar na previsão. Pelo menos elas conheceram a praia e acharam tudo muito lindo. E a companhia também agradou muito, elas adoram a Maria! Ainda quero conhecê-la.

Domingo teve almoço de família lá em casa com meu irmão, esposa e filhos, Rafa, irmã dele e cunhado, e a Master Chef Mãe. A Hind dormiu lá de novo e finalmente conheceu o pessoal.

Depois do rango, a surpresa: sol de rachar, daquele que queima se você ficar meia horinha sem protetor. WHY???

As meninas conheceram o clássico “sol na lage”, porque com a instabilidade do tempo, nem ousamos ensaiar um passeio.

À noite resolvemos aproveitar o sossego do domingo para ir para a Oktober de novo, dessa vez para jantar algo típico e mostrar todos os setores para as gringas. Quando estávamos saindo, a Hind se despediu da minha mãe e disse que ela se lembra muito da família quando está lá em casa, se sente bem à vontade, e agradeceu por tudo. Que bom saber que, além da casa da Belisa, ela também se sente confortável conosco e que ganhou uma segunda host family!

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Na Oktober comemos pratos alemães, dançamos, tiramos fotos, e passeamos por todos os setores. Mesmo morando em Blumenau, esqueço que há dias mais calmos que o agitado sábado a noite. É claro que ele tem sua valia, mas é gostoso ir com a família e os amigos em momentos tranquilos.

Perto da meia noite, deixamos a Hind em casa e fomos descansar, porque a segunda nos esperava e o horário de verão já chegou elevando o sono ao modo hard! Logo logo a gente se acostuma com a mudança.

Bônus: lembra que comentei no início do post sobre casar ou comprar uma bicicleta? Eu e o Rafa conversamos muito sobre o futuro e temos as nossas economias. Com a empolgação de viajar para o Marrocos e a Bélgica, e ao mesmo tempo o desejo de ter o nosso canto (sem pressão, não é plano pra já), a gente tem revisto muitas de nossas metas para que seja possível conhecer outros países. Como essa experiência de host impacta, né?!

Sei que o relato da quinta semana estava atrasado, mas prontinho, aí está. O resumão da última semana sairá em breve, assim que eu tiver melhorzinha para contar tudo sem levar para o lado tristinho da coisa, porque a gente estava em clima de despedida desde sexta.

Boa semana a você, e a mim também. Espero terminá-la sem amigdalite, porque não está sendo fácil.

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Dia do professor, ou aquele abraço

Em 15.10.2015   Arquivado em Cartinhas

Meus professores de Português não me ensinaram apenas a ler, escrever e falar a língua nativa. Também me ensinaram a interpretar o que leio e escuto, argumentar sobre assuntos importantes, e a me apaixonar pela comunicação, meu trabalho e hobby hoje. Ah, e me ensinaram que algumas coisas da vida não consigo entender, mas tenho que aceitar, tipo o uso da crase e a diferença entre onde e aonde.

Meus professores de Matemática, Física e Química me ensinaram fórmulas que eu nunca mais usei. Mas graças a eles eu entendo de juros, planilha de gastos, noções de espaço, tempo e gravidade e por que não devo jogar uma bala de menta no refrigerante. Entre essas e outras coisas, me ensinaram também que pra tudo na vida tem um macete, e se você encontrá-lo os problemas são mais fáceis de resolver.

Geografia e História me ensinaram mais do que capitais, relevo e datas de revoluções sobre as quais não sei dissertar com detalhes hoje em dia. Me deram noção do mundo.

Os professores de Inglês e Espanhol me ensinaram duas das línguas que gostaria de aprender. Mas, sobretudo, mostraram que as atividades sobre idiomas em sala de aula não seriam o suficiente. E o futuro tem confirmado isso.

Os professores de Educação Física me incentivaram a estudar bastante, porque eu não sou muito boa em esportes. Mas mais do que isso, me ensinaram a trabalhar em equipe e perder com dignidade. Vai, Porpetas!

Tive também Ensino Religioso, matéria polêmica. Mas meus professores dessa disciplina, mesmo tendo estudado em colégio católico, ensinaram muito além das crenças dessa religião. Aqui quero destacar o Jader, cara humilde, carismático, que mostrou que tratar as pessoas de igual pra igual pode custar caro às vezes, mas nada paga o preço de ser verdadeiro consigo mesmo e com os outros.

Nem preciso falar de tudo que aprendi com meus professores de Música, Artes e outras matérias relacionadas ao universo criativo. Não foi por acaso que escolhi quase que intuitivamente a profissão de designer.

Por falar nisso, gratidão a você que me falou sobre Bauhaus, Semiótica, Gestalt, Psicologia das Cores, Design Thinking, Economia Criativa e tantos outros conceitos que me fazem amar o Design. Obrigada até mesmo aos professores que me incentivaram a projetar móveis e luminárias, quando eu queria mesmo era desenvolver serviços e pender para o Design Gráfico. Vocês me ajudaram a ser uma acadêmica pensante e não uma aluna passiva diante dos conteúdos ministrados em sala de aula.  Em especial aqui, agradeço à Josi que não lecionou pra minha turma, mas embarcou comigo no desafio do TCC, mostrando que designer de produto também pode – e deve – pensar em comunicação, interface gráfica e formas “enxutas”, bem mais simples do que um abajur ou um chuveiro tecnológico.

