Movida por aí: Alagoas e Pernambuco

Em 09.09.2016   Arquivado em Movida por aí

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Em março deste ano eu e o Rafa tiramos miniférias para visitar o nordeste brasileiro e aproveitar alguns dias de praia, já que final do ano não passamos um tempo no litoral, como de costume.

Assim que voltamos, comecei de verdade na correria da vida de freela e perdi o timing para compartilhar aqui no blog sobre a nossa viagem. Mas cá estou, antes tarde do que mais tarde, para mostrar alguns lugares que adoramos conhecer.

Saímos de Curitiba beeem cedo no dia 22 de março com destino a Maceió (quem compra passagens em promoção vai entender o horário). Logo que chegamos à cidade, fizemos a nossa tradicional caminhada para reconhecimento de território. Conhecemos a orla, que fica há poucos metros de onde estávamos hospedados – obrigada, Cilene e Rodrigo!, e nossa primeira impressão foi ótima.

Praia do Gunga

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Bem perto da cidade de Maceió, essa foi a primeira praia que visitamos. Foram cerca de 30km de carro até chegar ao local, uma paisagem com a maior quantidade de coqueiros que já vi na vida. O dia estava nublado e, mesmo assim, o mar alagoano já nos mostrou sua cor surpreendente. Outra novidade foi a parede de corais que “cerca” a Praia do Gunga, algo que não costuma fazer parte da paisagem do litoral catarinense.

Encerramos o primeiro dia de passeio com um programa clássico de turista em Maceió: jantar no Bodega do Sertão.

Praia Mirante da Sereia

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Seguimos nosso roteiro de viagem com destino a Maragogi. Ao parar em um posto para abastecer o carro e o pânceps com um café da manhã gostoso, resolvi atravessar a rua para olhar a paisagem de um mirante, e fiquei hipnotizada pela beleza. A manhã ensolarada deixou o mar ainda mais incrível, e lá entre as ondas, tinha uma estátua de sereia sobre os corais que chamou minha atenção.

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O Foursquare me informou que estava no Mirante da Sereia e mostrou algumas avaliações reclamando da falta da estrutura, mas particularmente, prefiro praias bem cuidadas e um pouco desertas, àquela muvuca de areias tomadas por mesas de restaurantes e vendedores circulando o tempo todo.

Maragogi

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Certamente, um dos pontos altos da nossa viagem foi chegar a esse lugar tão mágico. Maré baixa, faixa de areia enorme, águas muito claras e sem ondas nos esperavam para o passeio de barco até os galés de Maragogi.

Lá, além de observar peixes bem de pertinho e recifes de corais com ajuda do snorkel, tive uma das experiências mais diferentes da minha vida: mergulho! A superação pessoal ao topar o scuba diving foi tão grande que tem até um post especial sobre esse momento aqui.

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O passeio durou somente uma manhã, mas adoramos passar o dia todo na cidade. Depois de aproveitar a praia durante a tarde, caminhamos pela calçada pertinho da orla e finalmente provamos a tapioca nordestina. Uma delícia!

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Ficamos na pousada Kaimoana, que era a mais em conta na época em que pesquisamos, e valeu a pena. Quarto amplo com varanda de frente para o mar e café da manhã já com os pés na areia.

Porto de Galinhas

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Passamos a noite em Maragogi, e no dia seguinte, depois de um café reforçado, seguimos nossa viagem de carro em direção a Pernambuco, com destino a Porto de Galinhas. Assim como a praia anterior, esta também fez parte do ponto alto da nossa viagem, já que o mar pernambucano é igualmente maravilhoso.

Porto de Galinhas tem corais que conseguimos acessar nadando ou mesmo de pé nos períodos de maré baixa. Lá foi o lugar onde mais vimos espécies diferentes de animais marinhos, mesmo com a experiência do scuba diving no dia anterior.

Nosso roteiro inicialmente destinava só um dia para conhecer a cidade, mas gostamos tanto de lá que resolvemos passar todo o final de semana. Mesmo à noite, Porto de Galinhas tem seus encantos. O centrinho da cidade é super charmoso, com apresentações de danças, lojinhas com artesanato e várias opções de barzinhos e restaurantes.

Único ponto negativo (além do joelho envenenado, rs): lembra o que comentei sobre a praia Mirante da Sereia? Porto de Galinhas é o oposto: tem estacionamento, chuveiros, e restaurantes que infelizmente ocupam toda a extensão de areia. Apesar de uma boa estrutura, achei muvucado demais.

