Adoráveis links: contratos e outras bacanices para freelas

Em 04.11.2016   Arquivado em Adoráveis links, Vida de freela

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Conforme prometido, o mês de novembro está cheio de informações bacanas aqui no blog para quem trabalha como freela ou pretende começar o próprio negócio em breve, afinal, faltam poucas semanas para 2017 e nada melhor que o final do ano para pesquisar e refletir sobre como você quer trabalhar ano que vem. Já parou pra pensar nisso?

O Cubo F3 é uma agência freelancer aqui de Blumenau que tive o prazer de conhecer em um workshop facilitado pelos profissionais envolvidos, e tem uma proposta muito bacana de conectar pessoas das áreas criativas, promover jobs, informar e claro, trocar experiências sobre esse modelo de trabalho relativamente novo. Em um post do blog da Cubo, encontrei 5 Estratégias de Inteligência Emocional para lidar com as adversidades da profissão.

A Aninha do blog Madly Luv é designer e sabe que freela não é bagunça. Ela escreveu sobre a importância do Contrato de Prestação de Serviços e sugeriu vários modelos e links úteis, especialmente para quem trabalha na área de Design Gráfico. Esse assunto é motivo de preguiça/apreensão de quem está começando, mas faz toda a diferença para o registro de direitos e deveres do contratado e do cliente.

TED-do-amor: fã que sou, não posso deixar de compartilhar esses 8 TED Talks para insirar e motivar empreendedores. Tem lições de vida, inspiração, histórias que se parecem com a sua e uns talks bem sincerões sobre sucesso e fracasso, com destaque para a maravilhosa Elizabeth, autora do livro “Comer, rezar e amar”.

E o seu currículo, como vai? Não é porque você não vai fuçar os classificados de vagas, que precisa descuidar do marketing pessoal. Pelo contrário, essa é a hora de mostrar o seu potencial ao mundo! A Ana Paula do Plano Feminino contou por que a gente não precisa usar o LinkedIn só para  procurar emprego, e deu sugestões para utilizar essa ferramenta a nosso favor.

Pra finalizar, um link que encontrei ano passado e ainda não saiu dos meus favoritos: o Lucas do Design Culture reuniu ferramentas e sites que ajudarão a inspirar e organizar seu ano. Tem sites para buscar referências, bancos de imagens gratuitos ou com preços amigos, gerenciadores de tarefas, apps e muito mais!

Tem um link bacanudo para compartilhar também? A palavra é sua, deixe nos comentários!

Vida de freela: guia completo sobre MEI

Em 01.11.2016   Arquivado em Vida de freela

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Começar um negócio próprio ou passar a trabalhar como freela para ganhar uma renda extra são decisões que geram frutos positivos, mas também responsabilidades.

Quando decidi encerrar minha experiência na agência e passar a conquistar meus próprios clientes, uma das minhas prioridades iniciais foi pesquisar sobre como formalizar o meu trabalho, com o intuito de ter contratos de prestação de serviços bem estruturados, oferecer aos clientes a emissão de nota fiscal, poder comprar de fornecedores como pessoa jurídica, entre outros benefícios. Foi então que procurei o SEBRAE da minha cidade para saber mais sobre o registro como MEI – microempreededor individual, e finalmente me formalizei.

Como muitos amigos estão no mesmo barco e têm algumas dúvidas sobre esse modelo de negócio, listei todas as informações que recebi neste “Guia do MEI”. Espero que gostem!

Antes de mais nada… o que é MEI?

A Lei nº 128 de 2008 corresponde a legislação do MEI – microempreededor individual, que oferece a legalização como empresa às pessoas que trabalham por conta própria e na informalidade. Com isso, milhões de trabalhadores passam a ter auxílio, proteção e benefícios da Previdência Social.

O que é preciso para começar?

Procurar o SEBRAE mais próximo, acessar o site ou ligar para 0800 570 0800 para receber orientações sobre a gestão do seu negócio. Esse não precisa ser necessariamente o primeiro passo, mas acho a dica muito válida.

