Movida por aí: Alagoas e Pernambuco

Em 09.09.2016   Arquivado em Movida por aí

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Em março deste ano eu e o Rafa tiramos miniférias para visitar o nordeste brasileiro e aproveitar alguns dias de praia, já que final do ano não passamos um tempo no litoral, como de costume.

Assim que voltamos, comecei de verdade na correria da vida de freela e perdi o timing para compartilhar aqui no blog sobre a nossa viagem. Mas cá estou, antes tarde do que mais tarde, para mostrar alguns lugares que adoramos conhecer.

Saímos de Curitiba beeem cedo no dia 22 de março com destino a Maceió (quem compra passagens em promoção vai entender o horário). Logo que chegamos à cidade, fizemos a nossa tradicional caminhada para reconhecimento de território. Conhecemos a orla, que fica há poucos metros de onde estávamos hospedados – obrigada, Cilene e Rodrigo!, e nossa primeira impressão foi ótima.

Praia do Gunga

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Bem perto da cidade de Maceió, essa foi a primeira praia que visitamos. Foram cerca de 30km de carro até chegar ao local, uma paisagem com a maior quantidade de coqueiros que já vi na vida. O dia estava nublado e, mesmo assim, o mar alagoano já nos mostrou sua cor surpreendente. Outra novidade foi a parede de corais que “cerca” a Praia do Gunga, algo que não costuma fazer parte da paisagem do litoral catarinense.

Encerramos o primeiro dia de passeio com um programa clássico de turista em Maceió: jantar no Bodega do Sertão.

Praia Mirante da Sereia

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Seguimos nosso roteiro de viagem com destino a Maragogi. Ao parar em um posto para abastecer o carro e o pânceps com um café da manhã gostoso, resolvi atravessar a rua para olhar a paisagem de um mirante, e fiquei hipnotizada pela beleza. A manhã ensolarada deixou o mar ainda mais incrível, e lá entre as ondas, tinha uma estátua de sereia sobre os corais que chamou minha atenção.

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O Foursquare me informou que estava no Mirante da Sereia e mostrou algumas avaliações reclamando da falta da estrutura, mas particularmente, prefiro praias bem cuidadas e um pouco desertas, àquela muvuca de areias tomadas por mesas de restaurantes e vendedores circulando o tempo todo.

Maragogi

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Certamente, um dos pontos altos da nossa viagem foi chegar a esse lugar tão mágico. Maré baixa, faixa de areia enorme, águas muito claras e sem ondas nos esperavam para o passeio de barco até os galés de Maragogi.

Lá, além de observar peixes bem de pertinho e recifes de corais com ajuda do snorkel, tive uma das experiências mais diferentes da minha vida: mergulho! A superação pessoal ao topar o scuba diving foi tão grande que tem até um post especial sobre esse momento aqui.

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O passeio durou somente uma manhã, mas adoramos passar o dia todo na cidade. Depois de aproveitar a praia durante a tarde, caminhamos pela calçada pertinho da orla e finalmente provamos a tapioca nordestina. Uma delícia!

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Ficamos na pousada Kaimoana, que era a mais em conta na época em que pesquisamos, e valeu a pena. Quarto amplo com varanda de frente para o mar e café da manhã já com os pés na areia.

Porto de Galinhas

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Passamos a noite em Maragogi, e no dia seguinte, depois de um café reforçado, seguimos nossa viagem de carro em direção a Pernambuco, com destino a Porto de Galinhas. Assim como a praia anterior, esta também fez parte do ponto alto da nossa viagem, já que o mar pernambucano é igualmente maravilhoso.

Porto de Galinhas tem corais que conseguimos acessar nadando ou mesmo de pé nos períodos de maré baixa. Lá foi o lugar onde mais vimos espécies diferentes de animais marinhos, mesmo com a experiência do scuba diving no dia anterior.

Nosso roteiro inicialmente destinava só um dia para conhecer a cidade, mas gostamos tanto de lá que resolvemos passar todo o final de semana. Mesmo à noite, Porto de Galinhas tem seus encantos. O centrinho da cidade é super charmoso, com apresentações de danças, lojinhas com artesanato e várias opções de barzinhos e restaurantes.

Único ponto negativo (além do joelho envenenado, rs): lembra o que comentei sobre a praia Mirante da Sereia? Porto de Galinhas é o oposto: tem estacionamento, chuveiros, e restaurantes que infelizmente ocupam toda a extensão de areia. Apesar de uma boa estrutura, achei muvucado demais.

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A visita à cidade terminou quando eu acidentalmente bati com o joelho na parede de corais no fim da tarde de domingo e tive que ir para a emergência e levar uma Senhora Injeção para conter a ação das toxinas. Mas exceto pelo pão francês no meio da perna esquerda, deu tudo certo, o atendimento foi rápido bom e esse episódio só deixa a história da viagem mais engraçada.

São Miguel dos Milagres

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A situação é a seguinte: duas pessoas cansadas viajando por uma rodovia pouco iluminada, deserta e uma delas com o joelho machucado. Foi assim que recomeçou nossa road trip, agora com destino a São Miguel.

Por ser noite e termos brincado com peixinhos o dia todo, a distância de mais de 100km entre Porto de Galinhas e São Miguel dos Milagres, que já é grande, se multiplicou. Quando achamos que já estávamos chegando, encontramos uma cidadezinha que estava em festa, e paramos para um respiro (e um rango). Não era nosso destino, mas felizmente, dali em diante foram só mais alguns minutos de carro até a pousada.

No dia seguinte, finalmente conhecemos o Milagre de São Miguel: uma praia deserta, com águas claríssimas e muitos corais. Ao contrário dos lugares que visitamos anteriormente, a areia tinha uma textura leve de lodo, o que não nos permitiu ver tantos peixinhos. Ainda assim, conseguimos andar sobre corais e apreciar a vista incrível do lugar. De novo, não encontramos muita “estrutura” na praia, o que não nos incomoda porque havia um pequeno estabelecimento de coquetéis e lanchinhos, e não estávamos distantes de onde nos hospedamos.

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Ficamos na pousada Riacho dos Milagres, onde cada quarto é na verdade uma casinha colorida com cama, TV, banheiro, geladeira, pia e mesa de jantar.

Pajuçara

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Nossa visita ao nordeste encerrou com uma visita ao Mirante de São Gonçalo e uma voltinha na praia de Pajuçara, em Maceió. O visual é lindo e o dia estava bem ensolarado, mas infelizmente a água estava cheia de algas marinhas e não deu para aproveitar muito o mergulho.

Ainda assim, nos despedimos em grande estilo da cidade com uma vista incrível e um clima de verão que só veremos por aqui no final de dezembro.

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Saudades, Nordeste! Vou voltar, bichinho!

Se você já foi pra lá e concorda com minhas percepções, tem uma opinião diferente sobre as praias ou quer dicar de viagens para quando viajar para os mesmos destinos, comente aqui embaixo!

O Movida por aí volta outro dia para contar sobre nossa breve visita a Brasília, conexão que fez parte do retorno de Maceió.