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A visita à cidade terminou quando eu acidentalmente bati com o joelho na parede de corais no fim da tarde de domingo e tive que ir para a emergência e levar uma Senhora Injeção para conter a ação das toxinas. Mas exceto pelo pão francês no meio da perna esquerda, deu tudo certo, o atendimento foi rápido bom e esse episódio só deixa a história da viagem mais engraçada.

São Miguel dos Milagres

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A situação é a seguinte: duas pessoas cansadas viajando por uma rodovia pouco iluminada, deserta e uma delas com o joelho machucado. Foi assim que recomeçou nossa road trip, agora com destino a São Miguel.

Por ser noite e termos brincado com peixinhos o dia todo, a distância de mais de 100km entre Porto de Galinhas e São Miguel dos Milagres, que já é grande, se multiplicou. Quando achamos que já estávamos chegando, encontramos uma cidadezinha que estava em festa, e paramos para um respiro (e um rango). Não era nosso destino, mas felizmente, dali em diante foram só mais alguns minutos de carro até a pousada.

No dia seguinte, finalmente conhecemos o Milagre de São Miguel: uma praia deserta, com águas claríssimas e muitos corais. Ao contrário dos lugares que visitamos anteriormente, a areia tinha uma textura leve de lodo, o que não nos permitiu ver tantos peixinhos. Ainda assim, conseguimos andar sobre corais e apreciar a vista incrível do lugar. De novo, não encontramos muita “estrutura” na praia, o que não nos incomoda porque havia um pequeno estabelecimento de coquetéis e lanchinhos, e não estávamos distantes de onde nos hospedamos.

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Ficamos na pousada Riacho dos Milagres, onde cada quarto é na verdade uma casinha colorida com cama, TV, banheiro, geladeira, pia e mesa de jantar.

Pajuçara

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Nossa visita ao nordeste encerrou com uma visita ao Mirante de São Gonçalo e uma voltinha na praia de Pajuçara, em Maceió. O visual é lindo e o dia estava bem ensolarado, mas infelizmente a água estava cheia de algas marinhas e não deu para aproveitar muito o mergulho.

Ainda assim, nos despedimos em grande estilo da cidade com uma vista incrível e um clima de verão que só veremos por aqui no final de dezembro.

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Saudades, Nordeste! Vou voltar, bichinho!

Se você já foi pra lá e concorda com minhas percepções, tem uma opinião diferente sobre as praias ou quer dicar de viagens para quando viajar para os mesmos destinos, comente aqui embaixo!

O Movida por aí volta outro dia para contar sobre nossa breve visita a Brasília, conexão que fez parte do retorno de Maceió.

 

Movida por aí: 5 coisas para fazer em Porto Alegre

Em 03.08.2016   Arquivado em Movida por aí

Voltei com o “Movida por aí”! Estou empolgada para compartilhar alguns dos lugares que curti visitar e coisas que gostei de fazer na última viagem improvisada com o boy, no segundo final de semana de julho.

Para entenderem o nível do improviso, essa viagem aqui foi realizada porque o Rafa tinha milhas para gastar, um prazo curto para isso, e Porto Alegre era a única cidade que se encaixava no limite.

Assim que chegamos à capital do Rio Grande do Sul e fizemos aquela tradicional caminhada que chamamos de “reconhecimento de território”, já sentimos que esse passeio renderia pra caramba, pois a tal pernadinha pelo quarteirão rendeu um dia inteiro de atividades fora do hotel.poa-thaysa2

City Tour

Foi oficialmente a primeira vez que eu e Rafa investimos em um city tour, e certamente pesquisaremos sobre esse tipo de passeio em outras cidades que viermos a conhecer. Logo no primeiro dia em Porto Alegre, descobrimos a Linha Turismo, que apresenta de uma forma especial alguns pontos turísticos da cidade, em um ônibus com o segundo andar aberto e informações históricas e curiosidades a todo o momento enquanto apreciamos os atrativos gaúchos.

A empresa conta com duas opções de roteiros, sendo o tour Centro Histórico o nosso escolhido. Embarcamos em frente ao Shopping Barra Sul e conhecemos o Parque da Redenção (Farroupilha), o Parque Moinhos de Vento (Parcão), o Mercado Público, a Usina do Gasômetro e a Fundação Iberê Camargo. Durante o passeio, ainda conhecemos outros pontos turísticos como o Estádio Beira-Rio.

O tour custa R$ 25 durante a semana e oferece opção de embarque e desembarque em alguns pontos durante o trajeto, o que nos interessou muito, já que muitos ônibus de turismo não dão esse espaço para parar, entrar nos lugares, fotografar de pertinho, etc.