  • Ter mais de 18 anos;
  • Desenvolver alguma atividade que se encaixe nos requisitos para ser MEI (Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008). Para consultar as funções permitidas, acesse o Portal do Empreendedor, fale gratuitamente com o SEBRAE ou procure a Praça do Empreendedor, caso exista em seu município;
  • Ter um faturamento bruto anual de até R$ 60.000 (se ficar ryco e ultrapassar essa faixa, você precisará migrar para outra classificação);
  • Não ser sócio ou titular de outra empresa;
  • Não ter mais de um funcionário nem possuir filial;
  • Ser brasileiro ou ter visto permanente.

Importante: quem está recebendo seguro-desemprego ou outro benefício da Previdência Social, poderá perdê-lo ao se formalizar.

Quais as vantagens de ser MEI?

  • Abertura rápida e gratuita. Em Blumenau, você procura a Praça do Cidadão com seus documentos pessoais e comprovante de residência e já sai de lá com seu negócio formalizado;
  • Posse de CNPJ;
  • Emissão de nota fiscal sem custos extras (eu uso o Nota Blu para isso);
  • Possibilidade de participar de licitações e vendas para órgãos públicos;
  • Possibilidade de abertura de conta jurídica, com condições especiais para empréstimos e outros serviços;
  • Dispensa da necessidade de ter um contador, a menos que precise contratar alguém;
  • Sem obrigatoriedade de emissão de nota fiscal para pessoas físicas;
  • Sem necessidade de declarar imposto de renda (falo mais sobre isso abaixo);
  • Isenção de impostos federais;
  • Pagamento simbólico de ICMS e ISS;
  • Pagamento de imposto único, com baixo custo e valor fixo;
  • Cobertura previdenciária (auxílio-maternidade, aposentadoria e vários outros benefícios);
  • Cursos e consultoria gratuita do SEBRAE;
  • Mais aceitação na hora de prospectar clientes (não passei por isso, mas muitas pessoas que se formalizaram como MEI me relataram que sentiram a diferença ao transmitir credibilidade).

Bônus: acesso ao Qipu, um aplicativo muito legal sobre o qual já comentei aqui, que me ajuda super a organizar as receitas, lembrar de pagar o DAS, preparar a declaração anual e consultar os benefícios da Previdência.

Quais as responsabilidades do MEI?

  • Efetuar a contribuição mensal (DAS) até o dia 20 de cada mês;
  • Fazer a declaração anual simplificada (DANS-SIMEI) do faturamento bruto do ano anterior, seguindo o prazo estabelecido pela Receita Federal – o que de certa forma “substitui” a declaração de IR;
  • Emitir nota fiscal ao vender produtos ou serviços para outras empresas, bem como como exigir e guardar notas fiscais ao realizar compras;
  • Registrar formalmente o empregado e pagar os encargos (caso haja interesse em ter esse colaborador). Nesse caso, recomenda-se a contratação do profissional contábil para assistência.

Quanto custa ser MEI?

  • O valor do DAS correspondente a sua atividade, que inclui 5% de um salário mínimo para INSS, R$ 5,00 para imposto municipal caso você trabalhe com serviços, e R$ 1,00 para ICMS caso sua atividade seja de comércio ou indústria. O valor aplicável para o meu caso é de R$ 49,00 por mês;
  • Pagamento anual de Alvará – consulte seu município, pois em Blumenau recebi isenção.

A inscrição do MEI pode ser realizada gratuitamente no Portal do Empreendedor. Aqui em Blumenau, procurei a Praça do Empreendedor, que fica no Shopping Park Europeu, participei da Capacitação MEI Na Prática, ministrada por uma consultora do SEBRAE nas dependências do shopping, e saí de lá na mesma tarde com CNPJ, alvará e certificação. E sem mexer na carteira, o que tem Selo Julius Rock de aprovação, não é mesmo?!

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Estou convencido, mas não me sinto preparado. E agora?

Meu conselho é: busque as informações que precisa e se jogue! Mesmo que de forma simples, faça um planejamento sobre o mercado, clientes, fornecedores, concorrentes, preços e investimentos necessários, para começar um negócio que realmente seja viável, e o mais importante: esteja conectado com seus objetivos e te deixe feliz.

