Vida de host: primeiras impressões

Em 19.09.2015   Arquivado em Vida de host

Como contei no post anterior, eu e minha mãe nos inscrevemos como hosts no programa de intercâmbio da AIESEC e recebemos uma menina da Bélgica no dia 12 de setembro.

No momento de inscrição, nosso único requisito foi que viesse uma intercambista menina, já que moramos sozinhas e isso para nós seria mais confortável. Inicialmente, pensávamos em alguém que falasse espanhol, pois minha mãe não fala inglês e eu, apesar de ter estudado o idioma, não tinha intimidade com o “conversation”. Mas quando a AIESEC nos apresentou a possibilidade de hospedar a Amira, topamos a ideia mesmo sabendo que a comunicação seria um desafio maior.

Para “quebrar o gelo” e autoavaliar meu embromation, a Fê do AIESEC me passou o contato do Facebook da Amira, mas antes mesmo de eu puxar assunto ela já me adicionou e se apresentou. Esse começo foi bem bacana: cada uma falou um pouquinho sobre si, ela pode me fazer perguntas sobre o tempo e outras coisas que influenciariam na bagagem, e eu pude acompanhar todo o passo a passo da viagem (foram 30 horas!).

As meninas do AIESEC se encarregaram de pegar a Amira na rodoviária da cidade e levá-la até lá em casa. Quando chegaram, achei que seria uma situação bem estranha. Como ficamos bobos quando saímos da zona de conforto!

primeirasimpressoes

As primeiras impressões desmancharam um montão de inseguranças e tabus que tínhamos:

Comunicação

Escrevo em inglês muito melhor do que falo, mas entendo mais do que imaginava. Sentamos eu, minha mãe, o Rafa (namorado) e a Ju (prima) na mesa da cozinha, e a Amira desatou a contar a viagem toda e ensinar algumas palavras em francês para nós – sua primeira língua. Aí percebemos duas coisas: francês e português têm muitas palavras em comum, e minha mãe tem a dicção melhor que a nossa para aprender o idioma do “merci”.

Personalidade

Sou o tipo de pessoa que se preocupa em agradar e se importa muito com a opinião dos outros, então a possibilidade da Amira ser fechada, tímida e séria me assustava. Que nada! Ela fala pra caramba, já chegou abraçando e conhecendo os cômodos da casa sem cerimônia. Ela é assim: simplona, gente como a gente. Exemplos de ouro: ela derramou chá na pessoa do lado sem querer quando estava no avião, e esbarrou no móvel do corredor várias vezes até se acostumar com ele. “Ok, I’m fine!” ela falava de lá entre uma risadinha e outra.

Hábitos

Você hospeda alguém achando que vai mudar toda sua rotina, mas na verdade, a pessoa que vem geralmente está disposta a viver a sua realidade, e isso ficou bem claro nas primeiras horas de hospedagem. No nosso caso, a Amira acorda e vai dormir mais ou menos no mesmo horário, come as mesmas coisas e inclusive ajuda em pequenas tarefas da casa, revezando a louça comigo, por exemplo.

Assunto

Sabe aquela sensação de que você e a intercambista ficarão sem assunto e com cara de paisagem, porque você PENSA que não tem nada de interessante a dizer? Outra besteira. Tudo que contava sobre nós na primeira conversa com a Amira – hábitos, lugares da cidade, família – ela achava realmente interessante.

É como disse acima, nada como esse contato inicial para descontruir muros e construir pontes. Nossas primeiras impressões foram melhores que as expectativas, e já estamos morando juntas há um mês.

Vou dedicar os próximos posts para falar sobre os lugares que visitamos, diferenças culturais e outras coisas que temos aprendido com a experiência. Acompanhe! :D

  • Vida de host: primeira semana ◂ Movida por Ideias

    Em 19.09.2015

    […] continuar a série de posts sobre host family! Depois de comentar sobre as primeiras impressões, vim contar sobre a nossa primeira […]

  • Dani Menezes

    Em 19.09.2015

    Que experiência legal. Eu já hospedei pessoas na minha casa pelo Airbnb e é bem bacana, gosto muito dessas experiências.

  • Thaysa

    Em 19.09.2015

    Oi Dani, feliz ano novo!
    Você já alugou algum espaço pelo Airbnb também? Estou pesquisando quartos e apês em algumas cidades pelo app e me parece ser bem legal e acessível $$.