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Pernada pelo Centro Histórico

É certo que no primeiro dia do passeio, o city tour nos possibilitou conhecer vários pontos historicamente importantes para a cidade, mas nada como uma caminhada para explorar o local. Recomendo fortemente uma boa pernada pelo Mercado Público (vale conferir os estandes), a Praça da Matriz, a Praça da Alfândega e a Rua dos Andradas, onde se encontram monumentos como a Catedral de Porto Alegre, a estátua de mais de vinte metros de altura feita em homenagem à Júlio de Castilhos e outros pontos turísticos.

Imagem: Destemperados.

Imagem: Destemperados.

Dirty Old Man

Quase não encontramos o local, mesmo recorrendo ao mapa, mas que grata surpresa para um sábado à noite! O Dirty Old Man, localizado na Cidade Baixa, é um daqueles barzinhos super aconchegantes com uma variedade de drinks, cervejas e, pra ganhar de vez meu coração, lanches gostosos saindo da cozinha. Inspirado em Bukowski, o bar homenageia o escritor até mesmo no cardápio, coloquial e sem rodeios.

Destaque também para a música ambiente, que após “Every breath you take” voltou a ter meus elogios com bom e velho rock, volume bom para conversar e repertório variado.

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Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS

Mesmo que tenhamos chego tarde demais para explorar todo o museu e que o celular do Rafa tenha dificultado ainda mais a visita por resolver mergulhar em uma valeta, sigo recomendando que conheça o Museu da PUC se for à Porto Alegre.

Diferente de um lugar totalmente expositivo e recheado com placas de “não toque” e “entrada restrita”, o espaço tem muitas atrações interativas que permitem tocar, visualizar, ouvir viver situações diferentes. De espaços sobre astronomia, até curiosidades sobre o corpo humano, há muito que visitar no museu. Esperamos voltar com pelo menos três horas para passear antes que as atividades se encerrem.

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Casa de Cultura Mário Quintana

Lá na Rua dos Andradas, citada como dica de destino durante a pernada pelo Centro Histórico, está o antigo Hotel Majestic, onde se hospedou por muitos anos Mário Quintana. Desativado desde 1980, o hotel se tornou um espaço cultural, onde várias obras do poeta estão expostas, assim como a reprodução do quarto por onde viveu mais de dez anos. O local ainda tem um acervo dos discos da brilhante Elis Regina.

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Bônus: A surpresa especial foi o café no sétimo andar da Casa de Cultura Mário Quintana, chamado Santo da Casa. Além da vista linda do Guaíba e da decoração diferenciada com homenagem às diversas manifestações de fé, o lugar tem um cardápio com opções bem gostosinhas para almoço, café e happy-hour. Nossa escolha foi o prato “São Matheus”, com carne ao molho de vinho com champignon e bacon, e um purê de mandioquinha bem cremoso. Para beber, escolhi um drink sem álcool com tônica, maçã e outros ingredientes que não me recordo, mas a misturinha ficou delícia!

E você, que lugares gostou de conhecer em POA? Conte pra mim nos comentários! Quem sabe a gente inclui outras opções quando voltar para terras gaúchas.

Movida por aí: São Paulo

Em 03.05.2016   Arquivado em Movida por aí

A cidade mais populosa do Brasil foi o nosso destino da vez em fevereiro deste ano. Com cerca de 20 milhões de habitantes (muito mais do que o estado de Santa Catarina todinho), São Paulo despertou nossa curiosidade em um dia em que as passagens estavam em promoção.

O Rafa já tinha ido à SP para shows e outros eventos pontuais, e eu ainda não conhecia a cidade, por isso aproveitamos os descontinhos no ano passado e programamos uma daquelas viagens vapt-vupt para sair da rotina.

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O primeiro destino do passeio foi o Museu de Arte de São Paulo, sexta-feira de manhã. Como ficamos em um hotel na República, foi tranquilo chegar até lá de ônibus, e seria possível até mesmo ir à pé.

No MASP, prestigiamos as exposições “Entre ditaduras”, de Leon Ferrari, “Histórias Feministas”, de Carla Zaccagnini (disponível em áudio) e a galeria de imagens do Foto Cine Clube Bandeirantes, com registros de 1939 em diante.

(mais…)

Movida por aí: Canela e Gramado

Em 11.04.2016   Arquivado em Movida por aí

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Em agosto do ano passado passei alguns dias no Rio Grande do Sul e conheci pontos turísticos, restaurantes e outros lugares muito legais de Canela e Gramado, duas cidades muito fofinhas para turistar durante todo o ano, especialmente no inverno e na época de Natal.

Em vez de fazer um diário de viagem, como fiz com o Rio de Janeiro, resolvi contar um pouquinho sobre os locais que mais gostei de visitar durante esse passeio. Vamos às recomendações de hoje!