Lembre-se que os pontos de atendimento SEBRAE estão disponíveis de forma gratuita para ajudar a planejar e saber como administrar o seu negócio, e você também pode contar com outros microempreendedores do mesmo barco para compartilhar receios e experiências.

Ainda tem dúvidas? Quer trocar uma ideia comigo? Deixe seu comentário ou me procure nas redes sociais! Será um prazer te ajudar a saber mais sobre esse modelo de trabalho cada vez mais procurado e quem sabe contribuir para suas decisões.

[Imagem: Pexels]

Adoráveis links [4] – freelas, MEI e marketing pessoal

Em 28.04.2016   Arquivado em Adoráveis links, Vida de freela

Depois de muito tempo, de volta com os links maneiros reunindo utilidades, lindezas e pesquisas do dia a dia. Hoje compartilho aqui alguns conteúdos que me ajudaram muito a me situar na vida de freela. Espero que contribuam para você também!

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A Camila do blog Meninices da Vida, que já apareceu como indicação aqui, falou sobre sua transição de colaboradora à freela lá em seu blog, mostrando suas primeiras impressões e dando dicas de uma forma bem pessoal. Vale a leitura!

No Des1gn’On pesquei muitas inspirações lá em 2014, quando começava a profissionalizar meus jobs. Neste link o site fala um pouco sobre como construir um portfólio online de forma simples e atraente, focando no Wix. Eu uso o Behance (uso uma vírgula, preciso atualizar pra ontem meu portfólio), mas vale a dica!

Quem não gosta de coisas gratuitas e sensacionais? Lá no Medium favoritei uma lista com trezentos recursos free de Design, Marketing e muito mais. Tem de tudo!

E por fim, lá no canal Amarelo Criativo, que também já citei no blog, tem uma série chamada “Eu freelancer” que vale muito assistir. Esta pessoa colorida e maravilhosa chamada Thalita fala de MEI, o quanto cobrar, de que forma cobrar, apresentação ao cliente e vários outros assuntos válidos pra quem está começando agora, ou mesmo pra quem já é freela e quer melhorar seus critérios.

O primeiro vídeo da série foi esse aqui, sobre como se preparar para um cliente:

[Imagem do Pexels, mais uma ferramenta gratuita pra você favoritar aí]

 

Vida de freela: primeiras impressões

Em 16.02.2016   Arquivado em Vida de freela

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Faz pouco mais de um mês que acordei de manhã para meu primeiro dia oficial de Vida de Freela. Naquele dia, fiz um post com muito carinho contando sobre o início dessa nova experiência, que está aqui.

Pouco tempo passou e obviamente ainda não tenho muitas experiências para compartilhar, mas hoje quero dividir com vocês algumas das minhas primeiras impressões sobre esse novo modelo de trabalho.

1 – Home office e moleza não são sinônimos

Não que isso seja novidade, mas muita gente se ilude ao pensar que trabalhar em casa necessariamente trará a si toda a liberdade do mundo para ficar à toa. Você pode sim se sentir mais livre, fazer os próprios horários, cozinhar, estender um pouquinho a hora do almoço de vez em quando ou escolher o melhor momento para ir ao banco. Isso é bom, traz mais flexibilidade à rotina, mas lembre-se: você ainda tem um trabalho.

Toda essa historinha pra contar que, diante de tantas possibilidades, eu demorei um pouquinho para me sentir de fato livre dentro da minha nova rotina. E olha a ironia da vida: foi estabelecendo horários e mantendo o foco nos afazeres que consegui realmente me organizar.

A organização é que permite alguns momentos dessa tal “liberdade”, que é bem relativa. Pra uns, pode ser trabalhar de madrugada. Para outros, ficar de pijama o dia todo. Mas para todos, é poder ter tempo e autonomia para se dedicar aos seus projetos.

2 – Ser freela é coisa de gente grande

Meu copo dos Minions, o sono estendido de algumas manhãs e meu estojo roxinho com canetas coloridas não mudam o fato de que a formalização da Vida de Freela é coisa de adulto e exige o conhecimento de algumas burocracias e pesquisas na internet sobre coisas que a gente não costuma pensar antes de deixar o emprego convencional.