Aos professores, muito obrigada pela dedicação, paciência, exemplo, acolhimento e pegadas no pé. Se deposito amor no que faço hoje, é porque lá atrás, ao lado da minha família, tive pessoas que mostraram amar o que faziam. Como li em algum lugar hoje cedo, desejo a vocês o salário

E “aquele abraço” especial de hoje vai para tia Lu, Tânia, Vânia, Camargo, Jader, Dante, Tales e Ilson.

Vida de host: quarta semana

Em 12.10.2015   Arquivado em Vida de host

Alô, Blumenau! Bom dia, Brasil! 19 dias de folia!

Essa semana começou a Oktoberfest, tradicional festa germânica da cidade. Além da Amira, quem também veio prestigiar a festa foi a chuva, que pelo jeito vai nos acompanhar até o final do intercâmbio (não me escute, São Pedro!).

Quarta-feira teve o desfile de abertura, mas fomos ao aniversário da minha sobrinha Mariah. A Amira foi conosco e comprou dois presentinhos fofos pra ela. Conheceu o “Parabéns” português, comeu uma torta deliciosa de frango que também era novidade pra ela, e docinhos como pão de mel e brigadeiro de leite ninho com Nutella. Ah, essa comida daqui! <3 

Sexta as meninas aproveitaram o dia para passear com a Belisa, depois foram para a casa dela fazer uma troca: tiveram aula de português e a ajudaram com o francês. A Amira acabou dormindo lá e nos vimos só no outro dia. Notei que essa semana ela está especialmente empolgada com os aprendizados do intercâmbio, provavelmente porque gosta daqui e já está super familiarizada, o que motiva a querer saber mais.

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Sábado o tempo colaborou (agora vai!) e assistimos ao desfile da Oktober. Até pegamos uma chuvinha leve, mas nem vou reclamar porque foi tudo lindo. E para fechar, aproveitamos que domingo era véspera de feriado para levá-las a festa, com trajes típicos e tudo. Elas ficaram boa parte do tempo sentadas ou observando a multidão e fazendo vídeos. Achamos que não curtiram muito, mas talvez os brasileiros é que são mais bagunceiros nessas ocasiões mesmo. Elas amaram se vestir de fridas e tiraram muitas selfies. Finalizamos a noite com uma batata-recheada bem gostosa.

Ah, deixa eu voltar ao sábado rapidinho: as meninas falaram que na Bélgica e no Marrocos os apliques brasileiros são bem procurados, e as mulheres do Brasil são conhecidas por seus cabelos bonitos (pra gente é normal, mas elas reparam bastante nisso aqui). Aí a Amira mostrou pra gente um aplique e eu e o Rafa provamos! Me senti uma sereia, a Rapunzel, ou qualquer outra personagem cabeluda. A gente tirou um monte de fotos. Foi engraçado!

Esta semana o relato talvez entre em um clima de nostalgia/bad vibes, porque a gente fez as contas e vimos que falta muito pouco para elas irem embora. Achei um ponto negativo da experiência: o apego seguido pela saudade. Mas não quero pensar sobre isso agora não, em vez disso, eu e o Rafa já estamos pensando em roteiros para quando formos visitá-las. Vai ser lindo conhecer a Bélgica e o Marrocos, e vê-las de novo – especialmente a Amira – vai dar um quentinho no coração, já posso sentir agora.

Vida de host: terceira semana

Em 05.10.2015   Arquivado em Vida de host

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Oii, tirei um tempinho para resumir essa semana como host family, que não teve muitas novidades. Agora que a empolgação de rever a prima passou (contei sobre a chegada da Hind lá na segunda semana), a Amira passou mais tempo em casa, e por isso aprendeu novas palavras e conversou bastante com a minha mãe. As duas, apesar de não terem um idioma em comum, se entendem bem, pois têm a mesma vontade de estabelecer a comunicação. Isso é muito legal!

Essa semana continuou bem chuvosa aqui na cidade, estamos preocupadas com o tempo, porque as meninas querem conhecer as praias da região. Há outras atrações na cidade, mas o que elas mais gostam de ver são as paisagens naturais.

Já que o final de semana não deu praia, a Amira e a Hind preparam um jantar marroquino aqui em casa. Chamamos a Belisa, o Rafa e a Ju e comemos pratos que, mesmo com ingredientes familiares, tinham o tempero bem diferente do que costumamos fazer aqui.

As meninas fizeram uma salada com batatas, ovos, beterraba e azeitona, e prepararam duas carnes diferentes: frango com cominho, cúrcuma, folhas de louro e outras especiarias, e alcatra bovina com ameixa, canela e amêndoas e mais ingredientes. Gostamos das duas opções, mas como não sou fã de ameixa, a primeira foi minha preferida.

Domingo foi dia de zoológico! A Belisa foi com a Amira, a Hind e a Ju ao Zôo de Pomerode, enquanto eu e o Rafa demos uma volta pela cidade, tomamos um café colonial exagerado no Torten Paradies e um Chopp na Shornstein. Depois nos reunimos novamente no Torten e as meninas adoraram as cucas, tortas e outras gostosuras de lá. A gente só não lanchou de novo porque não coube!

[Foto da Prefeitura: Blog do Jaime]

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