Bondinhos Aéreos

Canela tem uma região de belezas naturais chamada Parques da Serra. Lá, entre outras atrações, conheci os Bondinhos Aéreos, que levam os visitantes a uma trilha ecológica e a um mirante lindo com vista para a Cascata Caracol, uma queda d’água bem grande (vide imagem acima).

Vale a pena conhecer no final de tarde e encerrar o dia com essa vista incrível da cascata e do pôr do sol. É possível ainda curtir o visú tomando um cafezinho. Nada mau para um dia de outono, né?!

Acesso ao parque + passeio de bondinho: R$ 39,00 (adulto) | R$ 19,00 (crianças) | Gratuito para menores de 6 anos.

Empório Canela

Restaurante pequeno em Canela, decorado com móveis vintage e trabalhos manuais, com um espaço de leitura, venda de livros novos e usados e itens artesanais como almofadas, moleskinis e até geleias. O tempo de espera por uma mesa foi menor do que o informado, pedimos massas e sobremesas gostosas e com temperinho caseiro.

Para deixar a experiência ainda mais bacana, o restaurante fica perto da Catedral de Pedra, uma igreja com arquitetura gótica que esteve entre as sete maravilhas do Brasil em 2010, em eleição do portal Terra.

Cardápio com preços bem variados.

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Mini Mundo

O Mini Mundo é um lugar encantador com cidades em miniatura. A princípio achei que fosse um passeio interessante para quem está acompanhado de crianças, mas adultos também se divertem no parque.

As construções, pessoas, animais e situações replicadas são muito bem feitas; há trenzinhos em movimento, incêndio com fumaça de verdade, televisões com imagens reais, teleféricos e outras atrações que melhoram a experiência sensorial. Há miniaturas de lugares reais, como o Museu da Imigração de São Paulo, e de lugares fictícios.

Para cada canto que a gente olha tem uma surpresa: pedido de casamento, aglomero de pessoinhas em volta de um ovni, família jogando Guitar Hero… Usando “Ponte para Terabitia” como referência, o ideal é fechar os olhos e deixar a mente bem aberta.

Não posso deixar de mencionar que o atendimento é cordial, há ursinhos que tiram fotos com os visitantes, um “limpador de chaminés” que além de recepcionar, sugere os melhores ângulos para imagens realistas, e há também um café charmoso e uma barraquinha de doces (picolé, algodão doce, chocolate) para um lanchinho durante ou depois do passeio.

Acesso ao parque: R$ 24,00 (adulto) | R$ 15,00 (crianças) | Gratuito para menores de 2 anos.

Largo da Borges: Mamma Pasta

A intenção inicial ao sair do hotel era jantar na Rua Coberta, mas como acontecia o primeiro final de semana do Festival de Cinema de Gramado, os restaurantes de lá estavam lotados. Felizmente, entramos na galeria Largo da Borges, bem ao lado do Palácio dos Festivais, e encontramos um restaurante italiano chamado Mamma Pasta, com música ao vivo, casa cheia e muita animação.

O atendimento é eficiente, o fondue maravilhoso e o local aconchegante. Não sei com que frequência o restaurante oferece apresentações de música, mas preciso confessar que me empolgo com versões de Bee Gees, Abba e Whitney Houston. Alguém mais?

Cardápio com preços bem variados.

Canela e principalmente Gramado têm muitas atrações. Há o Museu de Cera, Museu da Moda, lojas de doces caseiros, museus de carros (o ambiente do Harley Motor Show é incrível), Lagro Negro, passeios de trem… Enfim, são muitos pontos turísticos para conhecer e querer revisitar. Na lista de hoje destaquei apenas alguns, mas recomendo ir com calma para aproveitar as cidades, que além de tantas atrações, têm centrinhos charmosos e convidativos para caminhar e comprar souvenires, vinhos, queijos e muito chocolate.

Falando nisso, se virem umas cestinhas de bombons lá, não se esqueçam de mim! <3

Rio de Janeiro (último dia) – Cristo Redentor

Em 18.08.2015   Arquivado em Movida por aí

Demorou, mas saiu! Hoje vou concluir a série de posts sobre a viagem curtinha que fiz ao Rio de Janeiro com o Rafa – namorado, melhor amigo e parceiro de passeios improvisados. Se você chegou agora ou quer reler sobre os outros dias do passeio, não se preocupe, vou deixar todos os links ao final desse texto.