Já visitei o SEBRAE, por exemplo, pesquisei N métodos para precificação e dei um Google em “contrato de prestação de serviços”. Baixei vários modelos até construir um que se adequasse à minha realidade.

A questão aqui é: mesmo com vinte e poucos anos, vi que tenho muito que aprender ainda. E isso é bom!

3 – Não é o cofre do Tio Patinhas, mas dá pra se virar

Tem que ser bem ambicioso pra pensar em ganhar muuuita grana logo de início, mas sei que muita gente já sai da CLT com vários clientes cobrindo o salário do trabalho convencional. Não foi o meu caso, como devo ter citado no primeiro post do ano. Já tenho uma renda, mas não é do tamanho que eu tinha antes se for somar os benefícios concedidos.

Aí vem a boa notícia: eu não preciso de muito.

Calma lá, não quer dizer que não queira ganhar dinheiro! Mas a questão é que, ao levar a sério a planilha de gastos e realmente anotar todas as despesas, você descobre que dá pra cortar muita coisa sem abrir mão do básico.

Pra começo dessa nova trajetória, tudo certo com meu porquinho.

4 – Um espaço adequado é essencial

Não precisa ser um escritório de Pinterest, mas é super importante ter um lugar preparado especialmente para o trabalho. Eu, por exemplo, tenho trabalhado alguns dias por semana na mesa da cozinha. O espaço é grande, a vista é bonita, mas as distrações vão da geladeira cheia à pia de louça, que no passado eu deixava acumular mais antes de atacar com sabão e esponja.

Felizmente trabalho nos outros dias úteis em uma mesa do escritório do boy, e já estou planejando meu home office. Enquanto o “escritório de Pinterest” não é realidade, compartilho algumas inspirações aqui, porque né?! É muita ideia criativa!

5 – Ansiedade à prova de contar carneirinhos

Sim, o início da Vida de Freela parece uma aventura. Expectativas, frios na barriga, descobertas, medos e uma mistura de tantos outros sentimentos. Talvez não seja assim pra todo mundo, mas como já sou naturalmente ansiosa, esse período tem sido de picos de nervosismo, empolgação e receio, tudo ao mesmo tempo.

Agora, junta essa ansiedade marota com meu pico criativo, que é à noite, e pronto. Ainda estou tentando descobrir como voltar a dormir em dois minutos depois de deitar.

6 – Processo de autoconhecimento

Com uma nova experiência a cada dia, você adquire não só conhecimento sobre as coisas que envolvem os seus serviços, como também sobre si. Um deles é a força interior que tem.

Cada pessoa é de um jeito. Para alguns, trabalhar um mês e pouco de freela é um sonho de liberdade e eu estou sendo profunda demais para descrever essa situação, mas pra mim, foi um grande passo, e até agora estou me adaptando às mudanças. Quem me conhece sabe que minha coragem não é a do tipo “nada pode me deter”, mas a do “vou com medo mesmo”.

7 – Movida por desafios

Eu ainda quero fazer um post com uma baita conclusão positiva sobre essa experiência, mas por enquanto vou me limitar a finalizar esse texto dizendo que o início da Vida de Freela e de um novo negócio traz alguns desafios, e até agora consegui lidar bem com todos eles, portanto pra mim tem valido a pena.

Não quero levantar a bandeira do “saia do seu emprego e vá vender sua arte na praia”. Tem gente que larga tudo e é feliz se entregando ao que ama fazer, e tem quem quebre a cara também. Há ainda quem deseje um futuro de sucesso dentro da companhia onde trabalha, ou quem encontre realização em seu emprego simples e sem muitos rendimentos. “Cadum cadum”.

Acontece que meus projetos de vida envolviam novas escolhas. E um livro que li lá na minha infância chamado “Quem mexeu no meu queijo” me ensinou: a gente só chega lá, se tiver a iniciativa de sair do lugar. Não dá pra chegar até o meu queijo se ficar apenas sentindo o cheirinho de longe, não é mesmo?

Alguém se identifica? Me conta aí! :)

[Foto do Instagram: @thaysaapereira]