Pois bem, agora que já contextualizei, deixe-me contar como foi o quarto dia no Rio. Era domingo e partiríamos de volta à Curitiba no meio da tarde, não lembro o horário certinho. Para não acumular atividades, decidimos aproveitar esse último tempo na cidade para conhecer o Cristo Redentor.

Compramos pela internet os ingressos, o que recomendo muito. Isso evitou filas e possibilitou que a gente escolhesse em que horário subiria. Detalhe importante: esses ingressos valiam para o Trem do Corcovado. Se você for de van, tem que pagar o transporte à parte e acaba saindo bem mais caro, além do que, na minha opinião, o passeio pela estrada não é tão divertido.

Ficamos hospedados na casa de um amigo, como já comentei, e ele mora na região do Sambódromo da Avenida Marquês de Sapucaí. De lá, fomos até o bairro Santa Tereza de metrô e ônibus. O trânsito estava tranquilo e as conduções vazias, porque as pessoas que moram lá não costumam sair tão cedo no domingo.

Chegamos com antecedência e como não gosto de ficar com fome (contei aqui) e os lanches dos pontos turísticos são muito caros, decidimos comprar água e uns salgadinhos numa conveniência próxima à entrada.

Fica aí mais uma dica pra quem gosta de viajar: ter sempre uma barrinha de cereal, umas castanhas, bolacha ou qualquer outro engana-fome na bolsa. Nada que suje muito e exija trilhões de guardanapos.

Também aproveitamos para fotografar a praça que fica ao lado da estação de embarque, que tem uma versão antiga do trem, e as artes que estampam o muro da estação.
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Lá na área de embarque ainda conseguimos tirar fotos do ambiente e tomar um cafezinho. Até que, finalmente, chegou a hora de entrar no trem e subir o Corcovado devagar, curtindo a vista.
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Em alguns momentos, a condução parou e ambulantes ofereceram água pra quem não comprou lá embaixo. A pausa também pode acontecer se algum trem estiver descendo, porque os trilhos são os mesmos. Então, tá tudo bem se parar um pouquinho, ok?! Aconteceu isso em nosso percurso, inclusive.
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Esse trajeto não levou muito tempo e logo chegamos ao topo, que tem um mirante bem espaçoso e a estátua que todos esperavam ver e fotografar: o Cristo Redentor. Lá em cima o movimento é bem intenso. Todo mundo quer tirar fotos de braços abertos, de mãos juntas e com outras poses, por isso é preciso ter paciência, ou como diz o Rafa, “vai na manha, sem pressa”. Também não há muita sombra, então se o dia estiver ensolarado, não se esqueça de óculos escuros e protetor solar. Logo abaixo da estátua, tem uma pequena capela católica com celebração em alguns horários do dia. A gente parou perto da porta para sentar e descansar um pouquinho aproveitando a sombra que o Cristo ainda fazia, mas após o meio dia quase todo espaço é tomado pelo sol.
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A vista é incrível e o passeio vale muito a pena. De lá foi possível ver o Parque Lage, o Jardim Botânico, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Pão de Açúcar, o aeroporto, o Maracanã, a ponte para Niterói e outros tantos lugares. Exceto a casa do nosso amigo Carioca, mas a rua dele estava visível também.

Contei que subimos o Pão de Açúcar após o pôr do sol, e no fim das contas não nos arrependemos disso. Conseguimos conhecer o Rio à noite com as luzes da cidade e dos carros acesas e, do mirante do Cristo, vê-lo de uma forma diferente, durante o dia. Foi uma forma linda de encerrar o passeio.

De volta à casa do Carioca, sua mãe, Dona Sônia, nos esperava com um almoço beeeem caprichado, como todas as suas refeições: feijoada, bacalhoada, bisteca – que no Rio tem outro nome – e saladinha. De barrigas e malas cheias, fomos para o aeroporto e pegamos o voo para Curitiba, de onde voltamos para Santa Catarina de carro no dia seguinte.
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Nosso agradecimento especial ao Alex (Carioca) e sua mãe pelos rangos, pela estadia e por toda a receptividade e atenção que nos deram.

Confira todos os posts sobre o Rio de Janeiro:

Rio de Janeiro – dia 1

Rio de Janeiro – dia 2, Copacabana

Rio de Janeiro – dia 2, Arpoador, Ipanema e Leblon

Rio de Janeiro – dia 2, Pão de Açúcar

Rio de Janeiro – dia 3, Parque Lage e Jardim Botânico

Rio de Janeiro – dia 3, Lagoa Rodrigo de Freitas e Lapa

Rio de Janeiro (dia 3) – Lagoa Rodrigo de Freitas e Lapa

Em 15.08.2015   Arquivado em Movida por aí

Ontem comecei a contar sobre o final de semana no Rio, e parei no Jardim Botânico. De lá, seguimos para a Lagoa Rodrigo de Freitas, e é sobre ela que falarei hoje.

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A distância entre esses dois pontos é curtinha, por isso fomos a pé até a lagoa. Lá alugamos bicicletas do BikeRio, um sistema super legal que existe em alguns passeios turísticos. A foto abaixo não está com a melhor qualidade porque foi tirada com celular, mas é a minha preferida.

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Dica: apesar dos avisos sobre a diária de 5 reais, leia atentamente o regulamento. Não é simplesmente pegar uma bike e passar o dia com ela por esse valor, como tínhamos imaginado.

Demos meia volta na lagoa e paramos em um parque super bonitinho para tomar água de coco. Lá tinha pedalinhos, pessoas fazendo piquenique, alguns barzinhos e quiosques e um espaço de grama bem gostoso para descansar ou brincar com crianças (especialmente quem mora em apartamento).

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Já era final do dia quando seguimos o passeio para completar a volta na lagoa, que tem mais ou menos 14 km de contorno. Fomos sem pressa e o dia foi bem agradável. Assim que devolvemos as bicicletas, voltamos para a casa de ônibus e nos arrumamos para passear na Lapa. Sim, finalmente!

A região dos Arcos da Lapa é um centrinho de bares, baladas e eventos de rua. O movimento é bem intenso, tanto de carro quanto a pé, e a bebida é barata na maioria dos estabelecimentos. Pelo que a gente viu, o pessoal gosta mesmo é de comprar cerveja nos barzinhos e ficar na rua conversando, mas optamos por entrar em uma balada alternativa, a mais vazia da rua, como podem presumir.

Fomos no La Esquina Teatro Bar, um espaço bem parecido com os bares e pubs de Blumenau. O lugar tem música ao vivo e oferece cervejas tradicionais, drinks diferentes e um cardápio de lanches que pareciam bem apetitosos. Só não experimentamos porque antes de sair de casa a mãe do nosso amigo Carioca ofereceu uma jantinha caprichada.

Queria ter fotografado mais o ambiente, mas não era seguro levar a câmera e à noite a qualidade fica um pouco comprometida. Se voltarmos ao Rio, quero conhecer os Arcos durante o dia também, quando o movimento é mais tranquilo e a iluminação, favorável. Nas fotos abaixo: Arcos da Lapa, eu e o boy, um bar que não lembro o nome cuja fachada é super legal e uma parte do bar do La Esquina.

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Acompanhe os outros posts sobre a viagem:

Rio de Janeiro – dia 1

Rio de Janeiro – dia 2, Copacabana

Rio de Janeiro – dia 2, Arpoador, Ipanema e Leblon

Rio de Janeiro – dia 2, Pão de Açúcar

Rio de Janeiro – dia 3, Parque Lage e Jardim Botânico

Rio de Janeiro (dia 3) – Parque Lage e Jardim Botânico

Em 13.08.2015   Arquivado em Movida por aí

Eike empolgação! O final de semana no Rio foi a melhor parte da viagem. No terceiro dia a gente já estava se sentindo mais à vontade com o movimento e a cidade. Começamos o passeio indo de ônibus até o Parque Lage. O espaço é bem bonito, rico em vegetação, tranquilo para passeios em família, ensaios fotográficos e piqueniques. É aquele tipo de parque que você vê tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, e dá uma sensação de respiro ao tumulto do trânsito e à correria dos dias úteis.

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O cartão postal do Parque Lage era nosso destino inicial. Alguém publicou na internet que lá seria um bom lugar para um brunch em volta da lagoa. Ok, não tinha café da manhã, mas ainda assim vale muito a pena visitar.

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Obs.: Achei que realmente não houvesse mais esse serviço lá, mas depois desse post do Morando Junto descobri que é porque fomos no sábado do feriadão. Sacanagem essa mesa recheadona, Mari e Caio! Vou ficar desejando até ir para o Rio de novo.

Nas salas em volta do pátio principal, encontramos exposições artísticas e fotográficas interessantes. Em uma delas, continuamos completando nossa cartelinha de nudez (o musical do primeiro dia já teve nudes): um ator pelado, ligado a várias árvores do parque, corria sem sair do lugar. O conceito era algo como a dependência do ser humano em relação aos outros elementos da natureza. Não, gente, essa parte eu não fotografei.

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Outro ponto legal do parque é esta construção, recheada de pôsteres, vídeos e outras manifestações de arte no seu interior.

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Depois de mais alguns minutos de visita ao Parque Lage, seguimos a pé para o Jardim Botânico. Lá, chafarizes e monumentos históricos dividem espaço com árvores centenárias, bromélias, orquídeas e outras tantas espécies. Confesso que ficamos preocupados com o tanto que ainda teríamos que andar até o final do dia e nem percorremos o parque todo. Depois de caminhar um pouco, fizemos um lanche em uma cafeteria de lá e já voltamos para a entrada. Vale dizer que os preços dos lanches também eram salgados, porém mais gostosos que os que encontramos em pontos turísticos.

Dica para a vida: quando for viajar, não se alimente apenas em locais óbvios. Vale a pena dar uma chance a estabelecimentos menos comentados.

Confira os outros posts da viagem:

Rio de Janeiro – dia 1

Rio de Janeiro – dia 2, Copacabana

Rio de Janeiro – dia 2, Arpoador, Ipanema e Leblon

Rio de Janeiro – dia 2, Pão de Açúcar

Rio de Janeiro (dia 2) – Pão de Açúcar

Em 09.08.2015   Arquivado em Sem categoria

Como disse no último post de diário de viagem, resolvemos conhecer o Pão de Açúcar justamente no Dia do Trabalho, já que estávamos na região Sul do Rio. Como era feriado e não compramos ingressos antecipados, enfrentamos uma fila gigantesca até o ponto de embarque, o que fez com que perdêssemos o pôr do sol visto lá de cima.
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Depois de duas horas de espera e muitos “será?”, entramos no bondinho e fizemos o primeiro trajeto do passeio até o Morro da Urca. Lá tem uma praça de alimentação bem simpática e havia um telão com a série “Tim Maia” com muita gente assistindo e cantando junto.
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A segunda parte do passeio vai até o Pão de Açúcar. Mesmo à noite, a vista é incrível de lá. Vimos Copacabana, Ipanema, Flamengo, Pedra da Gávea, Cristo Redentor, Aeroporto Santos Dumont, Niterói e sua ponte, e vários outros pontos da cidade. Uma pena que as fotos não transmitem a beleza do cenário, porque não tínhamos tripé e ainda estávamos nos adaptando à câmera.
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Ainda no morro, resolvemos fazer um lanchinho (cujo preço não era não inho assim) antes voltar à estação de embarque. Para a saída do bondinho, espera-se até atingir o número de 65 pessoas ou faz-se um intervalo de 20 minutos entre as descidas. Tivemos que esperar um pouco, mas logo conseguimos chegar à Urca.

O problema foi o último trajeto: começou a chover, a fila estava imensa e todos cansados. Nos abrigamos em uma marquise até sobrar um espacinho na estação e então seguimos a descida. Problema entre aspas, porque quando você está viajando tudo vira história pra contar.

Expectativa para o fim do dia: Lapa.
Realidade: banho quente, cobertor e sono.

O final de semana no Rio de Janeiro foi bem produtivo! Na próxima “página” do diário, conto sobre o Parque Lage, o Jardim Botânico, a Lagoa Rodrigo de Freitas e a Lapa.

Veja os outros posts sobre o passeio:

Rio de Janeiro – dia 1

Rio de Janeiro – dia 2, Copacabana

Rio de Janeiro – dia 2, Arpoador, Ipanema e Leblon

 

Rio de janeiro (Dia 2) – Arpoador, Ipanema e Leblon

Em 07.08.2015   Arquivado em Movida por aí

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Depois de conhecer parte da praia de Copacabana, andamos até a praia do Arpoador. A primeira parada foi para comprar o tal biscoito Globo, já que muitos amigos recomendaram.

É um biscoito de polvilho disponível em versões doce e salgada. Nada muito diferente dos biscoitos caseiros que compramos em Santa Catarina, mas a marca é tradicionalíssima no Rio e faz jus ao slogan: “O biscoito que você não para de comer”.

Obs.: Nunca falei/escrevi tanto a palavra biscoito na minha vida. Por aqui, a gente prefere bolacha.

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A praia fica ao lado de Ipanema (separadas apenas por uma cancela) e recebe um público bem variado. As ondas são médias a grandes, por isso atraem muitos turistas ao local. O destaque é a pedra do Arpoador, famosa por receber turistas e amantes da natureza que aplaudem o pôr-do-sol. Como chegamos antes de almoçar, essa cena continua morando só na nossa imaginação.

Assim como Ipanema e Leblon – que visitamos a seguir, o Arpoador tem um calçadão enfeitado por coqueiros que fica bem acima do nível da areia. Lá encontramos banquinhos e sombra, nada mau pra quem andou muito mais que a média do dia a dia.

Seguindo a caminhada, fomos recepcionados por Tom Jobim em Ipanema, andando marotamente com seu violão sobre o ombro. Por não querer expor uma foto de biquíni, escolhi essa pose bacanuda do boy com o Tom e um senhor simpático que adora fotos. O Rafa não curtiu o “photo bomber”, mas eu achei tão divertida a composição! Muita gente maneira numa foto só.

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Depois, andamos pelo calçadão e aproveitamos que uma das pistas da Avenida Vieira Souto estava livre para fotografar a praia de vários ângulos e caminhar com mais espaço.

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Ipanema também tem ondas grandes para os surfistas, uma faixa de areia estreita e uma bela vista do Morro Dois Irmãos, rodeado pelo Vidigal e a favela da Rocinha, que é mais populosa do que imaginávamos.

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Leblon divide a mesma orla com Ipanema e, apesar do parágrafo anterior, é onde temos a vista mais próxima do Morro. Mas antes de chegarmos ao final da orla, resolvemos procurar um restaurante para almoçar (foram alguns quilômetros de andança, afinal).

Comemos em um bar e restaurante espanhol chamado Crustô, super bonitinho e com espaços internos e externos. Escolhemos sentar em uma das mesas da calçada para observar o movimento. Os meninos pediram tortilla espanhola (omelete de batata, ovo e cebola) para a entrada e um fusilli com chorizo (massa tipo fusilli e molho de linguiça e creme) como prato principal. Eu os acompanhei na tortilla, mas pulei direto para a sobremesa: terrine de frutas com helado, ou simplesmente frutas com sorvete.

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Eles beberam cerveja e refrigerante e eu conheci um dos drinks da casa, o passion cooler: um delicioso suco de abacaxi, manga, maracujá e hibiscos. Sem álcool, porque a ideia inicial era terminar o segundo dia na Lapa.

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“Almoçados”, resolvemos subir o Pão de Açúcar de bondinho, sem lembrar que era feriado e uma fila enorme nos esperaria. Amanhã eu conto mais. ;)

Acompanhe os outros posts sobre a viagem:

Rio de Janeiro – dia 1

Rio de Janeiro – dia 2, Copacabana

Rio de Janeiro (dia 2) – Copacabana

Em 05.08.2015   Arquivado em Movida por aí

Comecei a contar sobre uma viagem curta que fizemos ao Rio de Janeiro. Hoje continuo o relato falando sobre o começo do segundo dia.

Ao contrário da chuva que nos recepcionou, o dia 1º de maio já amanheceu ensolarado no Rio. Mais animados, decidimos conhecer algumas praias da região Sul da cidade: Copacabana, Arpoador, Ipanema e Leblon.

A primeira parada foi em Copacabana. Dá play no sambinha e segue com a gente!
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A praia tem uma orla gigante, o famoso calçadão e, por ser feriado, uma das pistas da Avenida Atlântica estava disponível para caminhada, skate e outras atividades que combinavam com o clima descontraído na areia.
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Copacabana tem quiosques de bebidas, sorvetes e petiscos disponíveis ao longo de toda a extensão. Os produtos variam de acordo com o estabelecimento, mas as “casinhas” têm a mesma estrutura.

Além do comércio autorizado, alguns ambulantes também vendem artesanatos, cangas e acessórios. Outra forma de ganha-pão comum por lá são as artes feitas na areia, em várias formas diferentes. As esculturas são pintadas e impermeabilizadas com produtos específicos para durar meses e, em troca de alguns trocados, a gente pode fotografá-las.
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A praia é dividida em postos, e já com uma lista de lugares para conhecer em mãos, procuramos pelo Posto 6, onde fica a estátua de Carlos Drummond de Andrade. É claro que lá tiramos as tradicionais fotos batendo um papo com o escritor.
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Seguindo o passeio, encontramos ao final da praia outra estátua, a de Dorival Caymmi: compositor, cantor, instrumentista, pintor e ator baiano que viveu muitos anos no Rio de Janeiro. A figura, ao contrário de Drummond, tem mais movimento e permite poses engraçadinhas como estas.
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Por fim, ainda em Copacabana, tem um muro com várias pinturas lindas de momentos da Copa do Mundo 2014 e da própria praia. É claro que a final entre Alemanha e Argentina estava lá, nos lembrando da rivalidade entre o futebol brasileiro e o argentino e a brilhante vitória dos alemães contra a nossa seleção (cadê apagador de memória do MIB?).
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No próximo post vou contar sobre a continuação da caminhada. Fomos para a praia do Arpoador, Ipanema e Leblon.

Veja o primeiro post sobre a viagem:

Rio de Janeiro – dia 1

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